Onde Assistir O Homem das Castanhas no Brasil
Sinopse
Em uma Copenhague encharcada de outono, a detetive Naia Thulin (Danica Curcic) tenta abandonar a divisão de homicídios pra entrar na unidade de cibercrimes quando é arrastada de volta pro pior caso da carreira: uma mãe é encontrada brutalmente mutilada num parquinho, e ao lado do corpo o assassino deixou uma assinatura caseira e perturbadora — um boneco rústico feito de palitos de fósforo e duas castanhas. Forçada a dividir o caso com Mark Hess (Mikkel Boe Følsgaard), um agente da Europol em desgraça que ninguém quer por perto, ela descobre que o boneco carrega uma impressão digital impossível: a de uma menina dada como morta há um ano, filha da ministra dos Assuntos Sociais.
A partir daí, "O Homem das Castanhas" constrói um quebra-cabeça em que cada nova vítima — sempre mães acusadas de negligência — joga luz sobre podridões antigas que o sistema dinamarquês de proteção à infância preferiu enterrar. Søren Sveistrup, o mesmo cérebro de "The Killing", sabe exatamente onde apertar: o assassino não é só um psicopata genérico, é uma resposta cruel a uma falha institucional, e a câmera de Kasper Barfoed e Mikkel Serup transforma florestas, casas de campo e corredores de delegacia em câmaras de eco do trauma.
O que diferencia a série do nordic noir médio é a recusa em romantizar a dupla protagonista. Thulin é mãe solo cansada, Hess é um homem quebrado tentando voltar pra Haia, e nenhum dos dois tem o glamour cínico do detetive durão americano. Em seis episódios densos, a produção mistura procedural clássico, drama familiar e crítica social numa cadência tão eficiente que faz lembrar por que os escandinavos seguem soberanos no gênero — e prepara o terreno pra segunda temporada, "Hide and Seek", que estreou em maio de 2026.
Análise — Notícias Flix
Se você encontrar um, ele já encontrou você.
Ela foi assassinada em um playground de Copenhague. Perto do corpo, um bonequinho de castanhas pode ser a chave do mistério. Baseada no best-seller nórdico
Título original: Kastanjemanden
Pontos fortes
- Mistério construído com precisão de relojoeiro: Sveistrup planta pistas desde o piloto e fecha o quebra-cabeça sem trapacear, recompensando quem assiste atento
- Dupla Thulin/Hess foge do clichê: ela mãe solo exausta, ele agente em desgraça da Europol — nenhum dos dois é o detetive durão genérico
- Apenas 6 episódios densos, sem gordura — narrativa procedural enxuta que respeita o tempo do espectador
Pontos fracos
- Cenas de violência contra mães e crianças são gráficas demais pra quem busca um suspense leve de fim de semana
- A subtrama política envolvendo a ministra Rosa Hartung exige atenção redobrada — desligou o subtitle, perdeu o fio
- Quem nunca viu nordic noir pode estranhar o ritmo lento dos primeiros 20 minutos do episódio 1, antes da máquina engrenar
Ficha técnica
- Duração
- 55 min
Curiosidades sobre O Homem das Castanhas
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Mesmo criador de "The Killing"
Søren Sveistrup é o roteirista que criou e escreveu a série dinamarquesa original "The Killing" (Forbrydelsen, 2007-2012), vendida pra mais de 100 países e responsável por reacender o interesse mundial em nordic noir.
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Adaptação do primeiro romance do autor
"Kastanjemanden" (2018) foi o romance de estreia de Sveistrup como ficcionista — antes ele só havia escrito pra TV e cinema. O livro virou best-seller internacional, foi traduzido pra mais de 30 idiomas e ganhou o Barry Award de Melhor Romance Policial de Estreia.
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Eleito pelo NYT
O livro original entrou na lista "Best Book of the Year" do New York Times Book Review no ano de lançamento em inglês (2019).
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100% no Rotten Tomatoes
A primeira temporada manteve 100% de aprovação no Tomatometer com base em 9 críticas — um feito raro pra qualquer série de TV. O Popcornmeter ficou em 84% com mais de 250 avaliações de público.
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Ele também escreveu "Boneco de Neve"
Sveistrup adaptou pro cinema "The Snowman" (2017), filme com Michael Fassbender baseado no romance de Jo Nesbø — outro nome gigante do nordic noir.
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Filmado em Copenhague e arredores
A produção rodou em locações reais da capital dinamarquesa e em florestas da Zelândia, usando a luz natural cinza-azulada do outono escandinavo como assinatura visual. A castanha-da-índia (hestekastanje) é um símbolo cultural das brincadeiras infantis dinamarquesas no outono.
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Três showrunners assinam o piloto
A série foi co-criada por Dorte Warnøe Hagh, David Sandreuter e Mikkel Serup, com direção dividida entre Kasper Barfoed e Mikkel Serup — abordagem comum nas produções dinamarquesas pra dar consistência visual aos 6 episódios.
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Mikkel Boe Følsgaard é vencedor do Urso de Prata
O ator que interpreta Mark Hess ganhou o Urso de Prata de Melhor Ator no Festival de Berlim 2012 por "A Royal Affair", ao lado de Mads Mikkelsen.
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Continuação literária em 2024
Sveistrup publicou "Count to One, Count to Two" em 2024, reunindo Thulin e Hess num novo caso — base provável pra futuras temporadas.
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Segunda temporada estreou em 2026
"The Chestnut Man: Hide and Seek" chegou à Netflix em 7 de maio de 2026, quase 5 anos depois da primeira, com recepção mais morna (cerca de 68% de aprovação) que a temporada inaugural.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal