The Last of Us ganhou um reforço de peso na 3ª temporada: Peter Sarsgaard entrou para o elenco como Amon, personagem criado só para a série. E esse detalhe importa mais do que parece, porque aponta para uma HBO menos interessada em copiar o jogo e mais disposta a ampliar o lado político e religioso desse mundo.
Resumo rápido
- Peter Sarsgaard viverá Amon na 3ª temporada
- Amon é um personagem inédito ligado aos Serafitas
- Filmagens em Vancouver terão pausa de cerca de um mês
A escalação coloca Sarsgaard dentro do núcleo dos Serafitas, facção religiosa já conhecida por quem jogou The Last of Us Part II. Na TV, isso abre espaço para algo que a série já mostrou saber fazer bem: pegar um pedaço pequeno do material original e transformar em drama grande.
Quem é Amon no meio dos Serafitas
Amon não existe nos jogos da Naughty Dog. Na série, ele será um dos líderes dos Serafitas, grupo que mistura fé, disciplina e violência num pacote bem desconfortável.
Não é pouca coisa. Os Serafitas sempre tiveram peso visual e simbólico, mas a adaptação ainda pode cavar muito mais fundo nessa facção.
Tem outro sinal nessa mesma direção: Li Jun Li já havia sido anunciada como Miriam, outra personagem original. Quando uma adaptação cria dois nomes inéditos no mesmo núcleo, fica claro que a sala de roteiro quer mais tempo ali.

Mas será que isso assusta quem queria fidelidade total? Sinceramente, não deveria. A 1ª temporada já provou que mexer no material de origem pode render os melhores episódios, e a 2ª continuou nessa lógica.
Peter Sarsgaard não entra por acaso
Sarsgaard não é só “mais um nome”. Ele chega com bagagem de TV pesada, incluindo trabalhos elogiados em Dopesick e Acima de Qualquer Suspeita (Presumed Innocent).
É o tipo de ator que segura cena no olhar. Para um arco ligado aos Serafitas, isso faz diferença, porque esse grupo funciona menos na gritaria e mais na tensão silenciosa.
O elenco da 3ª temporada também já vinha crescendo por outros lados. Patrick Wilson apareceu nas informações mais recentes como Jerry Anderson, pai de Abby, enquanto Kaitlyn Dever, Bella Ramsey, Pedro Pascal, Michelle Mao e Kyriana Kratter seguem como peças centrais desse tabuleiro.
| Ficha técnica | Detalhe |
|---|---|
| Título | The Last of Us |
| Formato | Série dramática pós-apocalíptica |
| Baseada em | Franquia de games da Naughty Dog |
| Showrunners | Craig Mazin e Neil Druckmann |
| Gênero | Drama, aventura, suspense |
| Status | 3ª temporada em produção |
| Plataforma no Brasil | Max |
| Dublagem em português | Sim |
| Novos nomes citados | Peter Sarsgaard, Li Jun Li e Patrick Wilson |
| Local das gravações | Vancouver, Canadá |

A HBO quer mais do que copiar o jogo
Faz sentido.
Uma adaptação 1:1 até agradaria parte do fandom por alguns dias, mas limitaria a série como TV. E The Last of Us, desde o começo, funciona melhor quando expande relações, muda ritmo e dá mais ar para personagens laterais.
Foi assim com Bill e Frank lá atrás. Pode ser assim de novo com os Serafitas agora.
Esse movimento aproxima a série de outras adaptações que entenderam a própria mídia. Fallout ampliou o universo sem depender de um jogo específico, enquanto Halo virou alvo fácil justamente quando essa liberdade parecia sem controle.
No caso de The Last of Us, a diferença está no freio. Craig Mazin e Neil Druckmann costumam mexer no material com objetivo dramático claro, não só para gerar surpresa de rede social.
Vancouver parou, e o calendário sentiu
A produção da 3ª temporada segue em Vancouver, mas terá um hiato planejado de cerca de um mês. O motivo não é criativo. É logística pura por causa da Copa do Mundo da FIFA na cidade.
Isso mexe no calendário, claro. O cronograma mais citado aponta para o fim das gravações no fim de 2026, o que joga a estreia para uma janela provável entre 2026 e 2027, sem confirmação oficial da HBO até aqui.
Não é um atraso absurdo, mas também não combina com volta rápida. Quem esperava ver a temporada já nos próximos meses pode frear a ansiedade.
Na Max, com dublagem, mas ainda longe da estreia
Hoje, The Last of Us está disponível no Brasil pela Max, com opção de dublagem em português. Esse ponto pesa bastante numa série tão falada, porque muita gente alterna entre episódio legendado no domingo e revisão dublada na maratona.
Por enquanto, a novidade é de elenco, não de lançamento. Só que ela entrega uma pista boa: se Amon e Miriam realmente ganharem espaço, a 3ª temporada pode gastar bem mais tempo com os Serafitas do que o jogo gastou — e aí a série muda de eixo de vez.
As duas temporadas já lançadas seguem na Max no Brasil. A terceira ainda não tem data oficial, mas o desenho desse elenco sugere uma pergunta incômoda: até onde a HBO está disposta a ir quando resolve mexer no coração da história?