Sinopse
Os SUPERtontos é o kdrama de comédia e super-heróis que reúne na Netflix o diretor Yoo In-sik com Park Eun-bin, dupla por trás do fenômeno mundial Uma Advogada Extraordinária de 2022. A minissérie de 8 episódios estreou globalmente em 15 de maio de 2026 em 190 países. Criada por Kang Eun-kyung (Dr. Romantic) com roteiro de Heo Da-joong, a obra ambienta a trama em 1999, na cidade fictícia de Haeseong, onde quatro desajustados recebem superpoderes e enfrentam o Projeto Wunderkinder, experimento clandestino do médico Ha Won-do (Son Hyun-joo) com crianças órfãs. Cha Eun-woo, do grupo ASTRO, vive Lee Un-jeong, telecinético sobrevivente do projeto.
Análise — Notícias Flix
Lançado em 15 de maio de 2026 com 8 episódios simultâneos em 190 países, Os SUPERtontos é a reunião do diretor Yoo In-sik com Park Eun-bin, Choi Dae-hoon e Im Seong-jae, quatro nomes centrais do fenômeno mundial Uma Advogada Extraordinária de 2022. Park comentou ao Korea Herald que escolheu o projeto por querer simplesmente algo divertido depois de uma vida segura e estável no protagonismo dramático. A produção é da Nangmancrew em parceria com Kakao Entertainment e Fantagio, e marca o primeiro papel-protagonista de Park desde a febre Woo Young-woo que se tornou viral globalmente quatro anos antes.
O criativo veterano Kang Eun-kyung concebeu o projeto. Roteirista por trás de Dr. Romantic temporadas 1 a 3 e do recordista King of Baking Kim Tak-gu, que bateu pico de 50,8% de audiência em 2010, Kang assina como criadora do conceito; a escrita do roteiro coube a Heo Da-joong. O projeto começou em 2018 como adaptação do conceito The B-Team, do próprio Stan Lee, em parceria com a POW! Entertainment. Em 2024, a produtora coreana Nangmancrew reformulou tudo como obra original, e o roteiro foi reescrito do zero — por isso o slug da página no MyDramaList ainda é the-b-team, vestígio do projeto Stan Lee abandonado.
A trama se passa em 1999, na cidade fictícia de Haeseong, ano em que a Coreia ainda vivia o trauma do colapso do FMI de 1997. A Martin Cid Magazine destaca que o pânico do bug do milênio cai sobre um país já economicamente traumatizado, e os SUPERtontos brotam dessa Coreia falida. Quatro desajustados ganham superpoderes por acidente: Park Eun-bin é Eun Chae-ni, com teletransporte ativado quando os batimentos cardíacos sobem e doença cardíaca de nascença; Choi Dae-hoon vive Son Kyung-hoon, cujas mãos ficam grudentas quando ele mente.
Im Seong-jae é Kang Ro-bin, com super força ativada quando xinga; e Cha Eun-woo entra como Lee Un-jeong, telecinético sobrevivente do Projeto Wunderkinder. O antagonista é o médico Ha Won-do, vivido por Son Hyun-joo, que experimenta em crianças órfãs em busca de imortalidade. Essa galeria de personagens mistura humor e tragédia em doses quase folclóricas, pendendo para o absurdo sem perder o pulso dramático.
A arquitetura conceitual mais inteligente é tratar cada poder como extensão do defeito do personagem, não como solução para os problemas dele. Chae-ni se teletransporta justamente quando seu corpo ameaça matar dona; Kyung-hoon não consegue mentir sem ficar grudado em algo; Ro-bin precisa explodir emocionalmente para ser forte. É escolha que humaniza superpoderes e os torna limite dramático, não atalho narrativo.
É a leitura coreana do herói Marvelizado, mais próxima de Moving do Disney+ e de The Atypical Family do que da estética Marvel americana. Cha Eun-woo é o único com controle total sobre o poder porque foi treinado no Projeto Wunderkinder desde criança, leitura que aproxima Un-jeong dos vilões em vez dos heróis improvisados. Kim Hae-sook, lenda viva do cinema coreano, ancora o drama familiar como a avó de Chae-ni e dona do restaurante Boon que dá nome ao episódio 4.
