SAS Rogue Heroes volta ao radar com selo raro no RT

Por Marina Costa 15/06/2026 às 07:01 5 min de leitura
SAS Rogue Heroes volta ao radar com selo raro no RT
5 min de leitura

SAS Rogue Heroes voltou ao radar com um rótulo chamativo: “100% no Rotten Tomatoes” e papo de grande obra recente da Segunda Guerra na TV. O hype faz sentido até certo ponto. A série da BBC criada por Steven Knight tem duas temporadas, Jack O’Connell em modo bruto e um jeito bem menos solene de filmar guerra.

Resumo rápido

  • SAS Rogue Heroes é uma série da BBC criada por Steven Knight
  • Jack O’Connell vive Paddy Mayne ao lado de Connor Swindells e Alfie Allen
  • No Brasil, a disponibilidade passa pela MGM+ e pode variar

Mas calma com o número. O selo de 100% no Rotten Tomatoes circula ligado a um recorte de temporada, não como nota fixa e eterna da série inteira. Em agregador, isso muda com novas críticas entrando.

Por que SAS Rogue Heroes reapareceu agora

Porque ela acerta num ponto que muita série de guerra erra: não trata seus soldados como santos. Steven Knight pega a origem do SAS, o Special Air Service, e troca a pose de monumento por caos, sujeira e ironia.

A trama acompanha David Stirling, Jock Lewes e Paddy Mayne na criação da unidade durante a Segunda Guerra. O gatilho vem de um acidente de paraquedas no deserto africano, e dali saem missões de sabotagem a aeródromos alemães e ataques atrás das linhas inimigas.

Tem campanha no Norte da África. Tem Sicília. E tem uma energia que lembra mais Peaky Blinders com uniforme militar do que um drama de guerra engomadinho.

Jack O'Connell in SAS_ Rogue Heroes
Jack O'Connell in SAS_ Rogue Heroes (Reprodução)

Jack O’Connell encaixa como uma luva em Paddy Mayne

O’Connell sempre funcionou bem em personagens violentos, quebrados e carismáticos. Aqui ele encontra um papel perfeito para esse pacote. Paddy Mayne entra em cena com presença física, raiva guardada e humor torto.

Connor Swindells segura David Stirling com um ar mais cerebral, quase obstinado demais. Alfie Allen, como Jock Lewes, completa o trio com disciplina e frieza. Hemisférios diferentes da mesma loucura.

O elenco ainda traz Sofia Boutella, Dominic West e Tom Glynn-Carney em arcos militares e políticos. Não é série de um homem só. Só que O’Connell rouba a atenção fácil.

A guerra aqui é menos nobre e mais rock’n’roll

SAS Rogue Heroes não quer ser Irmãos de Guerra. E isso é elogio. Em vez de reverência, a série aposta em montagem rápida, humor ácido e personagens que tomam decisões absurdas porque a guerra também foi isso.

A fidelidade histórica existe em linhas amplas, com dramatização pontual. O livro de Ben Macintyre, que serve de base, já tratava essa origem do SAS como mistura de improviso, brutalidade e disciplina tática. A série abraça exatamente esse lado.

Funciona? Funciona bastante. Principalmente porque a direção evita transformar operação militar em aula. Você entende o tamanho do risco vendo homens cansados, impulsivos e, muitas vezes, moralmente tortos.

Quem curtiu Dunkirk pelo senso de urgência ou O Ministério da Guerra pelo deboche militar encontra um meio-termo interessante aqui. Só que Steven Knight puxa tudo para um terreno mais sombrio.

O papo de “obra-prima final da Segunda Guerra” exagera um pouco

Essa manchete vende clique. E vende bem. Só que chamar SAS Rogue Heroes de “última grande obra-prima de WW2 na TV” passa do ponto quando a conversa recente também inclui Mestres do Ar, O Pacífico e até dramas menos óbvios como Uma Pequena Luz.

O que dá para dizer sem forçar? É uma das séries de guerra mais estilosas dos últimos anos. E talvez a mais irreverente entre as produções que tratam a Segunda Guerra com base histórica real.

Também ajuda o fato de Steven Knight saber escrever homens brilhantes e autodestrutivos. Ele fez isso em Peaky Blinders. Aqui, só troca as ruas de Birmingham pelo deserto e pelos quartéis.

Ficha técnica de SAS Rogue Heroes

Item Detalhe
Título SAS Rogue Heroes
Tipo Série de TV
País Reino Unido
Criador Steven Knight
Base literária SAS: Rogue Heroes, de Ben Macintyre
Emissora original BBC
Gênero Drama de guerra, histórico, ação
Estreia original 2022
Status Duas temporadas lançadas
Elenco principal Connor Swindells, Jack O’Connell, Alfie Allen, Sofia Boutella, Dominic West
Personagens centrais David Stirling, Paddy Mayne e Jock Lewes
Contexto histórico Origem do SAS na Segunda Guerra
Campanhas retratadas Norte da África e invasão da Sicília
Plataforma no Brasil MGM+, conforme janela de licenciamento

No Brasil, a janela passa pela MGM+

Para o público brasileiro, o dado mais útil é simples: SAS Rogue Heroes aparece no país em janelas ligadas à MGM+. Como esse catálogo varia, a checagem precisa ser feita na plataforma ou nos parceiros que carregam a marca no Brasil.

A página oficial da MGM+ pode ser consultada em mgmplus.com. Em streaming licenciado, faixa de áudio e dublagem em português podem mudar de uma janela para outra. Se você prefere ver tudo dublado, confira a ficha do app antes de dar play.

Não é a série de guerra definitiva da TV. Também não precisa ser. Com Steven Knight escrevendo, Jack O’Connell destruindo em tela e duas temporadas que trocam heroísmo limpo por adrenalina suja, SAS Rogue Heroes continua parecendo mais viva do que muita estreia cara de 2026 — e essa comparação machuca mais concorrente do que inimigo em campo.

Trailer