Quincy está disponível na Netflix. O documentário acompanha a vida e a carreira de Quincy Jones, um dos produtores musicais mais influentes da história, em um retrato dirigido pela própria filha do artista.
Resumo rápido
- Quincy está disponível na Netflix
- O documentário é dirigido por Rashida Jones, filha de Quincy Jones, e Alan Hicks
- Lançado em 2018, venceu o Grammy de melhor filme de música
- Quincy Jones morreu em novembro de 2024, aos 91 anos
Mais do que uma cronologia de hits, o filme entra na rotina e nos bastidores de um dos nomes mais decisivos da música do último século.
Onde assistir Quincy na Netflix
O documentário está disponível para assinantes da Netflix no Brasil. É a forma mais simples de acompanhar a trajetória completa de Quincy Jones.
A obra acompanha o produtor por três anos na estrada, incluindo a preparação para o show de abertura do National Museum of African American History and Culture, em Washington, um dos eventos que estrutura boa parte do filme.

Do que se trata o documentário Quincy
Quincy Jones construiu uma carreira que atravessa jazz, pop, soul e hip hop, com contribuições que moldaram décadas inteiras da música popular. O documentário mostra esse legado ao lado de momentos íntimos: reuniões de família, agenda social lotada e os desafios da idade avançada, incluindo problemas de saúde que o próprio Quincy enfrenta diante das câmeras.
Dirigido por sua filha Rashida Jones em parceria com Alan Hicks, o filme equilibra celebração de carreira com vulnerabilidade pessoal, sem esconder as dificuldades enfrentadas pelo artista ao longo da vida — incluindo episódios de saúde sérios e o peso de décadas trabalhando praticamente sem parar.
A carreira de Quincy Jones em poucas palavras
Quincy Jones começou como trompetista de jazz ainda jovem, chegando a tocar na banda de Dizzy Gillespie antes de migrar para os bastidores como arranjador e produtor, trabalhando com nomes como Count Basie, Duke Ellington e Ray Charles nos anos 1950 e 1960.
O auge mais conhecido de sua carreira veio na parceria com Michael Jackson. Jones produziu os três álbuns que transformaram Jackson em fenômeno mundial: Off the Wall (1979), Thriller (1982) e Bad (1987). Thriller sozinho vendeu mais de 70 milhões de cópias e segue como o álbum mais vendido da história.
Outro marco da carreira foi reunir 46 estrelas da música em uma única sessão de gravação para criar “We Are the World” em 1985, faixa beneficente que se tornou um dos singles mais vendidos de todos os tempos. Ao longo de sete décadas de carreira, Jones acumulou 28 prêmios Grammy, um Emmy e nomeações ao Oscar, números que ajudam a explicar por que ele é tratado como uma das figuras mais influentes da música do século 20.
Quincy Jones também marcou presença no cinema e na TV
Além da música, Quincy Jones construiu uma carreira paralela como compositor de trilhas sonoras e produtor de televisão. Ele assinou a trilha de filmes como No Calor da Noite (1967), A Sangue Frio (1967) e A Cor Púrpura (1985), este último dirigido por Steven Spielberg, no qual Jones também atuou como produtor.
Na televisão, seu trabalho mais lembrado pelo público mais jovem é Um Maluco no Pedaço (The Fresh Prince of Bel-Air). Jones compôs o tema de abertura da série e atuou como produtor executivo, sendo o responsável por dar a Will Smith seu primeiro papel de destaque na TV americana.
Em 1990, ele uniu forças com a Time Warner para criar a Quincy Jones Entertainment, produtora que fechou acordos para dez longas com a Warner Bros. e duas séries com a NBC, reforçando sua presença em Hollywood muito além dos estúdios de gravação.
Por que Quincy Jones ainda gera tanta busca
Quincy Jones trabalhou com nomes como Frank Sinatra, Michael Jackson e Aretha Franklin, ajudando a definir o som de gerações inteiras. Sua morte, em novembro de 2024, aos 91 anos, reacendeu o interesse pela obra que documenta sua trajetória.
