Resumo rápido
- Devoradores de Estrelas estreia no MGM+ em 18 de junho de 2026
- No Brasil, o MGM+ custa R$ 19,90 por mês como canal adicional
- Filme já ronda US$ 650 milhões e tem 95% no Rotten Tomatoes
Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) já tem rota definida no streaming. A adaptação de Andy Weir estreia em 18 de junho de 2026 no MGM+, e não no catálogo padrão do Prime Video.
Isso muda bastante para quem estava esperando só apertar o play na Amazon. No Brasil, o acesso passa pelo MGM+ como canal adicional, com assinatura de R$ 19,90 por mês.
Primeiro no MGM+, e não no atalho que muita gente imaginava
O detalhe mais importante da estreia é esse. Mesmo sendo um lançamento da Amazon MGM Studios, Devoradores de Estrelas chega primeiro ao MGM+, que funciona como serviço separado dentro do ecossistema da Amazon.
Traduzindo para a rotina brasileira: não basta ter Prime Video. É preciso assinar o canal MGM+ dentro da plataforma, ou em outros agregadores compatíveis, para liberar o filme no dia da estreia.
Faz sentido como movimento de mercado. O MGM+ precisa de títulos grandes para justificar a cobrança extra, e poucos nomes recentes da Amazon carregam tanta força comercial quanto esse.
Ficha técnica de Devoradores de Estrelas
| Item | Dado |
|---|---|
| Título no Brasil | Devoradores de Estrelas |
| Título original | Project Hail Mary |
| Estreia no streaming | 18/06/2026 |
| Plataforma | MGM+ |
| Disponibilidade no Brasil | Canal adicional dentro do Prime Video e outros serviços |
| Preço no Brasil | R$ 19,90 por mês |
| Direção | Phil Lord e Christopher Miller |
| Roteiro | Drew Goddard |
| Baseado em | Romance de Andy Weir |
| Produção | Amy Pascal e Aditya Sood |
| Elenco principal | Ryan Gosling como Ryland Grace |
| Gênero | Ficção científica e drama |
| Bilheteria mundial | Cerca de US$ 650 milhões |
| Rotten Tomatoes | 95% |
| CinemaScore | A |

US$ 650 milhões depois, ficou claro que o filme virou peça premium
Não estamos falando de um sci-fi de nicho. Devoradores de Estrelas já passou de US$ 635 milhões nas contas detalhadas do mercado, com US$ 327,7 milhões nos EUA e US$ 308 milhões no circuito internacional.
No arredondado da indústria, o título já circula como um sucesso de cerca de US$ 650 milhões. É o maior lançamento da carreira de Phil Lord e Christopher Miller e o segundo maior de Ryan Gosling, atrás apenas de Barbie.
Os números fora dos EUA também ajudam a entender o peso global. Reino Unido somou US$ 42,4 milhões, China fez US$ 38,8 milhões, Austrália chegou a US$ 24,5 milhões, enquanto Alemanha e Coreia do Sul ficaram na casa dos US$ 18 milhões.
E tem recepção junto. A aprovação de 95% no Rotten Tomatoes e o CinemaScore A colocam o filme num grupo raro: blockbuster caro que agradou crítica e público ao mesmo tempo.

Ryan Gosling puxa um sci-fi que conversa com Perdido em Marte
A premissa vende fácil. Ryland Grace acorda sem memória a bordo de uma nave e precisa descobrir a própria missão para salvar a Terra.
Quem leu Andy Weir já sabe o terreno. Ciência explicada com clareza, sobrevivência em situação absurda e um protagonista que segura tudo quase sozinho. Se Perdido em Marte era a referência óbvia, aqui o tom parece mais emocional e mais isolado.
Drew Goddard no roteiro também pesa. Foi ele quem adaptou Perdido em Marte para o cinema, então existe uma continuidade de estilo que ajuda bastante a vender Devoradores de Estrelas para o público casual.
Mas a escolha de Lord e Miller chama ainda mais atenção. A dupla costuma trabalhar humor e ritmo com mão leve, e isso deixa o projeto menos sisudo do que muita ficção científica espacial de prestígio.
Na prática, o filme parece ocupar um meio-termo muito esperto. Tem a solidão de Interestelar, a lógica pop de Perdido em Marte e uma cara de entretenimento grande, não de drama espacial pesado demais.
No Brasil, o acesso passa pelo Prime Video como canal
A parte prática é simples, mas pode confundir. O MGM+ está disponível no Brasil como canal adicional, inclusive dentro do Prime Video, por R$ 19,90 mensais.
Então anote do jeito certo: Devoradores de Estrelas estreia em 18 de junho no MGM+, e não entra automaticamente no pacote básico do Prime Video. A página oficial do serviço está em mgmplus.com.
Para a Amazon, a jogada é clara. Em vez de soltar um filme desse tamanho no catálogo geral, ela usa um título de apelo amplo para empurrar a assinatura extra.
Funciona? Pode funcionar. Ficção científica com Ryan Gosling, 95% no Rotten Tomatoes e bilheteria dessa escala não aparece toda semana. Agora fica a dúvida que interessa de verdade: quantas pessoas vão topar pagar outro canal para ver um dos filmes mais fortes do ano?