Scooby-Doo: A Origem e o teste da nova Velma

Por Leandro Lopes 07/06/2026 às 19:31 5 min de leitura Atualizado: 09/06/2026
Scooby-Doo: A Origem e o teste da nova Velma
5 min de leitura

Scooby-Doo: A Origem (Scooby-Doo!) ainda está em produção, mas Abby Ryder Fortson já recebeu um aval que pesa. Linda Cardellini, Velma dos filmes dos anos 2000, elogiou a escalação — e isso dá outro tamanho para a estreia da série na Netflix.

Não foi só gentileza entre atrizes. Foi uma troca de bastão bem pública. E, para uma personagem tão marcada por versões anteriores, isso conta muito.

O aval que Abby precisava

Linda Cardellini reagiu à escolha de Abby Ryder Fortson para viver Velma Dinkley dizendo que não poderia parabenizá-la o suficiente. Também afirmou que a jovem atriz será incrível no papel e aconselhou que ela se divirta.

Abby respondeu do jeito mais Velma possível: com um “JINKIES!!”. A reação foi curta, mas acertou em cheio no símbolo da personagem.

“JINKIES!!”

Maxwell Jenkins, que viverá Fred Jones, também entrou na conversa e elogiou a colega. É o tipo de interação pequena que ajuda a vender química de elenco antes mesmo de sair um teaser.

Linda Cardellini como Velma nos filmes live-action dos anos 2000, em visual clássico com gola laranja e óculos
Linda Cardellini como Velma nos filmes live-action dos anos 2000, em visual clássico com gola laranja e óculos (Reprodução)

Por que Linda Cardellini ainda define a Velma live-action

Linda não é qualquer ex-integrante da franquia. Para muita gente, ela ainda é a Velma live-action definitiva por causa de Scooby-Doo: O Filme e Scooby-Doo 2: Monstros à Solta.

Aqueles dois filmes podem ter dividido a crítica, mas acertaram em cheio no elenco. Sarah Michelle Gellar, Freddie Prinze Jr., Matthew Lillard e Linda formavam uma Mistério S.A. Que até hoje parece natural.

Velma, aliás, sempre foi um papel delicado. Se exagera na caricatura, vira meme. Se segura demais, perde graça. Linda achou um meio-termo raro: inteligente, engraçada e um pouco deslocada, como a personagem pede.

Por isso o elogio dela vale mais do que postagem simpática de divulgação. É quase um selo de legitimidade para uma nova versão que vai inevitavelmente ser comparada com a dos anos 2000.

Ficha técnica Informação
Título no Brasil Scooby-Doo: A Origem
Título original Scooby-Doo!
Formato Série live-action
Plataforma no Brasil Netflix
Status Em produção
Showrunners Josh Appelbaum e Scott Rosenberg
Elenco principal Abby Ryder Fortson, Maxwell Jenkins, Mckenna Grace e Tanner Hagen
Personagens Velma, Fred, Daphne e Salsicha
Ambientação Último verão da turma em um acampamento juvenil
Local de filmagem Atlanta
Previsão de estreia 2027

Tem outro detalhe. Linda Cardellini foi uma das poucas peças dos filmes antigos que escaparam da piada fácil. Quando ela aprova uma sucessora, a comparação muda de tom.

Abby Ryder Fortson faz sentido como nova Velma

Abby Ryder Fortson não chega do nada. Ela já mostrou timing de comédia e presença em cena em Homem-Formiga, mesmo com espaço menor que o dos protagonistas.

Velma pede exatamente isso: inteligência visível, humor seco e carisma sem esforço. Não basta parecer estudiosa. A personagem precisa soar viva, rápida e um pouco teimosa.

A escalação também indica caminho. Em vez de copiar a Velma adulta dos filmes, a Netflix parece apostar numa versão mais jovem, mais serializada e com cara de história de formação.

Funciona? Em tese, sim. Mas série de origem vive de execução. Se o texto errar a mão e transformar a turma em arquétipo teen genérico, a nostalgia não salva.

Um Scooby-Doo mais jovem, sem repetir o cinema

A premissa de Scooby-Doo: A Origem mira outra fase da gangue. A história acompanha o último verão do grupo em um acampamento juvenil, antes da formação definitiva da Mistério S.A.

Daphne e Salsicha entram num caso depois de encontrar um filhote de dogue alemão que teria testemunhado um assassinato com cara sobrenatural. A partir daí, o grupo se junta para resolver o mistério.

É uma ideia menos “monster of the week” e mais “coming-of-age com investigação”. Algo entre Wandinha, Lockwood & Co. e aquele suspense leve que Goosebumps costuma vender bem.

Boa escolha. Scooby-Doo sempre funcionou melhor quando equilibra susto leve, humor e amizade. Se pesar demais para um lado só, vira outra série com fantasia adolescente no catálogo.

A Netflix quer duas gerações olhando para a mesma série

O movimento é bem claro. A plataforma mira o público mais novo com elenco teen e formato de série, mas também cutuca quem cresceu com os filmes de 2002 e 2004.

Não é coincidência. A Netflix já mostrou que gosta de reapresentar personagens conhecidos em chave adolescente, como fez com Wandinha.

No Brasil, isso tende a funcionar melhor quando a marca já é familiar. Scooby-Doo ainda é fortíssimo por aqui, seja pela TV aberta, pela animação clássica ou pelas reprises dos filmes dublados.

Ao mesmo tempo, existe um fantasma recente rondando a franquia. Velma, a animação derivada, dividiu bastante o público. Então a série live-action entra com uma pressão extra para acertar o tom logo de cara.

A estreia ficou para 2027 na Netflix

As filmagens acontecem em Atlanta e a primeira temporada segue em produção. A previsão de estreia ficou para 2027, direto na Netflix, inclusive no catálogo brasileiro.

A série ainda não está disponível no Brasil, e a plataforma não abriu detalhes de áudio ou elenco de dublagem em português. Por enquanto, o que existe é esse primeiro sinal forte: a nova Velma já ganhou a bênção da antiga. Falta saber se o público vai comprar a troca com a mesma facilidade.