Para quem quer entender o tamanho do seu impacto na música, o documentário é o ponto de partida mais direto disponível em streaming — uma forma de ouvir o próprio Quincy contar, em suas palavras, como ajudou a moldar décadas de música pop, soul e jazz.
Os recordes de Quincy Jones no Grammy
Poucos nomes na história da música chegam perto do currículo de Quincy Jones na premiação. Ele acumulou 79 indicações ao Grammy ao longo da carreira, um recorde que nenhum outro artista ou produtor alcançou até hoje.
Das 79 indicações, 28 se transformaram em estatuetas, o que o coloca como o segundo maior vencedor da história do prêmio. Seu primeiro Grammy veio em 1964, pelo melhor arranjo musical da canção “I Can’t Stop Loving You”. A partir daí, as vitórias se espalharam por categorias raramente reunidas por um único artista: jazz, pop, R&B, rap, palavra falada, música infantil e trilhas para cinema e TV.
Esse alcance é parte do que o documentário tenta capturar: não é só a quantidade de prêmios, mas a variedade de gêneros em que Quincy Jones deixou marca registrada, algo raro mesmo entre os nomes mais celebrados da indústria.
O que a crítica achou de Quincy
A recepção foi majoritariamente positiva. No Rotten Tomatoes, o documentário tem 82% de aprovação da crítica, com o consenso destacando um retrato “inegavelmente envolvente” da vida e carreira de Quincy Jones, ainda que alguns críticos sintam falta de um mergulho mais profundo em certos momentos.
O filme venceu o Grammy de Melhor Filme Musical em 2019, reconhecimento que reforça o lugar do documentário dentro da própria indústria que Quincy ajudou a construir. A crítica elogia principalmente a abordagem íntima e acessível, mesmo quando aponta que a duração de quase duas horas poderia ter um ritmo mais ágil.
Ficha técnica de Quincy
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Título | Quincy |
| Lançamento | 2018 |
| Gênero | Documentário, música |
| Duração | 124 minutos |
| Direção | Rashida Jones e Alan Hicks |
| Avaliações | RT Crítica 82% |
| Onde assistir (BR) | Netflix |
Quincy é assistido fácil mesmo por quem não acompanha de perto a indústria musical — o documentário entrega contexto suficiente para entender por que esse nome pesa tanto na história da música, da era do jazz clássico até a explosão global do pop nos anos 1980.
Documentários musicais parecidos com Quincy
Quem gostou do retrato íntimo construído em Quincy tem outras opções de documentários musicais disponíveis em streaming. Conta de Maluca, sobre George Michael, segue uma lógica parecida de acesso a arquivos pessoais e entrevistas próximas ao artista, revelando o lado mais humano por trás da fama.
Outra opção é Whitney, documentário sobre Whitney Houston que também passou por trabalhos de Quincy Jones em determinado momento da carreira da cantora, e usa uma estrutura semelhante de bastidores e arquivo para reconstruir uma trajetória marcada por altos e baixos.
Para quem se interessou especificamente pela parceria com Michael Jackson, vale buscar documentários e especiais voltados para os bastidores de Thriller, que aprofundam o processo de criação do álbum mais vendido da história — peça central também na narrativa de Quincy.
Quem prefere histórias sobre bastidores da indústria fonográfica pelo olhar de outros gênios do estúdio também encontra opções em documentários sobre lendas como Berry Gordy, fundador da Motown, e Brian Wilson, dos Beach Boys, ambos figuras que, como Quincy, moldaram décadas de música a partir da cabine de produção.
No fim, o que diferencia Quincy de outros documentários do gênero é justamente a proximidade da direção: ser filmado pela própria filha do artista dá ao retrato uma camada de intimidade difícil de replicar em produções encomendadas por estúdios ou gravadoras, sem perder o rigor de mostrar também os tropeços ao longo do caminho.