Supergirl: o que a crítica viu antes da estreia

Por Redação Notícias Flix 21/06/2026 às 22:17 5 min de leitura
Supergirl: o que a crítica viu antes da estreia
5 min de leitura

As primeiras reações a Supergirl caíram, e a leitura geral é boa: um filme que a crítica chama de caótico, emocional e mais selvagem do que qualquer coisa que o novo DCU tinha mostrado até agora. A estreia no Brasil é dia 25 de junho, com pré-estreias já em 23.

Resumo rápido

  • Reações da crítica saíram em 18/06/2026, com tom positivo e ressalvas no roteiro
  • Críticos compararam o filme a Mad Max, Guardiões da Galáxia e True Grit
  • Estreia no Brasil em 25/06, com pré-estreias a partir de 23/06

O embargo de impressões liberou as primeiras vozes de quem já viu o longa de Craig Gillespie. E o consenso inicial vai numa direção curiosa: ninguém está comparando Kara com o Superman de James Gunn. Estão comparando com filmes de estrada, faroeste e ficção científica suja.

A crítica viu um filme que não parece um filme da DC

A comparação que mais repetiu foi a mesma do título de várias matérias: Mad Max. Mike Ryan resumiu que o longa “se parece e funciona mais como um filme de Mad Max, com mundos imundos, vilões nojentos e uma heroína autodestrutiva”. Não é o elogio padrão de filme de super-herói, e é justamente por isso que chamou atenção.

Heroína loira de óculos escuros e fones ao lado de um cachorro branco dentro de uma nave
(Reprodução/DC Studios)

Chris Killian, da ComicBook, foi além e jogou três referências de uma vez: o filme lembraria Guardiões da Galáxia, True Grit e, de novo, Mad Max. Ou seja, uma mistura de aventura espacial debochada com western áspero. Para um estúdio que ainda está construindo a identidade do seu universo, é uma aposta de tom bem mais arriscada do que o esperado.

Germain Lussier, do io9, classificou a experiência como “altamente divertida”. Ainda assim, fez a ressalva que aparece em quase todas as leituras: o longa “não tem a mesma ressonância de Superman”, mas funciona como “um companheiro perfeito e uma continuação” do filme de Gunn.

Milly Alcock saiu como a maior unanimidade

Se há um ponto em que praticamente todos concordam, é a protagonista. Ash Crossan, do ScreenRant, foi direto: “Curti muito Supergirl. A Milly é excelente.” Junior Felix elevou ainda mais o tom e disse que o filme “decola” e que Alcock é “a Kara perfeita”.

O cinepop registrou uma frase que resume a expectativa em torno dela: um crítico afirmou que a atriz “domina o papel completamente e mudará para sempre a visão da Supergirl”. É o tipo de declaração que normalmente se guarda para quando o personagem já virou referência, não na estreia.

O detalhe interessante é o que essa Kara representa. A leitura da crítica é que ela não é um paradigma moral como o primo. Pelo contrário: bagunçada, impulsiva, autodestrutiva. Rachel Leishman, do The Mary Sue, comemorou exatamente isso ao escrever que “garotas podem ser bagunçadas, e isso é demais”.

Craig Gillespie levou o caos a sério

O nome por trás da câmera ajuda a entender o resultado. Craig Gillespie é o mesmo de Eu, Tonya e Cruella, diretor que gosta de ritmo nervoso e trilha sonora invasiva. A crítica destacou justamente a “direção vibrante”, com “needle drops estilosos e ação hiper-rápida”.

Por outro lado, é aí que mora o problema apontado com mais frequência. Vários textos descrevem o roteiro como “mal cozido”, com estrutura irregular e problemas de ritmo. A aventura seria, nas palavras de um crítico, “dispersa” — boa nos momentos de diálogo, menos firme quando precisa amarrar tudo.

Tessa Smith, do Mama’s Geeky, foi a voz mais contida do lote. Para ela, o filme é “um saco de surpresas”, com um “vilão sem graça” puxando a média para baixo. Não é uma reação ruim, mas serve de contrapeso ao entusiasmo geral.

Jason Momoa rouba a cena como Lobo

Pôster de heroína com jaqueta marrom em frente a um símbolo grafitado em vermelho e amarelo
(Reprodução/DC Studios)

O outro consenso fora a protagonista atende pelo nome de Jason Momoa. O ator interpreta Lobo, o caçador de recompensas mais debochado dos quadrinhos da DC, e foi descrito pela crítica como “sensacional” e “uma explosão”. Para quem acompanha o personagem desde os rumores, é o tipo de elenco que parecia óbvio no papel e agora se confirma na tela.

David Corenswet também aparece, retomando o Superman que estreou no ano passado. A presença dele reforça a ideia de continuidade: este não é um filme isolado, e sim mais uma peça do quebra-cabeça que Gunn está montando. E tem ainda Krypto, o supercão, que já tinha aparecido nos teasers e segue como alívio cômico.

Vale lembrar o que está em jogo

As reações chegam num momento delicado. As projeções de bilheteria para a estreia vinham caindo nas últimas semanas, com estimativas apontando uma abertura abaixo da de The Flash. Para o DCU, que precisa emplacar sequência de acertos, o boca a boca positivo da crítica chega na hora certa.

Na prática, o filme entra como um teste de fôlego do novo universo. Superman abriu a fase com um sucesso sólido. Agora cabe a Supergirl mostrar que a casa consegue variar de tom sem perder o público pelo caminho.

Quando chega aos cinemas brasileiros

A entrega no Brasil começa antes da estreia oficial. As pré-estreias estão marcadas para 23 de junho, com a abertura geral em 25 de junho nos cinemas nacionais. A estreia mundial acontece um dia depois, em 26 de junho.

Por enquanto, o que se tem é uma crítica dividida entre o entusiasmo com Milly Alcock e a desconfiança com o roteiro. Caótico, divertido, irregular. Resta saber se o público vai comprar uma Supergirl que não quer ser perfeita como o primo.