Quem lidera os Uncanny X-Men após a edição #29?

Por Leandro Lopes 11/06/2026 às 05:06 5 min de leitura Atualizado: 11/06/2026
Quem lidera os Uncanny X-Men após a edição #29?
5 min de leitura

A Marvel bateu o martelo em Uncanny X-Men #29: Monet St. Croix é a nova líder dos Uncanny X-Men, escolhida por Rogue depois da guerra contra Perimeter e do caos em Graymalkin Prison. Para quem acompanha a fase escrita por Gail Simone, a virada mexe no coração do time e dá o comando a uma mutante que sempre teve perfil de chefia.

Resumo rápido

  • Monet St. Croix assume a liderança em Uncanny X-Men #29
  • Rogue faz o convite após o conflito com Perimeter
  • Gail Simone escreve a edição com arte de Luciano Vecchio

Sim, é spoiler de edição recém-lançada. Mas é daqueles spoilers que valem a conversa, porque não estamos falando de troca aleatória de posto. A Marvel transformou isso em mudança canônica dentro da linha mutante.

A troca de comando acontece no fim de uma fase pesada

Em Uncanny X-Men #29, Rogue pede que Monet assuma a liderança do grupo. A decisão vem logo depois do encerramento da guerra contra Perimeter e do conflito em torno de Graymalkin Prison, antigo lar dos X-Men que virou prisão.

Não foi um gesto simbólico. Foi uma passagem formal de bastão, com cara de novo status quo.

Ficha técnica Detalhes
Título Uncanny X-Men #29
Editora Marvel Comics
Roteiro Gail Simone
Arte Luciano Vecchio
Cores Matthew Wilson
Letras VC’s Clayton Cowles
Capa principal Luciano Vecchio e Matthew Wilson
Capas variantes Germán Peralta; Jonas Scharf e Alex Guimarães; Matteo Lolli e Federico Blee; Dan Brereton
Personagem central Monet St. Croix
Líder anterior na edição Rogue
Antagonista recente Perimeter
Cenário do arco Graymalkin Prison
Grupo citado Outliers
Status da virada Mudança canônica dentro da continuidade Marvel

Essa escolha pesa mais do que parece. Liderança nos X-Men nunca é só cargo; é visão de mundo. Quando o time troca de voz, o jeito de resolver conflito também muda.

Por que Monet faz tanto sentido

Monet não caiu ali por acaso. Dentro da mitologia dos X-Men, ela sempre foi escrita como alguém brilhante, tática, poderosa e, muitas vezes, mais preparada do que a sala aceita admitir.

Quem leu Generation X conhece bem essa versão. Quem acompanhou fases com Hellfire Club e Avengers Unity Division também já viu a personagem operando como força bruta e cérebro ao mesmo tempo.

É esse combo que faz a escolha funcionar. Storm lidera pelo peso moral. Ciclope, pela disciplina. Emma Frost, pela leitura fria do tabuleiro. Monet entra em outra chave: precisão, ego alto e pouca paciência para erro.

Funciona? Muito. E também gera atrito.

Monet estreou em Generation X #1, lá nos anos 1990, e carrega há décadas a fama de personagem forte demais para ficar encostada. Fora dos quadrinhos, ela nunca teve o mesmo espaço de nomes como Jean Grey, Wolverine ou Tempestade. Dentro da HQ, porém, o currículo dela sempre gritou liderança.

Gail Simone escolhe uma líder menos óbvia

A decisão também diz muito sobre a fase atual da série. Gail Simone sempre foi boa em escrever grupos, tensão interna e personagens que brigam enquanto tentam salvar o dia. Monet no comando encaixa nesse tipo de história.

Ela não é a líder mais confortável. Justamente por isso, rende mais.

Se a Marvel quisesse jogar seguro, bastava manter um nome clássico no volante. Rogue, Ciclope, Xavier ou Emma Frost seriam caminhos previsíveis. Ao puxar Monet para o centro, a editora reforça que essa fase quer um time mais coral, menos dependente dos rostos de sempre.

Tem outro detalhe. Depois de uma guerra contra Perimeter e de todo o desgaste em Graymalkin, faz sentido que a equipe procure alguém com cabeça afiada e postura de comando mais dura. Monet oferece as duas coisas.

Isso pode mudar o tom da revista já nas próximas edições. Menos liderança por afeto, mais liderança por eficiência. Em time mutante, isso costuma cobrar preço.

Não é só uma troca de líder. É uma mudança de eixo

Os X-Men sempre viveram de fases muito marcadas por quem está no comando. Xavier puxa o sonho. Ciclope organiza a guerra. Tempestade segura o grupo no carisma e na autoridade. Rogue, em várias histórias, traz coração e improviso.

Monet muda a temperatura. Ela tende a conduzir o time com menos calor humano e mais cálculo. Para uma equipe saindo de crise, isso pode ser o remédio certo ou o começo da próxima rachadura.

Os Outliers, citados na sinopse do arco, entram nessa equação. Se o objetivo for reorganizar a casa e redefinir prioridades, uma líder cerebral faz mais sentido do que alguém guiado por impulso. Só que X-Men raramente funciona no piloto automático. Sempre tem resistência interna.

E esse é o lado bom da notícia para quem lê quadrinhos mensais: a mudança abre conflito de personagem, não só de uniforme. Time nenhum aceita nova chefia sem atrito, ainda mais um elenco mutante.

Como acompanhar essa fase da Marvel

Uncanny X-Men segue como uma das marcas mais importantes da linha mutante da Marvel Comics. Para o leitor brasileiro, o caminho mais direto é acompanhar a edição original americana e os anúncios oficiais da editora, já que esse tipo de virada costuma repercutir primeiro no mercado dos EUA.

Também vale separar uma coisa da outra: isso não tem relação imediata com MCU, filme ou série. É quadrinho puro, continuidade mutante e status oficial dentro da HQ. Para quem queria a Marvel dando mais espaço a personagens subestimadas, a porta abriu de vez. Agora vem a parte mais divertida: ver quanto tempo Monet segura o cargo antes de alguém no time decidir bater de frente.