Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio
Filme

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio

"Adrenalina a cada curva!"

★ 6.5 2006 1h 44m 14 Ação · Crime · Drama

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (The Fast and the Furious: Tokyo Drift no original) é o filme americano de ação automobilística de 2006 dirigido por Justin Lin (sua estreia na franquia; depois dirigiria F4, F5, F6, F9 e F10)…

Diretor
Justin Lin
Elenco
Lucas Black, Nathalie Kelley, Sung Kang
Produção
MP Munich Pape Filmproductions, Original Film
Origem
Alemanha
Título original
The Fast and the Furious: Tokyo Drift

Onde Assistir Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio no Brasil

HBO Max
Globoplay
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Telecine Amazon Channel
Universal+ Amazon Channel

Sinopse

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (The Fast and the Furious: Tokyo Drift no original) é o filme americano de ação automobilística de 2006 dirigido por Justin Lin (sua estreia na franquia; depois dirigiria F4, F5, F6, F9 e F10) a partir de roteiro de Chris Morgan (futuro roteirista de todos os filmes da franquia até F9). Foi distribuído pela Universal Pictures em 16 de junho de 2006 e é o terceiro filme da franquia Velozes e Furiosos — sucessor de Velozes e Furiosos (2001) e Velozes e Furiosos 2 (2003). É também o filme que mudou completamente a direção criativa da franquia.

A história acompanha Sean Boswell (Lucas Black, Sling Blade), jovem americano problemático do interior dos Estados Unidos cujo histórico de corridas ilegais o coloca em situação legal grave. Para evitar prisão juvenil, ele é enviado para morar com o pai, oficial da Marinha americana lotado em Yokota Air Base nos arredores de Tóquio, Japão. Lá, Sean descobre uma subcultura japonesa underground de drifting — modalidade de corrida em curvas com deslizamento controlado dos pneus — e fica obcecado em dominar a técnica. Para isso, recebe mentoria de Han Seoul-Oh (Sung Kang), corredor coreano-americano carismático que se tornaria personagem icônico da franquia.

O elenco coadjuvante traz Brian Tee como o vilão DK (Drift King), antagonista yakuza japonês; Bow Wow (rapper americano) como Twinkie, amigo de Sean; Nathalie Kelley como Neela, interesse romântico; Sonny Chiba (lendário ator japonês de Kill Bill) como Kamata, chefe yakuza pai de DK; Lynda Boyd como mãe de Sean; e Vin Diesel em cameo pós-créditos como Dominic Toretto — primeira aparição dele desde Velozes e Furiosos (2001) e ponto de virada que retomaria continuidade direta com a franquia principal.

Análise — Notícias Flix

6.0
de 10

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio é o filme paradoxal da franquia — comercialmente o mais fraco dos 11 filmes da série (até F10 de 2023), mas criticamente reconhecido como o ponto de virada que salvou Velozes e Furiosos da extinção. Em 2006, a franquia estava em fase de declínio após o fracasso comercial relativo de Velozes e Furiosos 2 (2003) — Universal estava considerando encerrar a série. Tokyo Drift foi tentativa de spin-off oriental que acabou funcionando como reboot.

A aposta narrativa central foi recomeçar com tudo. Justin Lin (Better Luck Tomorrow, 2002, indie de identidade asiático-americano) foi escolha estratégica do estúdio para dirigir filme situado em Tóquio com elenco predominantemente asiático. Sem Paul Walker, Vin Diesel ou Michelle Rodriguez (todos vetaram retorno em 2006), Lin construiu mundo novo — protagonista americano novo (Lucas Black), antagonista novo, ambiente novo. Cinco anos depois do primeiro filme, era praticamente reboot.

A aposta visual foi o drifting japonês. Justin Lin pesquisou subcultura real de drifting em Tóquio — visitou ilegais em estacionamentos noturnos da cidade, entrevistou drifters profissionais, contratou Keiichi Tsuchiya (lendário Drift King real do Japão) como consultor técnico. O resultado foi um dos melhores filmes de carros americanos em termos de tecnicidade automotiva — comparado ao trabalho de John Frankenheimer em Ronin (1998) ou ao detalhe técnico de Senna (Kosinski, 2023).

Sung Kang como Han Lue foi a revelação. O ator coreano-americano, em fase pós-Better Luck Tomorrow (também dirigido por Justin Lin), construiu Han como personagem carismático que viraria queridinho dos fãs da franquia. Em Tokyo Drift, Han aparenta morrer no clímax — mas Justin Lin construiu retroativa do personagem nos filmes seguintes (F4, F5, F6) explicando que Han estava vivo. A linha temporal de Han ficou famosamente confusa entre Tokyo Drift e F4-F6 — uma das tramas-quebra-cabeça mais discutidas da franquia.

A recepção foi mista mas comercial foi decepcionante. 38% no Rotten Tomatoes, Metacritic 45, CinemaScore B. Bilheteria mundial de US$ 159 milhões sobre orçamento de US$ 85 milhões — o pior desempenho relativo da franquia. Mas Tokyo Drift estabeleceu mitologia que franquia explorou por 15 anos: Han, drifting japonês, Justin Lin como diretor (que voltou em F4 e dirigiu cinco filmes da franquia entre 2009 e 2021). Em Velozes e Furiosos 9 (2021), Justin Lin revelou que Han continuava vivo — fechando arco que começou em 2006. No Brasil, está disponível no Peacock e Apple TV (compra/aluguel).

Bilheteria

Orçamento
US$ 85 mi
Arrecadação mundial
US$ 159 mi
Retorno
1,9× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Chris Morgan
Fotografia
Stephen F. Windon
Trilha sonora
Brian Tyler
Edição
Dallas Puett
Duração
104 min

Curiosidades sobre Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

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