Absolute Batman #21 finalmente coloca Absolute Batman frente a frente com o Absolute Joker. A edição é de Scott Snyder e Nick Dragotta. E a cena já chega com uma referência pesada: o Coringa de Heath Ledger em Batman: O Cavaleiro das Trevas.
Resumo rápido
- Absolute Batman #21 traz o primeiro confronto direto com o Absolute Joker
- A cena remete visualmente ao Coringa de Heath Ledger no filme de 2008
- A HQ segue publicada pela DC dentro do Absolute Universe
Não é piscadinha boba para fã. A homenagem ajuda a dizer quem esse novo Coringa quer ser dentro do Absolute Universe. E isso pesa ainda mais porque essa versão já nasceu para inverter quase tudo na mitologia do Batman.
O primeiro encontro já chega no pescoço
O choque entre os dois tinha cara de evento desde o início da fase. Esse Batman não é o Bruce Wayne tradicional. Aqui, Bruce é engenheiro civil, perdeu o pai ainda criança e virou um vigilante mais agressivo, mais bruto e muito mais “feito na mão”.
Do outro lado, o Absolute Joker também foge do molde clássico. Jack Grimm V é bilionário, tem recursos quase ilimitados e opera como uma mistura de oligarca com monstro de horror cósmico. Não é só um palhaço caótico. É poder institucional com rosto de pesadelo.
Por isso o primeiro face a face precisava vender ameaça de verdade. Vendeu.

A composição da cena, o jeito teatral e a energia de provocação lembram direto o Coringa de Heath Ledger em Batman: O Cavaleiro das Trevas. Não parece coincidência. Parece escolha consciente para colocar esse vilão numa linhagem que o leitor reconhece na hora.
Ficha rápida da HQ
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título | Absolute Batman #21 |
| Série | Absolute Batman |
| Editora | DC Comics |
| Formato | HQ mensal |
| Universo | Absolute Universe |
| Roteiro | Scott Snyder |
| Arte | Nick Dragotta |
| Personagem central | Absolute Batman |
| Vilão em destaque | Absolute Joker / Jack Grimm V |
| Status | Em publicação |
| Momento-chave | Primeiro confronto direto entre Batman e Joker |
Ledger ainda é a régua
Heath Ledger virou padrão porque mudou o jeito como o grande público enxerga o Coringa. Até hoje, quase toda nova versão do personagem precisa lidar com essa sombra. Em cinema, TV, animação ou HQ.
Batman: O Cavaleiro das Trevas segue com 94% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. O número sozinho não explica tudo. Mas ajuda a lembrar o tamanho cultural daquela interpretação.
Tem mais. O Coringa de Ledger misturava humor, ameaça e uma calma incômoda. Quando uma HQ puxa esse imaginário no primeiro encontro do herói com o vilão, ela está dizendo ao leitor: “esse cara não veio para ser coadjuvante de arco”.
Funciona porque o Absolute Joker já é maior do que o caos de esquina. Ele controla Robins treinados, manipula a percepção pública e conseguiu virar Gotham contra Batman, tratando o herói como terrorista. É uma versão menos de sarjeta e mais de sistema.

Não é só homenagem. É posicionamento
A melhor leitura dessa cena passa longe do fan service. Snyder e Dragotta usam a lembrança de Ledger como atalho emocional. Em poucos quadros, eles dão ao Absolute Joker um peso que outras versões levam várias edições para construir.
Também ajuda o timing do arco. A edição chega depois de revelações ligadas ao Espantalho, à morte de Thomas Wayne e ao trabalho secreto de Martha Wayne com a Corte das Corujas. No meio desse tabuleiro, o encontro com Jack Grimm V deixa de ser só simbólico. Vira declaração de guerra.
Essa é a diferença. No Batman clássico, muitas vezes o Coringa entra para bagunçar. Aqui, ele já parece ter moldado o cenário antes mesmo do aperto de mãos venenoso. A homenagem a Ledger reforça a teatralidade. O roteiro empurra o resto.
O que muda em relação ao Coringa tradicional
Jack Grimm V não troca só a maquiagem da ideia. Ele muda o eixo inteiro do personagem. Em vez de um agente do caos vindo de baixo, a HQ entrega um inimigo rico, blindado por influência e quase impossível de derrubar pelos caminhos normais.
Na prática, o Absolute Universe inverte os papéis. Batman é o sujeito improvisado, físico e artesanal. Joker é a máquina social, financeira e monstruosa. Um faz as próprias armas. O outro faz a cidade inteira virar arma.
Isso dá outra cor para a referência a Ledger. O filme de Nolan apresentava um Coringa que desmontava instituições. O da HQ parece ocupar essas instituições por dentro. A ameaça continua imprevisível, mas agora vem com crachá, mansão e exército.

Leitura no Brasil passa pelo digital e pela importação
A DC Comics mantém Absolute Batman em publicação nos Estados Unidos, e o caminho mais direto para o leitor brasileiro hoje passa por comic shops de importação e pela leitura digital em inglês. Como a discussão gira em torno de Absolute Batman #21, vale checar a disponibilidade da edição atual antes da compra.
Para quem acompanha Batman no Brasil, o atrativo aqui é claro: não se trata de mais um encontro qualquer entre herói e vilão. É o tipo de estreia que define a dinâmica da fase inteira. E se Snyder e Dragotta puxaram Heath Ledger logo na primeira encarada, fica a dúvida boa: até onde esse Coringa ainda pode escalar?