Perfeitos Desconhecidos
Filme

Perfeitos Desconhecidos

★ 7.9 2016 1h 37m Drama

Roma, presente. Em uma noite de eclipse lunar, sete amigos de longa data se reúnem para um jantar na casa de Eva (Kasia Smutniak) e Rocco (Marco Giallini). Os outros: Lele (Valerio Mastandrea) e Carlotta (Anna Foglietta), em rotina conjugal…

Onde assistir
Diretor
Paolo Genovese
Elenco
Giuseppe Battiston, Anna Foglietta, Marco Giallini
Produção
Medusa Film, Mediaset Premium
Origem
Itália
Título original
Perfetti sconosciuti

Onde Assistir Perfeitos Desconhecidos no Brasil

Diamond Films Amazon Channel

Sinopse

Roma, presente. Em uma noite de eclipse lunar, sete amigos de longa data se reúnem para um jantar na casa de Eva (Kasia Smutniak) e Rocco (Marco Giallini). Os outros: Lele (Valerio Mastandrea) e Carlotta (Anna Foglietta), em rotina conjugal desgastada; Cosimo (Edoardo Leo) e Bianca (Alba Rohrwacher), recém-noivos; e Peppe (Giuseppe Battiston), o solteiro do grupo.

Durante o jantar, alguém propõe um jogo: cada um colocará o celular sobre a mesa e qualquer mensagem, ligação ou notificação que chegar será lida em voz alta para todos. Se você não tem nada a esconder, não tem por que recusar. Todos aceitam. Em poucas horas, o jogo destrói tudo. Casamentos secretos, traições silenciadas, sexualidades ocultadas, decepções pessoais — cada notificação detona uma camada do que cada um achava que sabia sobre os outros.

Dirigido por Paolo Genovese, Perfeitos Desconhecidos é um dos maiores fenômenos do cinema italiano contemporâneo. Vencedor do David de Donatello (Oscar italiano) em 2016, foi refilmado 24 vezes em países diferentes — recorde Guinness mundial do filme mais refilmado.

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

Perfeitos Desconhecidos é um caso raro de cinema italiano contemporâneo que conquistou o mundo pela força do conceito antes da execução. Paolo Genovese, diretor italiano com filmografia em comédia dramática (A Primeira Coisa Bela, 2010), assumiu aqui um exercício de cinema de câmara — todo o filme se passa em um único apartamento durante uma única noite, com sete personagens em torno de uma mesa de jantar. O orçamento foi modesto, a estética é praticamente teatral, e o sucesso veio do que está no centro de cada relação humana hoje: o smartphone como caixa-preta da vida íntima.

O roteiro é o que o filme tem de melhor. Escrito a seis mãos (caso incomum no cinema), o texto constrói cada um dos sete personagens com camadas suficientes para sustentar o jogo psicológico que se seguirá. Lele, o pai vendedor que esconde mensagens sobre disforia da filha. Cosimo, o noivo com vida paralela. Eva, a anfitriã cuja "perfeição" tem trincas. Peppe, o solteiro que mente sobre namorada inexistente. Bianca, a mais jovem do grupo, em desespero pré-conjugal. Rocco, o psicanalista que escuta os outros sem se escutar. Carlotta, a esposa que descobriu coisas que escolheu não confrontar.

Genovese trabalha em ritmo paciente, deixando cada notificação ser absorvida pelos personagens — e pelo público — antes da próxima detonação. A direção é contida, sem grandes movimentos de câmera, sem montagem agressiva. A força está nos atores. O elenco coral italiano, formado por nomes consagrados do cinema nacional (Giallini, Mastandrea, Rohrwacher, Battiston), entrega performances ajustadas em escala milimétrica — cada olhar, cada silêncio, cada engasgar conta. O fato de quase nada acontecer em movimento físico durante 97 minutos é proeza de direção de atores.

A grande discussão crítica está no final. Sem revelar detalhes, o filme oferece duas leituras possíveis do desfecho — e cada espectador escolhe qual aceitar. A ambiguidade gerou polarização. Para alguns críticos, é genialidade narrativa; para outros, é covardia do roteiro de não tomar partido. A solução final ressoa o que o filme inteiro está dizendo: a maioria das pessoas escolhe não ver o que sabe.

24 remakes em países diferentes — Espanha (2017), França (2018), Alemanha, Coreia do Sul, México, Índia, China e mais — fazem dele o filme mais refilmado da história, segundo o Guinness Book. Faturou US$ 32 milhões mundial sobre orçamento modesto não divulgado, vendeu mais de 3,5 milhões de ingressos só na Itália e venceu David de Donatello (Oscar italiano) de melhor filme. Para fãs de cinema autoral europeu, é peça obrigatória da década de 2010.

Pontos fortes

  • Roteiro coletivo de seis nomes constrói sete personagens com camadas convincentes
  • Elenco coral italiano entrega performances milimétricas em ritmo de câmera
  • Direção contida de Paolo Genovese aposta em paciência narrativa
  • Conceito do jogo dos celulares funciona como dispositivo dramático poderoso
  • Recorde mundial Guinness de filme mais refilmado — 24 versões em países diferentes

Pontos fracos

  • Final ambíguo divide opinião entre genialidade e covardia narrativa
  • Estrutura inteiramente em apartamento pode parecer teatralizada demais
  • Poucos movimentos de câmera podem cansar quem busca cinema dinâmico
  • Discussão sobre privacidade digital envelheceu desde 2016 com novas tecnologias
  • Algumas reviravoltas dependem de coincidências planejadas demais
Vale a pena se: Você curte cinema italiano contemporâneo no estilo de A Grande Beleza, A Mão de Deus ou A Estranha Família, gosta de drama de câmara em espaços únicos como Festim Diabólico ou Doze Homens e Uma Sentença, e topa um filme cuja força vem do roteiro mais que do espetáculo visual.

Bilheteria

Arrecadação mundial
US$ 32 mi

Ficha técnica

Roteiro
Paolo Costella
Fotografia
Fabrizio Lucci
Trilha sonora
Maurizio Filardo
Edição
Consuelo Catucci
Duração
97 min

Curiosidades sobre Perfeitos Desconhecidos

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

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