Toy Story 5 já colocou a franquia da Pixar de volta no centro da conversa. E junto com ele veio a pergunta que sempre reaparece quando uma saga dessas volta: a ordem dos filmes mudou mesmo ou Toy Story 3 continua inalcançável?
Resumo rápido
- Toy Story 5 estreou no circuito comercial brasileiro em 2026
- O novo filme dá mais espaço para Jessie na trama
- A saga já soma dois longas acima de US$ 1 bilhão
A resposta mais honesta, hoje, pede calma. O quinto filme abriu bem na recepção inicial, com 93% no Rotten Tomatoes, mas ainda entra numa disputa ingrata: mexer numa franquia que já tinha um “final perfeito” gravado na memória do público.
Toy Story 3 continua no topo
Sim, continua. Pelo menos por enquanto.
Toy Story 3 ainda é o filme mais completo da saga. Ele fecha o arco emocional de Woody, Buzz e Andy sem parecer calculado, e ainda entregou US$ 1,067 bilhão em bilheteria mundial. Não foi só choro. Foi evento.
Na sequência da fila, Toy Story 2 segue muito forte. É o raro caso de continuação que amplia o universo sem desgastar a ideia original, especialmente com a entrada de Jessie e o peso afetivo do passado dela.
| Filme | Direção | Bilheteria mundial | Como fica hoje |
|---|---|---|---|
| Toy Story 3 | Lee Unkrich | US$ 1,067 bilhão | O auge emocional da franquia |
| Toy Story 2 | John Lasseter | US$ 497 milhões | A melhor continuação da Pixar |
| Toy Story | John Lasseter | US$ 373 milhões | Marco histórico da animação digital |
| Toy Story 4 | Josh Cooley | US$ 1,073 bilhão | Lindo, premiado e ainda divisivo |
| Toy Story 5 | Andrew Stanton | Em andamento | Boa estreia, mas ainda em teste |
Esse é o ranking mais seguro neste momento. Dá para discutir a troca entre o quarto e o quinto? Dá. Mas inverter isso agora parece cedo demais.

O primeiro filme ainda carrega um peso que ninguém tirou
Toy Story não é só “o começo”. Ele foi o primeiro longa-metragem totalmente em computação gráfica da história do cinema. A Pixar praticamente mudou a indústria ali.
Isso conta muito no ranking. Mesmo que o roteiro dos filmes seguintes seja mais sofisticado, o primeiro Toy Story tem valor histórico real, e isso não cabe numa conta simples de nostalgia.
A própria página oficial da Pixar trata o longa como ponto de virada do estúdio. Faz sentido. Sem ele, a conversa sobre animação digital nos anos seguintes seria outra.
Jessie cresce no quinto filme, mas Woody e Buzz não saem do jogo
A novidade mais interessante de Toy Story 5 está menos no retorno da marca e mais na troca de foco. Jessie ganha mais espaço narrativo, e isso refresca a dinâmica sem jogar fora o núcleo clássico.
Boa escolha. Jessie sempre teve um potencial dramático enorme e, muitas vezes, ficou subaproveitada quando a história girava só em torno da dupla Woody e Buzz.
Andrew Stanton, ligado à direção, puxa o novo filme para um conflito bem cara de Toy Story: brinquedos tentando encontrar lugar num mundo dominado por telas, distração instantânea e infância cada vez mais acelerada. O tema é atual. Até demais.
Mas não convém exagerar no diagnóstico. O marketing pode destacar Jessie, só que a franquia continua montada como história de grupo. Tratar Woody e Buzz como “aposentados” seria forçar a barra.

O quarto filme segue difícil de encaixar
Toy Story 4 é o caso mais estranho da saga. Ganhou o Oscar de Melhor Animação, bateu US$ 1,073 bilhão e tecnicamente é um primor. Ainda assim, muita gente olha para ele como um epílogo que não precisava existir.
Injusto? Um pouco. O filme é melhor do que a fama de “continuação desnecessária” sugere. Só que ele teve o azar de vir depois do encerramento mais forte que a Pixar já fez.
Por isso Toy Story 5 entra numa área delicada. Se o quarto já precisou justificar a própria existência, o quinto precisa fazer isso em dobro. Nota inicial boa ajuda, claro. Só não resolve tudo.
Sem bilheteria consolidada e com a recepção ainda se acomodando, colocar Toy Story 5 acima de Toy Story 4 hoje parece mais impulso do momento do que análise fria. Pode mudar? Pode. Agora, ainda não mudou.

No Brasil, a maratona continua fácil
Para quem quiser rever a saga inteira, o caminho natural no Brasil segue sendo o Disney+. Os quatro primeiros filmes costumam ficar concentrados por lá, com dublagem em português que muita gente conhece de cor.
E a dublagem pesa bastante nessa franquia. Toy Story sempre funcionou muito bem para família, criança e adulto nostálgico ao mesmo tempo, e a versão brasileira ajudou a consolidar isso por aqui.
Já Toy Story 5 está no circuito comercial brasileiro em 2026 e deve seguir a janela padrão da Disney antes de chegar ao streaming. Então a conta, hoje, é simples: maratona em casa para os quatro anteriores, cinema para o capítulo novo.
O catálogo está acessível. A dúvida de verdade é outra: depois de tantos adeuses bem fechados, o público ainda quer mais uma despedida — ou Toy Story vai precisar aprender a viver sem depender dela?