Copycat ressurge como o thriller esquecido de Sigourney Weaver

Por Leandro Lopes 01/06/2026 às 11:22 5 min de leitura Atualizado: 01/06/2026
Copycat ressurge como o thriller esquecido de Sigourney Weaver
5 min de leitura

Copycat voltou ao radar por um motivo bem objetivo: o thriller de serial killer com Sigourney Weaver entra grátis no Plex em 1º de junho de 2026. Antes de apertar o play, vale lembrar por que esse suspense de 1995 ainda ocupa um canto curioso entre os filmes mais sombrios dos anos 90.

Não foi fenômeno. Também não sumiu à toa. Com Holly Hunter ao lado de Weaver, o filme fez US$ 79 milhões com orçamento estimado em US$ 27 milhões e entrou naquela prateleira clássica de sucesso moderado que o streaming adora ressuscitar.

Por que Copycat voltou agora

O gancho é simples: catálogo grátis chama clique, e thriller de serial killer envelhece melhor do que muita moda passageira. Ainda mais quando o elenco tem Sigourney Weaver, que continua sendo um nome forte para quem gosta de suspense com peso dramático.

Mas Copycat não vive só de nostalgia. Ele apareceu numa fase lotada de filmes sobre assassinos em série, só que com um diferencial claro: duas mulheres no centro da investigação, enquanto boa parte dos concorrentes ainda girava em torno do investigador homem quebrado pelo trabalho.

O básico antes do play

Item Detalhe
Título Copycat
Título original Copycat
Direção Jon Amiel
Roteiro Ann Biderman e David Madsen
Elenco principal Sigourney Weaver, Holly Hunter, Dermot Mulroney, Harry Connick Jr. E William McNamara
Gênero Thriller psicológico, suspense policial, serial killer
Duração 123 minutos
Estúdio / distribuidora Warner Bros. / Regency Enterprises
Estreia original 27/10/1995
Classificação nos EUA R
Bilheteria mundial US$ 79 milhões
Orçamento estimado US$ 27 milhões
Streaming no recorte atual Plex
Modelo de acesso Gratuito com anúncios
Recepção crítica Mista para positiva moderada no Rotten Tomatoes e mista no Metacritic

Esse desempenho de bilheteria não coloca o filme no mesmo patamar de gigantes do gênero. Coloca, sim, na zona segura do “deu lucro e ficou na memória de quem pegou a onda do suspense noventista”.

Na crítica, o papo sempre passou por dois pontos. A dupla Weaver e Hunter costuma receber elogios. Já o mistério em si leva bronca por seguir caminhos mais previsíveis do que o clima inicial sugere.

Copycat ressurge como o thriller esquecido de Sigourney Weaver — foto de divulgação
Copycat ressurge como o thriller esquecido de Sigourney Weaver — foto de divulgação (Reprodução)

Mais do que carona em O Silêncio dos Inocentes

Não é O Silêncio dos Inocentes. Nem tenta ser. Copycat é mais direto, mais nervoso e mais noventista, com aquela cara de suspense de estúdio que gosta de apartamento escuro, perseguição urbana e assassino obcecado por método.

Funciona? Em boa parte, sim. Weaver interpreta uma especialista em serial killers traumatizada e reclusa, enquanto Holly Hunter segura o lado policial da trama com energia menos afetada e mais seca. A química entre as duas vende o filme melhor do que o roteiro vende o mistério.

Jon Amiel filma com mão clássica. Nada de pirotecnia. O foco está no desconforto, na sensação de vigilância e na paranoia de alguém que entende a mente do assassino bem demais. Para um thriller de 1995, isso ainda segura.

Também tem um detalhe histórico. Antes de séries como The Fall e de uma leva maior de thrillers com investigadoras no centro, Copycat já colocava duas mulheres empurrando a trama. Isso hoje parece normal. Em meados dos anos 90, não era tanto assim.

Filme Ano Centro da trama Marca principal
O Silêncio dos Inocentes 1991 Clarice Starling e Hannibal Lecter Prestígio e tensão psicológica
Seven: Os Sete Crimes Capitais 1995 Dois detetives perseguindo um assassino ritualista Peso moral e visual sombrio
Copycat 1995 Criminologista e detetive caçando um imitador Dupla feminina e paranoia urbana
O Colecionador de Ossos 1999 Investigação guiada por especialista imobilizado Quebra-cabeça criminal mais pop

Quando comparado a essa turma, Copycat fica no meio do caminho. Tem menos impacto cultural que O Silêncio dos Inocentes e menos estilo que Seven. Em compensação, entrega um recorte diferente e um ritmo que ainda conversa bem com quem sente falta de thrillers adultos no streaming.

Where Can You Stream 'Alien'?
Where Can You Stream 'Alien'? (Reprodução)

No Plex, mas com um detalhe para quem está no Brasil

O ponto prático é este: Copycat entra no Plex em 1º de junho de 2026 no modelo gratuito com anúncios. Para quem usa o serviço, é o tipo de resgate de catálogo que pesa mais do que muita estreia genérica de plataforma paga.

Só que existe um porém importante. O catálogo do Plex costuma variar por território. Então a chegada global anunciada para o serviço não garante, por si só, que o filme apareça do mesmo jeito no catálogo brasileiro no mesmo dia.

A mesma lógica vale para idioma. Como a disponibilidade pode mudar por região, legenda e dublagem em português precisam ser checadas na ficha local do app quando o título entrar no ar. Quem assiste no Brasil já conhece essa dança.

Se pintar por aqui, é uma boa chance de rever um suspense que ficou espremido entre gigantes do gênero. A página oficial do serviço está em plex.tv, e a recepção crítica segue registrada no Rotten Tomatoes. Falta descobrir o detalhe que realmente decide o play: Copycat vai abrir no Plex brasileiro hoje ou continuar preso naquela zona chata dos filmes que todo mundo recomenda e ninguém encontra?

Trailer