A recepção crítica veio dividida. SCMP deu 3 estrelas em 5, Leisurebyte deu 3,5 em 5, ZapZee deu 7,5 em 10. O consenso recorrente: o primeiro episódio é truncado e dispersa personagens demais, mas a série desliza para diversão consistente a partir do terceiro. ZapZee escreveu que o episódio 1 é doloroso de assistir, mas o show encontra o ritmo no episódio 2 e fica viciante no terceiro.
IS Plus reforçou que a segunda metade é onde Os SUPERtontos finalmente explode. A leitura brasileira foi mais dura. O Observatório do Cinema escreveu que nem Park Eun-bin salva o novo dorama da Netflix, mas elogiou uma das atuações mais saborosas do ano da atriz. Não há score consolidado de Rotten Tomatoes nem de Metacritic para esta obra até o momento.
A página no MyDramaList existe, mas o agregador retornou bloqueado nas consultas. A audiência Flixpatrol da janela de 48 horas pós-estreia ainda não foi consolidada. Esses gaps de dados deixam a avaliação de impacto comercial ainda em aberto, mesmo com a exposição global de 190 países.
A participação de Cha Eun-woo gerou polêmica paralela: o ator pagou cerca de 20 bilhões de won, equivalentes a US$ 13,6 milhões, em tributos atrasados em abril de 2026, depois de cobrança da Receita coreana por estrutura tributária via empresa fundada pela mãe. A Netflix manteve a atuação dele porque a edição já estava fechada quando o escândalo veio à tona. O cantor atualmente cumpre serviço militar com baixa prevista para janeiro de 2027.
Outra série militar dele foi remanejada para Rowoon depois da controvérsia. A decisão de manter ou remover atores em projetos já finalizados é complexa e envolve cronograma, contratos e imagem pública. No caso de Os SUPERtontos, optou-se por preservar o material entregue, mesmo com ruído midiático.
Os 8 títulos de episódios seguem padrão de aforismo coreano: Toda vida vem com uma reviravolta surpresa, Segredos foram feitos para serem mantidos, Brutamontes e azar sempre chegam em bando, Boon o Rei Pato versus Wunderkinder, Tudo o que precisamos é você, Todos os caminhos levam a Chae-ni e Os Guardiões de Haeseong dividido em Parte 1 e Parte 2. Esses nomes dão pista do tom entre fábula e moralidade que a série quer imprimir.
Status de segunda temporada não confirmado em fonte alguma — Os SUPERtontos foi anunciada como limited series fechada, e o desfecho do oitavo episódio amarra os fios narrativos sem deixar gancho explícito. A natureza fechada do projeto sugere que qualquer continuação dependeria de mudança de plano das produtoras ou de demanda extraordinária do público.
No saldo, Os SUPERtontos é experimento audacioso que mistura sentimento nostálgico de fim de milênio com humor físico e invenção de personagens. Não resolve o problema do primeiro episódio, mas tem momentos que justificam a permanência na tela. Para quem gosta de ver superpoderes tratados como falhas humanas, é série que merece chance e discussão.
Pontos fortes
- Park Eun-bin retorna ao protagonismo pós Uma Advogada Extraordinária em registro de comédia leve, com timing apurado e química com o reencontrado elenco de Woo Young-woo
- Conceito original criativo trata cada superpoder como extensão do defeito do personagem, e não como solução mágica para os problemas dos heróis
- Estética Y2K não é só visual nostálgico, mas pano de fundo econômico do pós-FMI de 1997, o que dá densidade temática inesperada à comédia
Pontos fracos
- O primeiro episódio é truncado e dispersa personagens demais, o que críticos como ZapZee descreveram como doloroso de assistir antes da série encontrar o tom
- A controvérsia tributária de Cha Eun-woo, paga em abril de 2026, virou debate público paralelo e contamina a recepção popular do personagem dele
- O equilíbrio entre comédia escrachada e drama sombrio do Projeto Wunderkinder soa desigual em vários episódios, com transição abrupta entre os dois tons
Curiosidades sobre Os SUPERtontos
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Reunião do Dream Team de Uma Advogada Extraordinária
Os SUPERtontos junta o diretor Yoo In-sik com Park Eun-bin, Choi Dae-hoon e Im Seong-jae, quatro nomes centrais do fenômeno mundial Uma Advogada Extraordinária de 2022. É o primeiro papel-protagonista de Park desde Woo Young-woo, e a atriz disse ao Korea Herald que escolheu o projeto por querer simplesmente algo divertido depois de uma vida segura e estável.
