Anna Van Patten abriu o jogo sobre a pressão de interpretar Kitty em Euphoria. Em entrevista à Collider, a atriz explicou como tentou fazer a história da personagem “bater forte” sem perder a delicadeza — e isso ajuda a medir o peso que a 3ª temporada está colocando até em quem acabou de chegar.
Não é só mais um papel novo.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título | Euphoria |
| Criador / showrunner | Sam Levinson |
| Emissora original | HBO |
| Plataforma no Brasil | Max |
| Gênero | Drama adolescente, drama psicológico |
| Personagem em foco | Kitty |
| Atriz | Anna Van Patten |
| Local da personagem | Silver Slipper |
| Episódio citado | “Kitty Loves to Dance” |
| Status | Temporada 3 em destaque nos bastidores |
| Elenco principal da série | Zendaya, Hunter Schafer, Sydney Sweeney, Jacob Elordi, Maude Apatow e Alexa Demie |
| Idiomas no Brasil | Dublagem em português e legendas |
Kitty entra no universo de Euphoria pelo lado mais pesado
Anna descreveu Kitty como uma personagem sombria, triste e emocional. Não é pouco. Em Euphoria, esse tipo de papel nunca funciona no automático.
Kitty é dançarina no Silver Slipper, e a atriz deixou claro que sentiu responsabilidade de fazer justiça à história dela. A preocupação não era aparecer. Era fazer o trauma soar verdadeiro.
“A pressão era fazer justiça à história de Kitty e garantir que aquilo batesse forte.”
Faz sentido. A série de Sam Levinson vive de intensidade. Quando a atuação passa um milímetro do ponto, vira caricatura. Quando acerta, engole a cena.

Sam Levinson guiou o tom logo no primeiro dia
Van Patten contou que recebeu referências de Sam Levinson já no primeiro dia de gravação. Isso mostra duas coisas. A primeira: Kitty não foi tratada como figurante de luxo. A segunda: o tom dessa trama precisava nascer afinado desde o começo.
A atriz também disse que houve colaboração real no set. Ela teve espaço para sugerir, ajustar e construir a personagem junto da equipe. Num projeto desse tamanho, isso pesa.
Outro detalhe chama atenção. Para não “ficar louca” com ela tentou se manter presente no trabalho. É uma fala simples, mas revela bastante sobre o clima em volta de Euphoria.
A série tem esse efeito. Basta lembrar de Rue, Cassie e Jules. Zendaya, Sydney Sweeney e Hunter Schafer viraram assunto muito além do nicho porque Euphoria pede atuação exposta, sem muita proteção.
Quem entra agora sente a comparação na pele. E Anna não fugiu disso.

“Kitty Loves to Dance” não parece episódio de passagem
O episódio 4 se chama “Kitty Loves to Dance”. Só isso já muda o tamanho da conversa. Em série com elenco tão disputado, dar a um episódio o nome de uma personagem nova não parece detalhe qualquer.
Anna sabia desse título, mas disse que essa não foi a principal fonte de pressão. O peso maior vinha da necessidade de entregar uma atuação autêntica. Menos vaidade. Mais precisão emocional.
Na prática, isso sugere que Kitty deve ocupar um espaço dramático relevante na temporada 3. Talvez não como protagonista da série inteira, mas como peça que reorganiza o clima ao redor dela.
Euphoria costuma fazer isso bem. Pega alguém que parecia lateral, aproxima a câmera e transforma dor em centro narrativo. Foi assim antes. Pode acontecer de novo.
Anna Van Patten chega pronta, mas com um sobrenome que também cobra
Anna não caiu de paraquedas nesse meio. Ela vem de uma família ligada ao entretenimento: Tim Van Patten, Grace Van Patten e Dick Van Patten fazem parte dessa árvore.
Crescer em sets ajuda no básico. Entender ritmo de gravação, marcação e silêncio de bastidor não é pouca coisa. Mas sobrenome em Hollywood também cobra. Ainda mais quando o papel exige vulnerabilidade em vez de pose.
Por isso a entrevista chama atenção. Em vez de vender confiança vazia, Anna falou sobre pressão, cuidado e presença. Soa mais honesto. E combina mais com o que Euphoria exige.

Na Max, Euphoria segue forte no Brasil
As temporadas já lançadas de Euphoria estão disponíveis na página oficial da HBO e no catálogo da Max no Brasil, com dublagem em português e opção de legendas. A série continua entre os títulos mais comentados da marca, mesmo fora de exibição semanal.
Para o público brasileiro, a fala de Anna ajuda a calibrar expectativa. Kitty não parece entrar apenas para compor o fundo do quadro. Se um episódio já carrega o nome dela e a atriz fala em fazer a história bater forte, a dúvida agora é outra: a temporada 3 vai abrir espaço para Kitty crescer — ou usar essa dor toda e seguir em frente?