Guerreiras do K-Pop (KPop Demon Hunters) vai voltar em 2026, mas não do jeito que muita gente imaginava. O próximo passo da franquia da Netflix é editorial — e isso diz bastante sobre o futuro da marca.
Resumo rápido
- Box oficial em quadrinhos chega no início de novembro de 2026
- Lançamento tem 704 páginas e reconta o filme original
- Não há confirmação de edição brasileira em português
Mas isso conta como continuação? Não. O anúncio é de Guerreiras do K-Pop: The Official Screen Comic Boxed Set, um compêndio em formato de quadrinhos que reconstrói o longa com imagens do próprio filme.
A volta existe, mas não na tela
O box foi anunciado pela Netflix em parceria com a Penguin Random House. A janela é o início de novembro de 2026, com 704 páginas e foco total na história que o público já viu.
Em outras palavras: nada de novo filme, série derivada ou especial. O material reconta a trama das integrantes do Huntrix, estrelas de K-pop de dia e caçadoras de demônios à noite.
Isso muda a leitura do anúncio. Não é expansão de cânone. É produto de coleção, daqueles feitos para manter fandom aquecido enquanto a plataforma decide se vale bancar um próximo passo mais caro.
| Novo lançamento | Detalhe confirmado |
|---|---|
| Título | Guerreiras do K-Pop: The Official Screen Comic Boxed Set |
| Formato | Box oficial em quadrinhos / screen comic |
| Editora | Penguin Random House + Netflix |
| Lançamento | Início de novembro de 2026 |
| Páginas | 704 |
| Conteúdo | Recontagem visual do filme original |
Quem esperava continuação pode estranhar. Só que faz sentido. Entre aprovar um longa novo e lançar um box de prateleira, a segunda opção custa menos e mede interesse real sem tanto risco.

Ficha rápida de Guerreiras do K-Pop
| Item | Informação |
|---|---|
| Título original | KPop Demon Hunters |
| Título no Brasil | Guerreiras do K-Pop |
| Formato | Filme animado |
| Direção | Chris Appelhans e Maggie Kang |
| Roteiro | Hannah McMechan, Chris Appelhans, Maggie Kang e Danya Jimenez |
| Produção | Michelle Wong |
| Elenco de voz | Arden Cho, May Hong, Ji-young Yoo e Ahn Hyo-seop |
| Personagens centrais | Rumi, Mira e Zoey |
| Gênero | Ação, fantasia, comédia, musical e família |
| Duração | 96 minutos |
| Estreia | 20/06/2025 |
| Plataforma | Netflix |
| Estúdio | Netflix Animation |
O filme mistura idol pop, fantasia urbana e porrada sobrenatural numa chave bem comercial. De um lado, o girl group Huntrix. Do outro, os Saja Boys, rival masculino que esconde uma identidade demoníaca.
É uma ideia fácil de vender e fácil de licenciar. Camiseta, trilha, livro, artbook, edição de colecionador. Guerreiras do K-Pop já nasceu com cara de franquia, e esse box só reforça isso.
Na prática, o anúncio também serve como teste de temperatura. Se o público compra um material que não avança a trama, a Netflix ganha mais um argumento para seguir explorando esse universo.
A Netflix está testando a força da marca
Tem um padrão aí. Franquias de animação costumam crescer por livros e HQs antes de abrir outra frente em tela. Gravity Falls: Lendas Perdidas e O Livro de Bill seguiram uma lógica parecida.
Primeiro vem o material de baixo risco. Depois, se a base responde, aparecem especial, spin-off ou continuação. Não é garantia de sequência, claro. Mas também está longe de ser um movimento aleatório.
A escolha do formato “screen comic” entrega outra pista. Não é HQ inédita com desenhista expandindo o mundo. É uma adaptação visual do que já existe, mais próxima de um item de coleção do que de uma nova fase.
Isso diz muito sobre o momento da franquia. Ela está viva, só que ainda em consolidação. A Netflix quer manter a conversa girando sem se comprometer já com orçamento de longa animado.
Também pesa o timing. O filme estreou em 20/06/2025. Menos de um ano e meio depois, a marca já ganha um produto oficial grande, com 704 páginas. Pequeno não é.
No Brasil, a dúvida é outra
O ponto que interessa mais por aqui ainda está em aberto: não houve confirmação de distribuição brasileira do box. Também não apareceu anúncio de edição em português até agora.
Isso significa duas coisas. A primeira: quem coleciona pode acabar dependendo de importação. A segunda: o público casual talvez nem perceba esse “retorno” se a Netflix não empurrar a novidade dentro da plataforma.
Há outro detalhe importante. O anúncio do box não veio acompanhado de série derivada, sequência animada ou janela para novo projeto audiovisual. Então, por enquanto, a volta de Guerreiras do K-Pop é só no papel.
Se pintar edição nacional, ótimo. Se não, o lançamento vira item de nicho, forte entre fãs mais engajados de K-pop, animação e colecionáveis, mas com impacto menor fora dessa bolha.
Na Netflix Brasil, o filme segue disponível
Para quem só quer conhecer a franquia antes do box, o caminho continua simples: o filme está no catálogo brasileiro da Netflix. São 96 minutos, com opções de idioma localizadas na plataforma.
Já o material editorial pode ser acompanhado pelo catálogo da Penguin Random House, que participa da publicação. O que falta saber é o dado que realmente mudaria de patamar essa conversa: quando Guerreiras do K-Pop vai voltar a existir em tela?