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Nasceu como projeto de Stan Lee, virou kdrama original
Em 2018, a série começou como adaptação de The B-Team, conceito original do próprio Stan Lee, em parceria com a POW! Entertainment. Em 2024, a produtora coreana Nangmancrew assumiu sozinha o desenvolvimento, e o roteiro foi reescrito do zero como obra inédita. Por isso o slug da página no MyDramaList ainda é the-b-team.
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Y2K não é só estética, é trauma econômico
A escolha de ambientar em 1999 não é nostalgia de roupa e CD. A Martin Cid Magazine destaca que a Coreia vivia 18 meses depois do colapso do FMI de 1997: o pânico do bug do milênio cai sobre um país já economicamente traumatizado. Os SUPERtontos brotam dessa Coreia falida e desencantada.
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Cada superpoder é um defeito do personagem virado pelo avesso
A crítica observa que os poderes funcionam como extensão das fraquezas: Chae-ni se teletransporta quando o coração acelera e ela tem doença cardíaca de nascença; Kyung-hoon fica com mãos grudentas quando mente, e ele é mentiroso compulsivo; Ro-bin ganha super força quando xinga ou se sente ferido. Cha Eun-woo é o único que controla, porque foi treinado no Projeto Wunderkinder.
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Controvérsia tributária de Cha Eun-woo na estreia
O ator do ASTRO foi cobrado pela Receita coreana em cerca de 20 bilhões de won, equivalentes a US$ 13,6 milhões, em janeiro de 2026 por estrutura tributária via empresa fundada pela mãe. Pagou tudo em abril e pediu desculpas públicas. A Netflix manteve o material dele porque a edição já estava fechada quando a controvérsia veio à tona.
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Tudo foi gravado antes do serviço militar
Cha Eun-woo se alistou em julho de 2025 com baixa prevista para janeiro de 2027, atualmente na banda militar. Os SUPERtontos foi rodado entre outubro de 2024 e junho de 2025, então a série existe porque foi filmada antes do alistamento. Outra série militar dele foi remanejada para Rowoon depois da controvérsia tributária.
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Cada episódio tem nome de provérbio
Os 8 títulos seguem padrão de aforismo coreano: Toda vida vem com uma reviravolta surpresa, Segredos foram feitos para serem mantidos, Brutamontes e azar sempre chegam em bando, Boon o Rei Pato versus Wunderkinder, Tudo o que precisamos é você, Todos os caminhos levam a Chae-ni e Os Guardiões de Haeseong, dividido em Parte 1 e Parte 2.
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Kim Hae-sook é a alma escondida do elenco
Kim Hae-sook, lenda viva do cinema coreano, interpreta a avó de Chae-ni, dona do restaurante Boon que dá nome ao episódio 4. A crítica do Martin Cid destaca que a série não é sobre poderes salvando ninguém. É sobre quem a cidade já tinha abandonado antes de virar super, e Kim ancora essa leitura com gravidade.
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O ZapZee pediu paciência até o terceiro episódio
Quase unânime entre IS Plus, ZapZee e Slist, a primeira hora é truncada e dispersa, com personagens demais e cliffhangers cruzados. ZapZee escreve que o episódio 1 é doloroso de assistir, mas o show encontra o ritmo no episódio 2 e fica viciante no terceiro, momento em que o tom finalmente se estabiliza.
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Kang Eun-kyung é a roteirista que assina mas não escreveu
Kang Eun-kyung, criadora de Dr. Romantic temporadas 1 a 3 e do recordista King of Baking Kim Tak-gu que bateu 50,8% de pico em 2010, é creditada como criadora do conceito. Quem efetivamente escreveu o roteiro foi Heo Da-joong. Kang opera via Gleline, produtora de roteiros que fundou em 2015 como sala de showrunner à coreana.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal