O time do Doutor Destino na Marvel apareceu de vez em Infinity Roar #5, HQ que prepara terreno para um caos multiversal com Godzilla e Knull. A seguir, quem entrou nesse grupo, por que a mistura é tão estranha e o que isso realmente tem a ver com os Vingadores fora do cinema.
Não, não é anúncio do próximo filme dos Vingadores. É quadrinho — e dos mais absurdos que a Marvel montou em 2026.
O que já saiu no papel
A formação reunida pelo Doutor Destino traz Homem-Coisa, Justiceiro, Tocha Humana, Emma Frost, Kang, o Conquistador, Kagelmacher, Miles Morales e Motoqueiro Fantasma.
É um grupo torto de propósito. Tem herói, anti-herói, mutante, monstro e um conquistador temporal no mesmo pacote.
Quem entrou no time do Destino
Alguns nomes fazem sentido na hora. Kang encaixa porque qualquer bagunça multiversal parece puxar o personagem para a mesa. Emma Frost entra como cérebro frio. Justiceiro e Motoqueiro Fantasma trazem a parte brutal.
O Tocha Humana é o toque mais venenoso. Doutor Destino e Quarteto Fantástico têm uma história longa demais para isso ser aleatório.
Miles Morales funciona como curinga. Ele dá apelo imediato e amplia o peso da equipe para além do núcleo clássico da Marvel.

Já Kagelmacher é o nome que mais intriga. Não é personagem que o leitor casual reconhece de primeira, então ele vira a peça mais misteriosa dessa escalação.
A própria expressão Avengers of Doom funciona mais como rótulo para vender a ideia do grupo do que como uma equipe consolidada da editora. Traduzindo: isso tem cara de formação de evento, não de nova fase fixa.
Godzilla e Knull puxam a história para outro nível
Godzilla Conquers the Multiverse é o próximo passo dessa confusão. A premissa liga Knull e Godzilla a um ataque contra a Terra-616, e é daí que o Destino sai recrutando aliados improváveis.
Sim, a Marvel colocou o rei dos simbiontes e o kaiju mais famoso do planeta na mesma linha narrativa. Pouca sutileza. Muito barulho.
Para quem caiu agora nessa história, Knull é o criador dos simbiontes e foi apresentado oficialmente em Venom (Vol. 4) #3, de 2018, por Donny Cates e Ryan Stegman. Ele já bagunçou a Marvel inteira em King in Black. Não é vilão de esquina.

Essa mistura lembra o tipo de escala que a editora usa quando quer vender sensação de “tudo pode acontecer”. Tem cheiro de Secret Wars, eco de Infinity Gauntlet e um exagero que só crossover com Godzilla entrega.
Mas funciona? No papel, sim. Pelo menos como ideia. O time do Destino é forte justamente porque parece errado.
Não é pista direta do filme dos Vingadores
O título da história pode fazer muita gente pensar no próximo longa dos Vingadores. Só que o assunto aqui é outro. Infinity Roar #5 fala de HQ, não de elenco de cinema nem de trama do MCU.
Ainda assim, a coincidência não passa batida. A Marvel sabe que qualquer menção ao Destino e aos Vingadores acende alerta no fã.
Para o leitor brasileiro, isso importa por um motivo simples: se você abriu essa notícia esperando spoiler do filme, pode frear. O valor real da edição está em ver o Destino como articulador de uma equipe impossível, algo que sempre rende mais nos quadrinhos do que no discurso.
E tem outra camada. Colocar o Tocha Humana e Emma Frost ao lado de Kang e Justiceiro diz muito sobre o tipo de liderança que o Destino quer exercer: menos moral, mais resultado.
A leitura chega primeiro para quem acompanha HQ em inglês
Infinity Roar #5 já foi publicado pela Marvel Comics. A leitura circula no mercado internacional de quadrinhos, e o evento Godzilla Conquers the Multiverse entra na sequência em julho de 2026.
No Brasil, o caminho mais direto é acompanhar por lojas e serviços que trabalham com edições americanas. O catálogo oficial da editora pode ser consultado no site da Marvel Comics.
Quem lê em inglês já consegue entrar nessa bagunça agora. A dúvida boa ficou para julho: esse time do Destino vai virar peça grande da Marvel em 2026 ou só mais um delírio glorioso antes de Godzilla atravessar tudo?