Depois de Toy Story 5, qual é o melhor Toy Story?

Por Rafael Duarte 20/06/2026 às 05:01 5 min de leitura Atualizado: 20/06/2026
Depois de Toy Story 5, qual é o melhor Toy Story?
5 min de leitura

Toy Story 5 já colocou a franquia da Pixar de volta no centro da conversa. E junto com ele veio a pergunta que sempre reaparece quando uma saga dessas volta: a ordem dos filmes mudou mesmo ou Toy Story 3 continua inalcançável?

Resumo rápido

  • Toy Story 5 estreou no circuito comercial brasileiro em 2026
  • O novo filme dá mais espaço para Jessie na trama
  • A saga já soma dois longas acima de US$ 1 bilhão

A resposta mais honesta, hoje, pede calma. O quinto filme abriu bem na recepção inicial, com 93% no Rotten Tomatoes, mas ainda entra numa disputa ingrata: mexer numa franquia que já tinha um “final perfeito” gravado na memória do público.

Toy Story 3 continua no topo

Sim, continua. Pelo menos por enquanto.

Toy Story 3 ainda é o filme mais completo da saga. Ele fecha o arco emocional de Woody, Buzz e Andy sem parecer calculado, e ainda entregou US$ 1,067 bilhão em bilheteria mundial. Não foi só choro. Foi evento.

Na sequência da fila, Toy Story 2 segue muito forte. É o raro caso de continuação que amplia o universo sem desgastar a ideia original, especialmente com a entrada de Jessie e o peso afetivo do passado dela.

Filme Direção Bilheteria mundial Como fica hoje
Toy Story 3 Lee Unkrich US$ 1,067 bilhão O auge emocional da franquia
Toy Story 2 John Lasseter US$ 497 milhões A melhor continuação da Pixar
Toy Story John Lasseter US$ 373 milhões Marco histórico da animação digital
Toy Story 4 Josh Cooley US$ 1,073 bilhão Lindo, premiado e ainda divisivo
Toy Story 5 Andrew Stanton Em andamento Boa estreia, mas ainda em teste

Esse é o ranking mais seguro neste momento. Dá para discutir a troca entre o quarto e o quinto? Dá. Mas inverter isso agora parece cedo demais.

is toy story 4 coming to netflix
is toy story 4 coming to netflix (Reprodução)

O primeiro filme ainda carrega um peso que ninguém tirou

Toy Story não é só “o começo”. Ele foi o primeiro longa-metragem totalmente em computação gráfica da história do cinema. A Pixar praticamente mudou a indústria ali.

Isso conta muito no ranking. Mesmo que o roteiro dos filmes seguintes seja mais sofisticado, o primeiro Toy Story tem valor histórico real, e isso não cabe numa conta simples de nostalgia.

A própria página oficial da Pixar trata o longa como ponto de virada do estúdio. Faz sentido. Sem ele, a conversa sobre animação digital nos anos seguintes seria outra.

Jessie cresce no quinto filme, mas Woody e Buzz não saem do jogo

A novidade mais interessante de Toy Story 5 está menos no retorno da marca e mais na troca de foco. Jessie ganha mais espaço narrativo, e isso refresca a dinâmica sem jogar fora o núcleo clássico.

Boa escolha. Jessie sempre teve um potencial dramático enorme e, muitas vezes, ficou subaproveitada quando a história girava só em torno da dupla Woody e Buzz.

Andrew Stanton, ligado à direção, puxa o novo filme para um conflito bem cara de Toy Story: brinquedos tentando encontrar lugar num mundo dominado por telas, distração instantânea e infância cada vez mais acelerada. O tema é atual. Até demais.

Mas não convém exagerar no diagnóstico. O marketing pode destacar Jessie, só que a franquia continua montada como história de grupo. Tratar Woody e Buzz como “aposentados” seria forçar a barra.

Cena de despedida emocional da franquia Toy Story, com clima nostálgico entre os brinquedos
Cena de despedida emocional da franquia Toy Story, com clima nostálgico entre os brinquedos (Reprodução)

O quarto filme segue difícil de encaixar

Toy Story 4 é o caso mais estranho da saga. Ganhou o Oscar de Melhor Animação, bateu US$ 1,073 bilhão e tecnicamente é um primor. Ainda assim, muita gente olha para ele como um epílogo que não precisava existir.

Injusto? Um pouco. O filme é melhor do que a fama de “continuação desnecessária” sugere. Só que ele teve o azar de vir depois do encerramento mais forte que a Pixar já fez.

Por isso Toy Story 5 entra numa área delicada. Se o quarto já precisou justificar a própria existência, o quinto precisa fazer isso em dobro. Nota inicial boa ajuda, claro. Só não resolve tudo.

Sem bilheteria consolidada e com a recepção ainda se acomodando, colocar Toy Story 5 acima de Toy Story 4 hoje parece mais impulso do momento do que análise fria. Pode mudar? Pode. Agora, ainda não mudou.

Depois de Toy Story 5, qual é o melhor Toy Story? — foto de divulgação
Depois de Toy Story 5, qual é o melhor Toy Story? — foto de divulgação (Reprodução)

No Brasil, a maratona continua fácil

Para quem quiser rever a saga inteira, o caminho natural no Brasil segue sendo o Disney+. Os quatro primeiros filmes costumam ficar concentrados por lá, com dublagem em português que muita gente conhece de cor.

E a dublagem pesa bastante nessa franquia. Toy Story sempre funcionou muito bem para família, criança e adulto nostálgico ao mesmo tempo, e a versão brasileira ajudou a consolidar isso por aqui.

Já Toy Story 5 está no circuito comercial brasileiro em 2026 e deve seguir a janela padrão da Disney antes de chegar ao streaming. Então a conta, hoje, é simples: maratona em casa para os quatro anteriores, cinema para o capítulo novo.

O catálogo está acessível. A dúvida de verdade é outra: depois de tantos adeuses bem fechados, o público ainda quer mais uma despedida — ou Toy Story vai precisar aprender a viver sem depender dela?

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