Tremembé
Série

Tremembé

★ 7.6 2025 50 min 1 temporadas Crime · Drama

Tremembé estreou em outubro de 2025 no Prime Video como a aposta brasileira mais comentada do ano. Baseada nos livros do jornalista Ullisses Campbell, a série reconstrói o cotidiano das presídias femininas mais famosas do país — instaladas no complexo…

Onde assistir
Criador
Vera Egito
Elenco
Marina Ruy Barbosa, Carol Garcia, Letícia Rodrigues
Produção
Amazon MGM Studios, Paranoid
Origem
Brasil
Status
Encerrada

Onde Assistir Tremembé no Brasil

Amazon Prime Video
Amazon Prime Video with Ads

Sinopse

Tremembé estreou em outubro de 2025 no Prime Video como a aposta brasileira mais comentada do ano. Baseada nos livros do jornalista Ullisses Campbell, a série reconstrói o cotidiano das presídias femininas mais famosas do país — instaladas no complexo penitenciário de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecido como o presídio dos famosos.

O elenco é o trunfo. Marina Ruy Barbosa interpreta Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002. Carol Garcia vive Anna Carolina Jatobá, condenada com o marido Alexandre Nardoni pela morte da menina Isabella. Letícia Spiller, Bianca Comparato e Carla Diaz completam o núcleo principal. A direção fica a cargo de Vera Egito e a produção é da O2 Filmes, em parceria com a Amazon MGM Studios.

Sem cair no julgamento moral barato nem na romantização das criminosas, a série aposta na dinâmica fechada da convivência forçada — disputas de poder, hierarquias paralelas, fé e redenção — para construir um retrato denso do sistema prisional brasileiro visto de dentro. A primeira temporada tem cinco episódios.

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

Tremembé é a aposta mais arriscada da Amazon no Brasil em 2025. Adaptar para a TV os livros do jornalista Ullisses Campbell sobre o presídio feminino dos famosos não era projeto fácil — qualquer escorregão poderia virar romantização gratuita das criminosas mais conhecidas do país. A diretora Vera Egito, ao lado da O2 Filmes, encontra o tom certo: nem espetáculo do horror, nem redenção forçada. A série fica no meio, observando.

O elenco é o trunfo absoluto. Marina Ruy Barbosa interpreta Suzane von Richthofen com uma frieza calculada que recusa qualquer tentativa de explicar a personagem — escolha narrativa corajosa, porque o público entra esperando psicologismo e sai com mais perguntas que respostas. Carol Garcia compõe Anna Carolina Jatobá em uma performance fragmentada e contida, escapando da caricatura midiática que a personagem virou na cobertura jornalística do caso Isabella. Letícia Spiller, Bianca Comparato e Carla Diaz completam o núcleo principal, cada uma carregando arcos próprios.

A força da série está na dinâmica fechada da convivência forçada. Hierarquias paralelas surgem; alianças se formam por conveniência e desfazem por mágoa. Religiosidade convive com cinismo. As guardas têm peso narrativo próprio — a série não as transforma em coadjuvantes invisíveis, e isso muda o jogo.

Os cinco episódios da primeira temporada compõem uma narrativa coesa, com tempo de respiração entre os arcos. A direção de Vera Egito aposta em planos longos, silêncios e enquadramentos que evitam o sensacionalismo. A trilha de Antonio Pinto sustenta o tom melancólico sem nunca sublinhar emoções. O Prime Video já confirmou negociação para a segunda temporada, prevista para 2026.

Pontos fortes

  • Marina Ruy Barbosa entrega Suzane sem psicologismo barato
  • Direção de Vera Egito recusa o sensacionalismo do tema
  • Carol Garcia escapa da caricatura midiática de Anna Jatobá
  • Cinco episódios coesos com tempo de respiração

Pontos fracos

  • Quem espera revelações novas sobre os crimes pode se frustrar
  • Ritmo contemplativo nos primeiros episódios pode afastar
  • Algumas presas reais não autorizaram a dramatização
Vale a pena se: você acompanhou os casos pela cobertura jornalística e quer ver uma versão dramatizada que evita os clichês do true crime.

Ficha técnica

Duração
50 min

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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