O que Nolan quer provar com A Odisseia no IMAX

Por Rafael Duarte 13/06/2026 às 07:05 4 min de leitura
O que Nolan quer provar com A Odisseia no IMAX
4 min de leitura

A Odisseia (The Odyssey) já tem data para chegar aos cinemas brasileiros: 16 de julho de 2026. O novo filme de Christopher Nolan adapta Homero com Matt Damon no papel de Odisseu e entra na briga como um dos lançamentos mais pesados do ano.

Resumo rápido

Não é só mais um filme de Nolan. Aqui ele troca a ciência de Interestelar e o peso histórico de Oppenheimer por fantasia mitológica, escala gigante e um elenco que parece premiação de cinema.

Quem já embarcou em A Odisseia

Matt Damon será Odisseu, também conhecido como Ulisses. Anne Hathaway vive Penélope, Tom Holland interpreta Telêmaco e Zendaya entra como Atena, a deusa que protege o herói.

Robert Pattinson aparece como Antínoo, um dos pretendentes. John Leguizamo será Eumeu, Himesh Patel vive Euríloco e Mia Goth interpreta Melanto.

O que Nolan quer provar com A Odisseia no IMAX — foto de divulgação
O que Nolan quer provar com A Odisseia no IMAX — foto de divulgação (Reprodução)

Charlize Theron, Lupita Nyong’o e Benny Safdie também estão confirmados no projeto. Jon Bernthal integra o elenco, com o nome corrigido após confusão inicial na divulgação.

É um elenco pensado para vender ingresso em qualquer mercado. Gente de franquia, gente de prêmio e rostos que puxam público jovem. Tudo ao mesmo tempo.

Ficha técnica de A Odisseia

Item Detalhe
Título original The Odyssey
Título no Brasil A Odisseia
Direção Christopher Nolan
Roteiro Christopher Nolan
Gênero Épico, aventura e fantasia mitológica
Base literária Odisseia, de Homero
Elenco principal Matt Damon, Anne Hathaway, Tom Holland, Zendaya e Robert Pattinson
Distribuição Universal Pictures
Onde assistir no Brasil Cinemas
Estreia no Brasil 16/07/2026
Orçamento estimado US$ 250 milhões
Formato de filmagem 100% em IMAX 70 mm

Nolan larga a física e entra na mitologia

Esse é o tipo de movimento que chama atenção rápido. Nolan quase nunca pisa na fantasia pura, e agora pega um dos textos mais estudados da história para transformar em cinema de evento.

Mas vai ser uma adaptação clássica, respeitosa e comportada? Difícil imaginar. O diretor costuma pegar material conhecido e reorganizar tudo pelo ritmo, pela montagem e pela sensação de escala.

Christopher Nolan dirigindo no set de A Odisseia com câmeras IMAX e cenário de épico marítimo
Christopher Nolan dirigindo no set de A Odisseia com câmeras IMAX e cenário de épico marítimo (Reprodução)

Por isso a comparação mais útil não é com Fúria de Titãs ou Imortais. O caminho parece mais próximo de Dunkirk no uso de tensão e de Interestelar na ambição visual, só que com monstros, deuses e travessia marítima no pacote.

A parceria com a Universal continua depois de Oppenheimer. E isso pesa. O estúdio sabe vender Nolan como experiência de sala, não como conteúdo descartável que some do debate em três dias.

O IMAX virou parte da história

A grande carta técnica de A Odisseia é pesada: o filme foi pensado como o primeiro longa rodado 100% em IMAX 70 mm. Não é detalhe de bastidor. É estratégia.

Na prática, isso muda o jeito de vender o filme e o jeito de assistir. Nolan quer que o público sinta tamanho, textura e profundidade de imagem, algo que sala comum dificilmente reproduz do mesmo jeito.

Câmera IMAX 70 mm em bastidor de filmagem de A Odisseia com equipe técnica ao redor
Câmera IMAX 70 mm em bastidor de filmagem de A Odisseia com equipe técnica ao redor (Reprodução)

US$ 250 milhões também colocam o filme em outra prateleira. Esse valor empurra A Odisseia para o grupo dos blockbusters de alto risco, daqueles que precisam lotar salas premium e manter fôlego global.

Se der certo, vira o épico que Hollywood tenta ressuscitar há anos. Se errar, o tombo vai ser barulhento.

A Odisseia chega aos cinemas brasileiros em julho

No Brasil, A Odisseia estreia nos cinemas em 16 de julho de 2026, com distribuição da Universal. A confirmação sobre versões dubladas e legendadas deve aparecer mais perto da estreia, como costuma acontecer com lançamentos grandes do estúdio.

Quem gosta de ver Nolan do jeito mais próximo da ideia original já pode anotar uma coisa: esse é filme para procurar sala premium. O desafio agora não é chamar atenção — é justificar tanta ambição quando as luzes apagarem.

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