Austin Powers 4 saiu do campo do boato e entrou no da intenção pública. Mike Myers respondeu “sim” quando foi perguntado sobre o quarto filme durante o World Cup Watch Party com Trevor Noah, reacendendo uma franquia que está há 24 anos sem longa novo.
Resumo rápido
- Mike Myers respondeu “sim” sobre Austin Powers 4 em evento com Trevor Noah
- Ainda não há anúncio oficial de estúdio, data ou elenco fechado
- A franquia está parada desde O Homem do Membro de Ouro, lançado em 2002
Calma: isso ainda não é anúncio formal de Hollywood com cronograma, teaser e cadeira de diretor reservada. Mas é a fala mais direta que a série de comédia já recebeu em anos — e, para uma marca que vive de nostalgia, isso já muda bastante coisa.
O que Mike Myers confirmou de verdade
A resposta veio depois de uma pergunta direta de fã no evento apresentado por Trevor Noah. Sem rodeio, Myers disse que Austin Powers 4 vai acontecer.
“Sim.”
É pouco? Em termos de estúdio, sim. Em termos de manchete, não.
Até agora, ninguém anunciou data de estreia, orçamento, distribuidora ou elenco completo. Também não existe título oficial brasileiro para esse quarto filme. O cenário real é este: há intenção pública e projeto em desenvolvimento, mas não um pacote fechado.
| Ficha | Detalhe |
|---|---|
| Título | Austin Powers 4 |
| Status | Confirmação verbal de desenvolvimento |
| Criador e estrela | Mike Myers |
| Gênero | Comédia, espionagem, paródia |
| Franquia | Austin Powers |
| Último filme lançado | Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (2002) |
Também vale lembrar um detalhe importante: Myers já vinha flertando com a volta havia algum tempo. Em entrevistas passadas, ele citou até o interesse em explorar mais Dr. Evil, personagem que virou meme antes de meme existir.
Por que Hollywood ainda olha para essa franquia
Austin Powers nunca foi só comédia boba. A série sempre funcionou como paródia de espionagem, zoando James Bond, Jason King e o cinema de agentes secretos dos anos 1960 aos 2000, com humor sexual, vilões caricatos e um tom completamente sem vergonha.
Na crítica, a trilogia foi irregular. No caixa, nem tanto.
Austin Powers: Um Agente Nada Discreto (Austin Powers: International Man of Mystery) fez cerca de US$ 67,7 milhões no mundo. Depois, Austin Powers: O Agente “Bond” Cama (Austin Powers: The Spy Who Shagged Me) saltou para US$ 312 milhões. O terceiro, Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro (Austin Powers in Goldmember), fechou com aproximadamente US$ 296,7 milhões.
Já as notas mostram um retrato diferente. O primeiro tem cerca de 72% no Rotten Tomatoes, enquanto segundo e terceiro ficaram na faixa dos 52% e 54%. No Metacritic, os números giram entre 51 e 62. Ou seja: sucesso comercial, crítica morna.
| Filme | Ano | Bilheteria mundial | Rotten Tomatoes | Metacritic |
|---|---|---|---|---|
| Austin Powers: Um Agente Nada Discreto | 1997 | US$ 67,7 milhões | 72% | 51 |
| Austin Powers: O Agente “Bond” Cama | 1999 | US$ 312 milhões | 52% | 59 |
| Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro | 2002 | US$ 296,7 milhões | 54% | 62 |
Não tem como ignorar esse histórico. Se o segundo e o terceiro passaram perto — ou acima — dos US$ 300 milhões, dá para entender por que o nome continua vivo mesmo depois de duas décadas.
Do “sim” ao filme pronto ainda tem chão
Um quarto filme tardio não vive só de carinho do público. Precisa acertar o tom.
O humor de Austin Powers nasceu num momento muito específico da cultura pop. Funcionava com exagero sexual, piada visual e caricatura total. Em 2026, isso pede atualização. Se repetir 2002, envelhece mal. Se limpar demais, perde a graça.
Tem outra dúvida boa no radar: o foco será no próprio Austin ou em Dr. Evil? Myers já sugeriu em outras conversas que o vilão renderia mais espaço. Faz sentido. Entre os dois, é Dr. Evil quem sobreviveu melhor na cultura de meme.
Jay Roach, diretor dos três filmes anteriores, já comentou a possibilidade de um quarto longa em 2020. Só que comentar não é produzir. Agora existe, pelo menos, um “sim” do rosto da franquia. E isso pesa.
Dá para revisitar a trilogia no Brasil?
Hoje, a situação da franquia no Brasil é a mesma bagunça de sempre: os três filmes costumam circular de forma rotativa entre streaming, aluguel digital e TV por assinatura. Não há uma casa fixa para Austin Powers por aqui.
Na prática, quem quiser maratonar antes do quarto filme precisa checar o catálogo do momento nas plataformas disponíveis no país. A boa notícia é que se trata de uma trilogia curta, com durações entre 89 e 95 minutos, e com versões dubladas que já passaram várias vezes no mercado brasileiro.
Para o novo filme, ainda não existe distribuidora anunciada nem previsão de estreia no Brasil. Então o cenário é simples: Austin Powers 4 está vivo, mas ainda no estágio em que uma fala de Mike Myers vale mais do que qualquer calendário — e a pergunta que fica é se essa piada de 24 anos atrás ainda consegue soar nova em 2026.