Until Dawn 2 foi anunciado oficialmente no State of Play desta segunda, 02/06, com lançamento previsto para 2027 no PS5. O retorno da franquia vem com nova ilha, elenco inédito e uma dúvida que já dominou a conversa: por que o primeiro trailer esconde justamente o monstro que definiu o jogo original?
A volta não é pequena. O primeiro Until Dawn passou de 4 milhões de cópias vendidas e virou uma das marcas mais lembradas do terror interativo no ecossistema PlayStation.
Akishima Island troca Blackwood por outra energia
O primeiro impacto do trailer é o cenário. Sai Blackwood Island, entra Akishima Island, um lugar novo e com cara menos “cabana na neve” e mais mistério paranormal montado para câmera.
O material inicial aponta para um grupo de jovens adultos preso numa investigação ligada ao canal paranormal Dead True, bancado por uma grande emissora. Já dá para sentir o caminho: menos lenda isolada no mato, mais horror performático, com gente filmando o próprio desastre.

Dacre Montgomery aparece entre os rostos do novo elenco. O trailer também sugere a formação clássica desse tipo de jogo: o fortão do grupo, um casal, duas mulheres em um relacionamento e personagens prontos para brigar, errar e morrer feio.
Isso mantém o coração da série intacto. Continua sendo aquele terror interativo em que cada escolha muda alianças, rotas e o número de sobreviventes até os créditos.
Sem wendigos, o trailer já mudou a conversa
A melhor parte do anúncio é justamente a mais arriscada. Until Dawn 2 não parece interessado em copiar a iconografia do original.
Os wendigos, criaturas que viraram a cara da franquia, não aparecem em nenhum momento do vídeo. E isso bastou para incendiar comentários no YouTube e nas redes, porque mexe na pergunta que realmente importa: ainda é sequência direta ou quase um recomeço usando o mesmo nome?
Existem três leituras possíveis. A primeira é simples: a Sony só está escondendo o monstro principal. A segunda é mais interessante: a mitologia mudou de vez. A terceira é a mais delicada: o jogo pode funcionar como uma reinvenção da fórmula, mais perto de The Quarry do que do velho Until Dawn.

Funciona? Pode funcionar muito. O original era lembrado pelos sustos, claro, mas também pelo clima de slasher jogável, pela sensação de que qualquer decisão idiota arruinava tudo.
Se o novo jogo mantiver essa pressão e trocar o folclore por outra ameaça forte, a mudança faz sentido. Se virar só “mais um grupo jovem fugindo de alguma coisa”, perde identidade rápido.
Quem assina Until Dawn 2
Aqui está a única confusão real do anúncio. Nas publicações iniciais do dia, o crédito do estúdio saiu de dois jeitos: Supermassive Games em parte da cobertura internacional e Firesprite em texto publicado em português.
Não é detalhe de rodapé. A Supermassive criou o primeiro jogo e virou sinônimo desse formato de terror ramificado. A Firesprite, por sua vez, carrega outro perfil dentro da estrutura PlayStation.
Hoje, o nome mais alinhado ao histórico da franquia ainda é Supermassive. Mesmo assim, a Sony precisa fechar essa informação com clareza, porque muda a expectativa de quem conhece o DNA da série.
PS5 recebe uma aposta grande de terror
A Sony não colocou Until Dawn 2 no State of Play por acaso. Terror cinematográfico continua sendo um nicho forte, e exclusivo com cara de evento ajuda a preencher um espaço que o PS5 ainda explora menos do que deveria.
No Brasil, o recado é direto: esse é um jogo para puxar a conversa entre quem curte campanha narrativa, sofá e decisões em grupo. Quem quiser revisitar a fórmula antes da sequência encontra o Until Dawn original circulando no ecossistema PlayStation e também no PC.
O trailer e a recapitulação oficial do evento já estão no blog oficial do PlayStation. Por enquanto, a janela segue 2027 e o lançamento é exclusivo de PS5. A dúvida boa ficou no ar: sem wendigos e com outra mitologia, Until Dawn 2 vai crescer como sequência ou vai dividir os fãs logo no primeiro susto?