Five Nights at Freddy’s 3 mexeu na peça que mais faltava à franquia: o roteiro. A Blumhouse colocou Gary Dauberman, nome de It: A Coisa, Annabelle e A Freira, para escrever o terceiro filme, enquanto Emma Tammi deve seguir na direção. Se a saga queria parar de apanhar pela escrita frouxa dos dois primeiros, o sinal foi claro.
Resumo rápido
- Gary Dauberman escreverá Five Nights at Freddy’s 3
- Emma Tammi deve voltar à direção do filme
- Projeto segue sem estreia confirmada no Brasil
Não é detalhe pequeno. Os dois filmes anteriores fizeram barulho nas bilheterias, mas ouviram a mesma crítica repetida: muito fan service, pouco filme. Agora a Blumhouse parece ter entendido que só referência de lore não segura uma franquia de cinema para sempre.
Gary Dauberman entra para atacar o maior defeito da saga
Dauberman não é qualquer contratação. Ele virou um nome forte do terror comercial moderno justamente por saber trabalhar mitologia, sustos e ritmo de estúdio sem perder o público jovem.
No currículo dele estão It: A Coisa, Annabelle, A Freira, A Hora do Vampiro e Until Dawn: Noite do Terror. É um pacote bem diferente da pegada dos roteiros anteriores, que tinham Scott Cawthon mais diretamente envolvido.
Na prática, a troca sugere uma correção de rota. Menos dependência de explicação para fã antigo. Mais foco em tensão, progressão dramática e sustos que funcionem até para quem nunca jogou Five Nights at Freddy’s.
| Ficha técnica | Detalhes confirmados |
|---|---|
| Título | Five Nights at Freddy’s 3 |
| Formato | Filme live-action |
| Gênero | Terror, suspense |
| Direção | Emma Tammi |
| Roteiro | Gary Dauberman |
| Baseado em | Games de Scott Cawthon |
| Estúdio | Blumhouse Productions |
| Distribuição | Universal Pictures |
| Status | Em desenvolvimento |
| Elenco esperado | Josh Hutcherson, Piper Rubio, Elizabeth Lail e Matthew Lillard |
Vale um cuidado: Five Nights at Freddy’s 3 aqui é o terceiro filme da série de cinema, não o jogo com o mesmo nome. Parece óbvio para quem acompanha a franquia, mas essa confusão vai aparecer bastante até o projeto ganhar trailer.

Emma Tammi fica. O tom pode mudar bastante
Emma Tammi deve retornar à direção. Isso indica continuidade visual, o que faz sentido. Os dois primeiros filmes acertaram em ambientação, design dos animatrônicos e clima de parque de diversões quebrado.
O problema nunca foi a embalagem. Era o recheio. Tinha cena com cara de pesadelo, mas o texto nem sempre segurava a tensão. Quando o filme precisava apertar, ele corria para piscadinha de fã.
Com Tammi dirigindo e Dauberman escrevendo, a combinação fica interessante. Ela mantém a identidade estética. Ele pode dar o peso dramático que faltava. Se funcionar, o terceiro filme pode ser o primeiro da saga a assustar sem pedir desculpa.
Franquia rica, crítica dura
O primeiro Five Nights at Freddy’s, lançado em 2023, terminou a corrida global com cerca de US$ 291 milhões. Não tem como fugir desse número. Para um terror de orçamento contido, foi um estouro comercial.
Já a recepção crítica foi bem mais fria. No Rotten Tomatoes, o filme ficou com reação fraca entre críticos, enquanto o público abraçou bem mais. Essa diferença diz muito sobre a saga até aqui.
O segundo filme, lançado em 2025, manteve o apelo de fandom. Só que o comentário voltou igual: referências demais, desenvolvimento de menos. Dinheiro entrou. Prestígio, nem tanto.
Mas será que isso importa para a Blumhouse? Importa, sim. Franquia que quer durar não vive só de abertura forte. Em algum momento, ela precisa parar de depender do reconhecimento da marca e começar a entregar um terror que se sustente sozinho.

Quem deve voltar para o terceiro filme
O elenco esperado mantém a espinha da história. Josh Hutcherson deve retornar como Mike Schmidt. Piper Rubio aparece novamente como Abby. Elizabeth Lail segue ligada a Vanessa.
E tem outro nome que pesa mais do que parece: Matthew Lillard. Pela lógica narrativa da franquia, William Afton e sua presença como ameaça continuam sendo peça central para qualquer terceiro capítulo.
Esse retorno ajuda porque a saga já construiu rostos reconhecíveis fora dos animatrônicos. Isso faz diferença. Terror de franquia precisa de monstro marcante, claro, mas também precisa de gente carregando o trauma entre um filme e outro.
Blumhouse quer um terror mais aberto para além do fã de game
Five Nights at Freddy’s sempre teve uma base enorme nos games, no YouTube e nas teorias de internet. Isso explica parte da força comercial. Só que cinema joga outro jogo.
Quem entra numa sala sem conhecer a lore precisa sair com a sensação de ter visto um filme inteiro, não uma coleção de referências. Os dois primeiros nem sempre equilibraram isso. O terceiro parece nascer justamente para tentar esse acerto.
Dauberman é útil por causa disso. Ele sabe montar terror de grande público. Não costuma fazer o horror mais autoral do mundo, nem precisa. A função aqui é outra: deixar a franquia mais afiada, mais tensa e menos travada pela obrigação de agradar só a comunidade.

No Brasil, ainda não há data, trailer ou plataforma
Five Nights at Freddy’s 3 segue em desenvolvimento e ainda não tem estreia confirmada no Brasil. Também não existe plataforma definida por aqui, nem informação sobre dublagem em português neste momento.
Isso vale para o filme novo, não para a franquia como um todo. O projeto ainda está na fase em que a escolha do roteirista diz mais do que qualquer imagem oficial. E, honestamente, já diz bastante.
Depois de US$ 291 milhões no primeiro longa, a Blumhouse sabe que a marca vende. O terceiro filme agora precisa provar outra coisa, bem mais difícil: que Five Nights at Freddy’s consegue ser lembrado não só pelo hype, mas pelo medo.