The Circle vai voltar, mas não do jeito que o público da Netflix conheceu. Depois de sete temporadas e uma não renovação após a leva exibida em outubro de 2024, o reality agora ganha uma nova versão no Hulu — com celebridades, voto do público nos EUA e um formato bem mais acelerado.
Resumo rápido
- A Netflix encerrou The Circle após a 7ª temporada, exibida em outubro de 2024
- O Hulu encomendou uma nova versão com anônimos e celebridades
- O reboot terá votação do público nos EUA e produção da Studio Lambert
Traduzindo: não é oitava temporada. É outra encarnação da mesma ideia.
Não é continuação. É reinvenção
A formulação correta aqui importa. The Circle não foi “cancelado” no sentido clássico de série interrompida no meio do caminho. A Netflix simplesmente não renovou o reality depois da sétima temporada.
Na prática, o efeito é o fim da versão da Netflix. Só que o formato continua vivo, agora em outra casa e com outra proposta.
Quem assume essa nova fase é o Hulu, dentro do ecossistema Disney nos Estados Unidos. A produção segue com a Studio Lambert, empresa que já carrega o DNA do formato desde a origem britânica.

Esse histórico pesa. The Circle nasceu no Channel 4, no Reino Unido, teve três temporadas entre 2018 e 2021 e depois virou uma das primeiras marcas de reality realmente lembradas da Netflix nos EUA, a partir de 2020.
Não foi um programa qualquer no catálogo. Era um dos poucos realities da plataforma com conceito fácil de vender em uma frase: confinamento, perfis, mentiras e reputação.
Mais barulho, menos isolamento
O Hulu quer puxar The Circle para um lado mais quente. A nova edição foi descrita como um “experimento social em tempo real” de ritmo acelerado, com participantes anônimos e celebridades dividindo a mesma competição.
Tem mais mudança. Pela primeira vez, haverá votação do público nos Estados Unidos. Isso aproxima o reality de uma lógica mais próxima de Big Brother, mas sem largar o jogo de identidade falsa que sempre foi a graça da franquia.
As regras centrais continuam reconhecíveis. Os participantes podem se apresentar de forma autêntica ou completamente inventada, e o jogo segue girando em torno de popularidade, estratégia e percepção social.
Mas o tom muda bastante. A versão da Netflix apostava no desconforto de ver anônimos construindo personagens dentro de um app. Com celebridades no meio, o programa ganha meme, repercussão e barulho imediato — e perde um pouco daquela sensação de experimento puro.
Tem nome de bastidor que reforça essa virada. A showrunner será Susan House, que já trabalhou em The Bachelor, e o projeto ainda conta com a Omaha Productions, de Peyton Manning.
Esse combo diz muito. Menos estudo silencioso de comportamento, mais reality-evento.
Ficha rápida do reboot
| Item | Detalhe confirmado |
|---|---|
| Título | The Circle |
| Tipo | Reality show / competição social |
| Origem do formato | Reino Unido |
| Plataforma original nos EUA | Netflix |
| Nova plataforma | Hulu |
| Status | Não renovado pela Netflix; nova versão encomendada pelo Hulu |
| Temporadas na Netflix | 7 |
| Última temporada da fase Netflix | Outubro de 2024 |
| Produtora | Studio Lambert |
| Apoio de produção | Motion Entertainment |
| Showrunner | Susan House |
| Parceira adicional | Omaha Productions |
| Formato do reboot | Experimento social em tempo real |
| Elenco do reboot | Anônimos e celebridades |
| Interação do público | Votação nos Estados Unidos |
O Hulu compra reconhecimento pronto
Para o Hulu, essa movimentação é esperta. Em vez de lançar um reality novo do zero, a plataforma pega uma marca conhecida, com mecânica testada e público que entende o jogo sem tutorial longo.
Para a Netflix, é mais uma saída de um formato de reality com identidade forte. Nem todo programa de catálogo vira marca; The Circle virou.
Também existe um risco óbvio. Quando você coloca celebridade em um jogo que nasceu do anonimato, parte da tensão muda de lugar.
Funciona? Pode funcionar muito. The Traitors provou que estratégia com rostos conhecidos gera conversa rápida e clipe espalhado em rede social.
O problema é outro. Se o elenco famoso pesar demais, The Circle pode virar menos experimento de reputação online e mais vitrine de personalidade pronta.
É uma troca clara. O Hulu parece menos interessado em observar comportamento digital em câmera lenta e mais disposto a transformar isso em evento semanal.
No Brasil, a história ainda está pela metade
A parte chata para quem assiste daqui é simples: o Hulu não opera diretamente no Brasil. Até agora, não há confirmação de distribuição local para essa nova versão de The Circle.
Se o reboot aparecer por aqui, o caminho mais provável passa pelo Disney+, dependendo da estratégia regional da empresa. Hoje, porém, isso ainda é só possibilidade, não anúncio.
Então o cenário brasileiro fica assim: a fase Netflix acabou, o reboot do Hulu foi encomendado e a chegada ao país continua indefinida. A ideia parece forte no papel. Falta saber se a Disney vai querer esse reality barulhento no catálogo brasileiro ou deixar a franquia falando sozinha por aqui.