The Legend of Zelda: Ocarina of Time voltou ao centro da Nintendo. No Nintendo Direct de 09/06, a empresa confirmou oficialmente um remake para Nintendo Switch 2, com janela de lançamento ainda em 2026. O teaser foi curto, mas já deixou claro o tom: nostalgia alta, visual reconstruído e mistério demais para um jogo desse tamanho.
Bastou pouco. Uma tapeçaria, Link dormindo e a Triforce brilhando na mão. Para um clássico de 1998, isso já foi o suficiente para parar a internet gamer por algumas horas.
Um clássico intocável acabou de ser mexido
Ocarina of Time não é só mais um Zelda famoso. Ele é um dos jogos mais influentes da história, citado até hoje quando o assunto é dungeon design, câmera em 3D e aventura em mundo conectado.
Por isso o anúncio pesa tanto. Mexer nesse jogo é diferente de relançar um cult querido. A Nintendo está encostando num dos poucos títulos que ainda parecem sagrados para boa parte do público.
| Ficha rápida | Detalhe |
|---|---|
| Título | The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake |
| Franquia | The Legend of Zelda |
| Publisher | Nintendo |
| Plataforma | Nintendo Switch 2 |
| Gênero | Ação-aventura, fantasia, exploração, puzzle |
| Status | Anunciado oficialmente |
| Janela de lançamento | 2026 |
| Data do anúncio | 09/06/2026 |
| Trailer | Primeiro teaser de revelação, sem gameplay detalhado |
| Jogo original | The Legend of Zelda: Ocarina of Time (1998, Nintendo 64) |
| Remake anterior | Ocarina of Time 3D (2011, Nintendo 3DS) |
A Nintendo ainda não abriu o jogo sobre estúdio responsável, preço no Brasil, edição física ou localização em português do Brasil. Também não falou em lançamento no Switch atual. Até aqui, o remake é carta de Switch 2.

O teaser vende clima, não sistema
O primeiro vídeo foi mais simbólico do que explicativo. Ele mostra uma tapeçaria de Hyrule, com elementos como o castelo, a Deku Tree e os Kokiri, antes de cortar para Link dormindo na casa-árvore da Floresta Kokiri.
Depois vem o detalhe que ficou na cabeça de todo mundo: a Triforce brilhando na mão de Link. É um teaser montado para reconhecimento imediato. Nada de combate, interface, exploração ou chefes.
Quer ver o material oficial? A apresentação está na página do Nintendo Direct no site da Nintendo.
Esse tipo de trailer diz muito. A Nintendo não quis vender mecânica agora. Quis vender sensação. E funcionou, porque o vídeo parece menos uma reimaginação radical e mais uma reconstrução visual fiel do original.
Não é a primeira volta de Ocarina
Vale lembrar: esta não é a primeira grande recriação do jogo. Em 2011, Ocarina of Time 3D já tinha atualizado o clássico no Nintendo 3DS, com melhorias visuais e ajustes de interface.
A diferença agora é de escala. O remake anunciado para Switch 2 entra em outro patamar de expectativa. Não é só um tapa no visual portátil. A conversa agora é sobre refazer um marco do Nintendo 64 com hardware novo e cobrança muito maior.
E aí mora a comparação que interessa. Link’s Awakening no Switch foi um remake carinhoso e bem mais contido. Já Resident Evil 4 Remake e Final Fantasy VII Remake mostraram dois caminhos opostos: um moderniza sem trair, o outro reescreve quase tudo.
Pelo teaser, Ocarina of Time parece mirar mais no primeiro grupo. Respeito ao original, textura nova e atmosfera reforçada. Só que teaser não joga por ninguém.

Switch 2 ganha uma arma pesada
Esse anúncio também ajuda a entender a estratégia da Nintendo para 2026. Colocar Ocarina of Time no Switch 2 não é nostalgia aleatória. É jeito rápido de dar peso emocional ao novo console.
Faz sentido. Poucos jogos carregam tanto respeito entre veteranos e tanta curiosidade entre quem só ouviu falar. Se a empresa acertar a mão, ela vende memória para quem viveu 1998 e descoberta para quem nasceu muito depois.
No Brasil, a leitura é direta: quem quiser jogar esse remake vai precisar de um Switch 2. Até o momento, não houve anúncio para outras plataformas nem para o primeiro Switch.
Também falta um pacote básico de informações que faz diferença por aqui. Preço em reais, mídia física, pré-venda nacional e suporte a português do Brasil seguem fora do anúncio inicial. Em lançamento da Nintendo, isso pesa.

O próximo trailer vai dizer se é reverência ou coragem
Por enquanto, a Nintendo acertou no instinto. Ela escolheu a rota mais segura para o primeiro contato: reconhecimento instantâneo, nenhuma polêmica visual e zero exposição de sistemas que ainda podem mudar.
Mas o silêncio cobra caro. Sem gameplay, sem estrutura de dungeons, sem combate e sem câmera em ação, ainda é cedo para saber o tamanho real do projeto. Remake fiel demais pode soar tímido. Mudança demais pode irritar quem trata esse jogo como relíquia.
The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake chega ao Nintendo Switch 2 em 2026. O teaser já cumpriu seu papel. Agora falta a parte difícil: mostrar se a Nintendo vai só polir um monumento ou mexer, de verdade, no jogo mais intocável que ela já fez.