Sessões especiais antecipam A Ressurreição de Cristo

Por Rafael Duarte 02/07/2026 às 16:31 4 min de leitura
Sessões especiais antecipam A Ressurreição de Cristo
4 min de leitura

A Paixão de Cristo (The Passion of the Christ) volta aos cinemas dos EUA. O relançamento em 4K acontece de 10 a 17/09/2026. A jogada prepara o terreno para A Ressurreição de Cristo e, por enquanto, não tem data confirmada para as salas brasileiras.

Resumo rápido

Não é pouca coisa. O filme de Mel Gibson custou US$ 30 milhões, arrecadou US$ 612 milhões e saiu com 3 indicações ao Oscar. Vinte e dois anos depois, ainda rende assunto e dinheiro.

Esse retorno não é só nostalgia. É campanha de marketing bem clara. Se a sequência quer chegar grande em 2027, o primeiro passo é colocar o original de volta no centro da conversa.

Por que ele voltou agora

A Ressurreição de Cristo já nasceu ambiciosa. O novo projeto será dividido em duas partes, com estreias no Brasil marcadas para 06/05/2027 e 25/05/2028. Mel Gibson quer cobrir da queda de Lúcifer aos 40 dias de Jesus após a ressurreição.

Relançar o longa de 2004 antes disso faz sentido. É nostalgia, teste de mercado e aquecimento de franquia na mesma tacada. Quem lotou sessão duas décadas atrás talvez volte. Quem era criança na época, agora vira novo público.

Cena de Jim Caviezel como Jesus em A Paixão de Cristo, destacando o visual remasterizado em 4K
Cena de Jim Caviezel como Jesus em A Paixão de Cristo, destacando o visual remasterizado em 4K (Reprodução)

Também pesa o tamanho do original. A Paixão de Cristo virou um dos maiores sucessos do cinema religioso e independente deste século. Não foi unanimidade entre críticos, longe disso, mas o público comprou a proposta com força.

Na página do Rotten Tomatoes, essa diferença ainda chama atenção. A crítica ficou bem mais fria que a audiência. Mesmo assim, o caixa falou mais alto.

O que muda na cópia em 4K

A nova exibição não fala em corte alternativo. O material divulgado aponta para remasterização em 4K, trailer novo e uma prévia com bastidores de A Ressurreição de Cristo. Para quem for ao cinema nos EUA, esse extra vira o grande chamariz.

Na prática, o filme deve ganhar definição nas sombras, mais textura na maquiagem e imagem mais limpa. Isso importa bastante aqui. A fotografia áspera e o visual da violência sempre foram parte central da experiência.

Aramaico e latim seguem como marca do longa. A opção ajudou a dar peso histórico, mas também deixou tudo mais distante e solene. Funciona para uns. Afasta outros.

Mel Gibson dirigindo no set de A Paixão de Cristo, imagem de bastidores ligada ao retorno do filme e à sequência
Mel Gibson dirigindo no set de A Paixão de Cristo, imagem de bastidores ligada ao retorno do filme e à sequência (Reprodução)

Ficha técnica de A Paixão de Cristo

Item Informação
Título original The Passion of the Christ
Título no Brasil A Paixão de Cristo
Direção Mel Gibson
Roteiro Mel Gibson, Benedict Fitzgerald
Estreia original 2004
Relançamento nos EUA 10 a 17/09/2026
Gênero Drama bíblico, épico histórico, religioso
Duração 126 minutos
Classificação 18+ / R
Elenco principal Jim Caviezel, Monica Bellucci, Maia Morgenstern, Francesco De Vito, Ivano Marescotti
Idiomas originais Aramaico e latim
Orçamento US$ 30 milhões
Bilheteria mundial US$ 612 milhões
Oscar 3 indicações: maquiagem, fotografia e trilha sonora original
Plataforma no Brasil Netflix

Vale lembrar o tamanho cultural desse filme. Em 2004, ele saiu do nicho religioso e virou debate público, sucesso comercial e alvo de controvérsia ao mesmo tempo. Poucos longas bíblicos recentes conseguiram esse nível de impacto.

Mel Gibson também carrega peso nessa conta. Depois de Coração Valente, Apocalypto e Até o Último Homem, ele virou um diretor que pensa grande, mesmo quando divide o público. A Ressurreição de Cristo segue nessa linha.

Sessões especiais antecipam A Ressurreição de Cristo — foto de divulgação
Sessões especiais antecipam A Ressurreição de Cristo — foto de divulgação (Reprodução)

Na Netflix, o clássico segue acessível no Brasil

No Brasil, o relançamento em cinema ainda não apareceu no calendário das exibidoras. Hoje, o caminho oficial é a Netflix, que mantém A Paixão de Cristo no catálogo nacional.

Isso ajuda a manter o filme vivo por aqui enquanto a campanha da sequência esquenta lá fora. Quem quiser revisitar o longa antes da nova fase não precisa caçar aluguel digital nem mídia física perdida.

Agora fica a dúvida que interessa de verdade: esse retorno em 4K vai ser só um aquecimento pontual, ou ainda existe público suficiente para transformar A Ressurreição de Cristo em outro gigante de bilheteria?

Trailer

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