M.I.A.
Série

M.I.A.

★ 9.0 2026 1 temporadas Crime · Drama

Nos cayos da Flórida, Etta Tiger Jonze (Shannon Gisela) tem 21 anos, um sotaque de pântano e o sobrenome de uma das famílias mais notórias do contrabando da costa leste americana. Quando o cartel Rojas executa os seus por se…

Criador
Bill Dubuque
Elenco
Shannon Gisela, Cary Elwes, Danay García
Produção
MRC
Origem
EUA
Status
Em exibição

Sinopse

Nos cayos da Flórida, Etta Tiger Jonze (Shannon Gisela) tem 21 anos, um sotaque de pântano e o sobrenome de uma das famílias mais notórias do contrabando da costa leste americana. Quando o cartel Rojas executa os seus por se recusarem a entrar no tráfico humano, ela vira a única testemunha viva — e a única candidata possível à vingança. M.I.A. arranca como um conto de iniciação ao crime e logo escala para algo mais turvo, em que o luto vira método e a doçura caribenha do Sul vira moldura para uma caçada metódica.

O show é a nova jogada de Bill Dubuque, o mesmo cérebro que levou os Byrde para Ozark, agora trocando os lagos do Missouri pela umidade dos Everglades. A trama se constrói em torno de uma lista de doze nomes que Etta precisa riscar — cartel, capangas, traidores que se esconderam dentro da própria casa — enquanto um investigador corroído pelo tempo (Cary Elwes) começa a juntar pontos. Em volta dela orbita um clã improvisado: a dona de motel Lena (Tovah Feldshuh), o irmão de aluguel Marlon (Dylan Jackson) e a amiga Yana (Brittany Adebumola), que dão a Etta o pouco de família que sobrou.

O que separa M.I.A. do crime drama médio do streaming é o tom: Miami aparece menos como cartão-postal e mais como bicho prenhe — neon embaçado, motéis bolorentos, lanchas viradas no manguezal. Edward James Olmos lidera o cartel com o peso de quem já fez Battlestar Galactica e Miami Vice, e Sonia Braga, Loretta Devine e Billy Burke desfilam em participações que Dubuque escreve como pequenas óperas. É pulp com pretensão de Greek tragedy — e quando funciona, lembra por que o autor de Ozark virou marca registrada de prestige crime.

Análise — Notícias Flix

7.0
de 10

Inquieta em Florida Keys, Etta Tiger Jonze sonha com o brilho do paraíso subtropical de Miami. Quando uma tragédia destroça o negócio de sua família no tráfico de drogas, ela mergulha no submundo de Miami e precisa descobrir do que é capaz.

Pontos fortes

  • Shannon Gisela entrega uma estreia protagonista de calibre raro — crítica unânime apontou como "descoberta do ano"
  • Direção do piloto por Stefano Sollima (Sicario 2, Gomorra) e fotografia dos Florida Keys que troca o cartão-postal por algo mais sujo e atmosférico
  • Elenco de apoio de luxo — Edward James Olmos, Tovah Feldshuh, Cary Elwes, Sonia Braga, Loretta Devine — tratado com tempo de tela real, não só pontas decorativas

Pontos fracos

  • Miolo da temporada (episódios 4-6) afunda em procedural de cartel e perde a urgência da lista de 12 nomes
  • Vilões da cúpula do cartel são charmosos mas pouco ameaçadores — repete o vício pós-Ozark de antagonistas que sussurram mais do que agem
  • O título joga com o duplo sentido de "Missing in Action" e "Miami", mas a cidade aparece pouco — boa parte se passa nos Keys, contrariando a expectativa criada pelo trailer
Vale a pena se: Se você maratonou Ozark, Griselda e Narcos: México e gosta de protagonistas femininas brutais, M.I.A. é compra certa — desde que ache jeito de assistir (Peacock não tem operação no Brasil)

Curiosidades sobre M.I.A.

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Você também pode gostar