Ocarina of Time remake: A carta mais perigosa da Nintendo

Por Leandro Lopes 09/06/2026 às 12:46 5 min de leitura Atualizado: 09/06/2026
Ocarina of Time remake: A carta mais perigosa da Nintendo
5 min de leitura

The Legend of Zelda: Ocarina of Time voltou ao centro da Nintendo. No Nintendo Direct de 09/06, a empresa confirmou oficialmente um remake para Nintendo Switch 2, com janela de lançamento ainda em 2026. O teaser foi curto, mas já deixou claro o tom: nostalgia alta, visual reconstruído e mistério demais para um jogo desse tamanho.

Bastou pouco. Uma tapeçaria, Link dormindo e a Triforce brilhando na mão. Para um clássico de 1998, isso já foi o suficiente para parar a internet gamer por algumas horas.

Um clássico intocável acabou de ser mexido

Ocarina of Time não é só mais um Zelda famoso. Ele é um dos jogos mais influentes da história, citado até hoje quando o assunto é dungeon design, câmera em 3D e aventura em mundo conectado.

Por isso o anúncio pesa tanto. Mexer nesse jogo é diferente de relançar um cult querido. A Nintendo está encostando num dos poucos títulos que ainda parecem sagrados para boa parte do público.

Ficha rápida Detalhe
Título The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake
Franquia The Legend of Zelda
Publisher Nintendo
Plataforma Nintendo Switch 2
Gênero Ação-aventura, fantasia, exploração, puzzle
Status Anunciado oficialmente
Janela de lançamento 2026
Data do anúncio 09/06/2026
Trailer Primeiro teaser de revelação, sem gameplay detalhado
Jogo original The Legend of Zelda: Ocarina of Time (1998, Nintendo 64)
Remake anterior Ocarina of Time 3D (2011, Nintendo 3DS)

A Nintendo ainda não abriu o jogo sobre estúdio responsável, preço no Brasil, edição física ou localização em português do Brasil. Também não falou em lançamento no Switch atual. Até aqui, o remake é carta de Switch 2.

The Legend of Zelda
The Legend of Zelda (Reprodução)

O teaser vende clima, não sistema

O primeiro vídeo foi mais simbólico do que explicativo. Ele mostra uma tapeçaria de Hyrule, com elementos como o castelo, a Deku Tree e os Kokiri, antes de cortar para Link dormindo na casa-árvore da Floresta Kokiri.

Depois vem o detalhe que ficou na cabeça de todo mundo: a Triforce brilhando na mão de Link. É um teaser montado para reconhecimento imediato. Nada de combate, interface, exploração ou chefes.

Quer ver o material oficial? A apresentação está na página do Nintendo Direct no site da Nintendo.

Esse tipo de trailer diz muito. A Nintendo não quis vender mecânica agora. Quis vender sensação. E funcionou, porque o vídeo parece menos uma reimaginação radical e mais uma reconstrução visual fiel do original.

Não é a primeira volta de Ocarina

Vale lembrar: esta não é a primeira grande recriação do jogo. Em 2011, Ocarina of Time 3D já tinha atualizado o clássico no Nintendo 3DS, com melhorias visuais e ajustes de interface.

A diferença agora é de escala. O remake anunciado para Switch 2 entra em outro patamar de expectativa. Não é só um tapa no visual portátil. A conversa agora é sobre refazer um marco do Nintendo 64 com hardware novo e cobrança muito maior.

E aí mora a comparação que interessa. Link’s Awakening no Switch foi um remake carinhoso e bem mais contido. Já Resident Evil 4 Remake e Final Fantasy VII Remake mostraram dois caminhos opostos: um moderniza sem trair, o outro reescreve quase tudo.

Pelo teaser, Ocarina of Time parece mirar mais no primeiro grupo. Respeito ao original, textura nova e atmosfera reforçada. Só que teaser não joga por ninguém.

The Deku Tree em uma tapeçaria no remake de Ocarina of Time.
The Deku Tree em uma tapeçaria no remake de Ocarina of Time. (Reprodução)

Switch 2 ganha uma arma pesada

Esse anúncio também ajuda a entender a estratégia da Nintendo para 2026. Colocar Ocarina of Time no Switch 2 não é nostalgia aleatória. É jeito rápido de dar peso emocional ao novo console.

Faz sentido. Poucos jogos carregam tanto respeito entre veteranos e tanta curiosidade entre quem só ouviu falar. Se a empresa acertar a mão, ela vende memória para quem viveu 1998 e descoberta para quem nasceu muito depois.

No Brasil, a leitura é direta: quem quiser jogar esse remake vai precisar de um Switch 2. Até o momento, não houve anúncio para outras plataformas nem para o primeiro Switch.

Também falta um pacote básico de informações que faz diferença por aqui. Preço em reais, mídia física, pré-venda nacional e suporte a português do Brasil seguem fora do anúncio inicial. Em lançamento da Nintendo, isso pesa.

Logo do Nintendo Switch 2 ao lado da arte de The Legend of Zelda Ocarina of Time Remake em visual renovado
Logo do Nintendo Switch 2 ao lado da arte de The Legend of Zelda Ocarina of Time Remake em visual renovado (Reprodução)

O próximo trailer vai dizer se é reverência ou coragem

Por enquanto, a Nintendo acertou no instinto. Ela escolheu a rota mais segura para o primeiro contato: reconhecimento instantâneo, nenhuma polêmica visual e zero exposição de sistemas que ainda podem mudar.

Mas o silêncio cobra caro. Sem gameplay, sem estrutura de dungeons, sem combate e sem câmera em ação, ainda é cedo para saber o tamanho real do projeto. Remake fiel demais pode soar tímido. Mudança demais pode irritar quem trata esse jogo como relíquia.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake chega ao Nintendo Switch 2 em 2026. O teaser já cumpriu seu papel. Agora falta a parte difícil: mostrar se a Nintendo vai só polir um monumento ou mexer, de verdade, no jogo mais intocável que ela já fez.

Trailer