Adaptação de Andy Weir chega ao streaming em junho

Por Leandro Lopes 10/06/2026 às 16:11 5 min de leitura
Adaptação de Andy Weir chega ao streaming em junho
5 min de leitura

Resumo rápido

  • Devoradores de Estrelas estreia no MGM+ em 18 de junho de 2026
  • No Brasil, o MGM+ custa R$ 19,90 por mês como canal adicional
  • Filme já ronda US$ 650 milhões e tem 95% no Rotten Tomatoes

Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) já tem rota definida no streaming. A adaptação de Andy Weir estreia em 18 de junho de 2026 no MGM+, e não no catálogo padrão do Prime Video.

Isso muda bastante para quem estava esperando só apertar o play na Amazon. No Brasil, o acesso passa pelo MGM+ como canal adicional, com assinatura de R$ 19,90 por mês.

Primeiro no MGM+, e não no atalho que muita gente imaginava

O detalhe mais importante da estreia é esse. Mesmo sendo um lançamento da Amazon MGM Studios, Devoradores de Estrelas chega primeiro ao MGM+, que funciona como serviço separado dentro do ecossistema da Amazon.

Traduzindo para a rotina brasileira: não basta ter Prime Video. É preciso assinar o canal MGM+ dentro da plataforma, ou em outros agregadores compatíveis, para liberar o filme no dia da estreia.

Faz sentido como movimento de mercado. O MGM+ precisa de títulos grandes para justificar a cobrança extra, e poucos nomes recentes da Amazon carregam tanta força comercial quanto esse.

Ficha técnica de Devoradores de Estrelas

Item Dado
Título no Brasil Devoradores de Estrelas
Título original Project Hail Mary
Estreia no streaming 18/06/2026
Plataforma MGM+
Disponibilidade no Brasil Canal adicional dentro do Prime Video e outros serviços
Preço no Brasil R$ 19,90 por mês
Direção Phil Lord e Christopher Miller
Roteiro Drew Goddard
Baseado em Romance de Andy Weir
Produção Amy Pascal e Aditya Sood
Elenco principal Ryan Gosling como Ryland Grace
Gênero Ficção científica e drama
Bilheteria mundial Cerca de US$ 650 milhões
Rotten Tomatoes 95%
CinemaScore A
Ryan Gosling como Ryland Grace em cena dentro da nave de Devoradores de Estrelas
Ryan Gosling como Ryland Grace em cena dentro da nave de Devoradores de Estrelas (Reprodução)

US$ 650 milhões depois, ficou claro que o filme virou peça premium

Não estamos falando de um sci-fi de nicho. Devoradores de Estrelas já passou de US$ 635 milhões nas contas detalhadas do mercado, com US$ 327,7 milhões nos EUA e US$ 308 milhões no circuito internacional.

No arredondado da indústria, o título já circula como um sucesso de cerca de US$ 650 milhões. É o maior lançamento da carreira de Phil Lord e Christopher Miller e o segundo maior de Ryan Gosling, atrás apenas de Barbie.

Os números fora dos EUA também ajudam a entender o peso global. Reino Unido somou US$ 42,4 milhões, China fez US$ 38,8 milhões, Austrália chegou a US$ 24,5 milhões, enquanto Alemanha e Coreia do Sul ficaram na casa dos US$ 18 milhões.

E tem recepção junto. A aprovação de 95% no Rotten Tomatoes e o CinemaScore A colocam o filme num grupo raro: blockbuster caro que agradou crítica e público ao mesmo tempo.

Phil Lord e Christopher Miller nos bastidores de Devoradores de Estrelas com monitor da nave ao fundo
Phil Lord e Christopher Miller nos bastidores de Devoradores de Estrelas com monitor da nave ao fundo (Reprodução)

Ryan Gosling puxa um sci-fi que conversa com Perdido em Marte

A premissa vende fácil. Ryland Grace acorda sem memória a bordo de uma nave e precisa descobrir a própria missão para salvar a Terra.

Quem leu Andy Weir já sabe o terreno. Ciência explicada com clareza, sobrevivência em situação absurda e um protagonista que segura tudo quase sozinho. Se Perdido em Marte era a referência óbvia, aqui o tom parece mais emocional e mais isolado.

Drew Goddard no roteiro também pesa. Foi ele quem adaptou Perdido em Marte para o cinema, então existe uma continuidade de estilo que ajuda bastante a vender Devoradores de Estrelas para o público casual.

Mas a escolha de Lord e Miller chama ainda mais atenção. A dupla costuma trabalhar humor e ritmo com mão leve, e isso deixa o projeto menos sisudo do que muita ficção científica espacial de prestígio.

Na prática, o filme parece ocupar um meio-termo muito esperto. Tem a solidão de Interestelar, a lógica pop de Perdido em Marte e uma cara de entretenimento grande, não de drama espacial pesado demais.

No Brasil, o acesso passa pelo Prime Video como canal

A parte prática é simples, mas pode confundir. O MGM+ está disponível no Brasil como canal adicional, inclusive dentro do Prime Video, por R$ 19,90 mensais.

Então anote do jeito certo: Devoradores de Estrelas estreia em 18 de junho no MGM+, e não entra automaticamente no pacote básico do Prime Video. A página oficial do serviço está em mgmplus.com.

Para a Amazon, a jogada é clara. Em vez de soltar um filme desse tamanho no catálogo geral, ela usa um título de apelo amplo para empurrar a assinatura extra.

Funciona? Pode funcionar. Ficção científica com Ryan Gosling, 95% no Rotten Tomatoes e bilheteria dessa escala não aparece toda semana. Agora fica a dúvida que interessa de verdade: quantas pessoas vão topar pagar outro canal para ver um dos filmes mais fortes do ano?

Trailer