Ratatouille esbarra no único nome que importa na Pixar

Por Rafael Duarte 25/06/2026 às 17:31 5 min de leitura
Ratatouille esbarra no único nome que importa na Pixar
5 min de leitura

Ratatouille 2 continua sem sinal real de produção, e o maior freio vem de dentro. Brad Bird, diretor do original, já foi sondado pela Pixar, mas segue tratando a história de Remy como encerrada.

Resumo rápido

  • Brad Bird não quer fazer Ratatouille 2
  • A Pixar já sondou o diretor sobre uma continuação
  • O original fez US$ 623,7 milhões e tem 96% no Rotten Tomatoes

Isso não mata rumor. Mata, por enquanto, a chance concreta.

Entre perguntar e realmente ligar a máquina, existe um abismo. E, no caso de Ratatouille, a distância parece grande.

A Pixar sondou. Brad Bird travou

As informações que circulam sobre o assunto batem no essencial: a Pixar já testou a reação de Brad Bird para uma possível sequência. A resposta dele não foi animadora para quem sonha com Ratatouille 2.

Bird entende que o filme já disse tudo que precisava. Para ele, nem todo sucesso precisa virar franquia só porque funcionou bem nas bilheterias.

Vale separar as coisas. Sondagem não é desenvolvimento ativo.

Também existe um rumor paralelo dizendo que Ratatouille 2 estaria em desenvolvimento. Hoje, isso segue sem confirmação oficial da Disney ou da Pixar.

Ou seja: o cenário real é bem menos barulhento do que parece nas redes. A Pixar perguntou. O diretor não comprou a ideia.

Ratatouille esbarra no único nome que importa na Pixar — foto de divulgação
Ratatouille esbarra no único nome que importa na Pixar — foto de divulgação (Reprodução)

Ratatouille é um filme fechado

Francamente: esse é um daqueles casos em que a continuação parece desnecessária. Não por falta de carinho do público, mas por sobra de fechamento.

Remy realiza o sonho de cozinhar em Paris. Linguini encontra seu lugar. Colette segue em frente. Anton Ego muda a própria visão sobre comida e crítica.

Está tudo resolvido. Emocionalmente e tematicamente.

Uma sequência teria de inventar um conflito novo sem repetir a fórmula do primeiro filme. E aí mora um risco simples: mexer no que já funciona só para manter uma marca viva.

Ratatouille não é Carros. Também não é Toy Story.

Alguns filmes da Pixar nasceram com espaço natural para expansão. Outros terminam com a porta fechada. Ratatouille sempre pareceu entrar no segundo grupo, mais perto de Wall-E do que de Os Incríveis.

O tamanho do clássico ajuda a explicar a insistência

Mesmo sem continuação confirmada, dá para entender por que a Pixar insiste em testar essa água. Ratatouille não foi só querido. Foi gigante.

O longa arrecadou US$ 623,7 milhões no mundo. Na abertura nos Estados Unidos, ficou perto de US$ 47 milhões. Nada mal para uma animação sobre um rato cozinheiro em Paris.

Na crítica, a força é ainda mais clara. O filme tem 96% no Rotten Tomatoes e 96/100 no Metacritic.

Item Detalhe
Título Ratatouille
Direção Brad Bird
Roteiro Brad Bird
Estúdio Pixar Animation Studios
Distribuição Walt Disney Pictures
Vozes principais Patton Oswalt, Ian Holm, Lou Romano, Janeane Garofalo, Peter O’Toole, Brad Garrett
Gênero Animação, aventura, comédia, família
Duração 111 minutos
Classificação Livre
Estreia 2007
Bilheteria mundial US$ 623,7 milhões
Abertura nos EUA Cerca de US$ 47 milhões
Rotten Tomatoes 96%
Metacritic 96/100
Plataforma no Brasil Disney+

Não tem como ignorar esses números. Quando um original rende tanto dinheiro e tanto prestígio, o estúdio volta para a mesa.

O histórico da Pixar explica essa pressão

A Pixar já mostrou várias vezes que sucesso puxa continuação. Os Incríveis voltou depois de anos. Procurando Nemo virou Procurando Dory. Monstros S.A. ganhou prelúdio.

E existe o outro lado. Nem todo hit recebe capítulo novo.

Wall-E é o exemplo mais fácil. Muita gente pede continuação até hoje, mas o filme funciona porque fecha exatamente onde deveria fechar.

Ratatouille está nessa mesma prateleira. A história não pede mais um ato. O mercado, claro, pede.

Se a Pixar quisesse seguir em frente sem Brad Bird, até poderia tentar. Mas aí já seria outro problema. Num projeto tão ligado ao olhar do diretor, trocar a cabeça criativa pesa mais do que em franquias montadas para durar décadas.

Ratatouille segue no Disney+ no Brasil

Para o público brasileiro, o caminho continua simples: Ratatouille está no catálogo do Disney+ no Brasil. O filme costuma aparecer com dublagem e legendas em português.

Quem nunca reviu desde a infância pode se surpreender. Ele continua afiado, engraçado e muito melhor dirigido do que boa parte das animações familiares mais recentes.

Por enquanto, esse é o cenário: o original segue acessível por aqui, a Pixar já fez a pergunta e Brad Bird continua segurando a porta. A dúvida agora não é se o público quer Ratatouille 2 — é até quando a Pixar vai aceitar ouvir “não”.