O Padrasto
Filme

O Padrasto

★ 5.8 2009 1h 41m Terror · Thriller

Em uma manhã aparentemente comum, David Harris (Dylan Walsh) prepara o café da manhã com calma absoluta. No andar de cima, sua família está morta — esposa, três filhos, todos. David recolhe os pertences, troca de identidade e desaparece. Meses…

Onde assistir
Diretor
Nelson McCormick
Elenco
Dylan Walsh, Sela Ward, Penn Badgley
Produção
Screen Gems, Maverick Films
Origem
EUA
Título original
The Stepfather

Onde Assistir O Padrasto no Brasil

HBO Max
HBO Max Amazon Channel

Sinopse

Em uma manhã aparentemente comum, David Harris (Dylan Walsh) prepara o café da manhã com calma absoluta. No andar de cima, sua família está morta — esposa, três filhos, todos. David recolhe os pertences, troca de identidade e desaparece. Meses depois, num bairro suburbano de Portland, ele aparece com nova aparência, conhecendo Susan Harding (Sela Ward), divorciada com três filhos.

Susan se apaixona. David se muda para a casa, conquista as crianças, conversa com vizinhos, frequenta a igreja local. Tudo perfeito demais. Quando o filho mais velho, Michael (Penn Badgley), volta do internato militar nas férias, algo no relacionamento entre o padrasto e a mãe acende um alerta. Pequenos detalhes não batem: David evita fotos, troca de assunto sobre o passado, finge não conhecer os próprios livros. À medida que Michael e a namorada Kelly (Amber Heard) investigam, descobrem que toda família perfeita de David termina mal.

Dirigido por Nelson McCormick, O Padrasto é remake do clássico de 1987 com Terry O'Quinn, agora com estrutura ajustada ao público adolescente dos anos 2000.

Análise — Notícias Flix

5.4
de 10

O Padrasto de 2009 é o que acontece quando Hollywood pega thriller psicológico cult dos anos 80 e o transforma em produto adolescente para sessão de quinta-feira. O original de 1987, dirigido por Joseph Ruben com Terry O'Quinn no papel-título, é estudo perturbador sobre o homem que tenta construir família perfeita matando todas as anteriores que falham em corresponder ao ideal. Era thriller de casa, lento, claustrofóbico, com performance de O'Quinn que merecia indicação ao Oscar.

A versão de 2009 mantém a estrutura, mas perde a alma. Nelson McCormick, diretor com filmografia centrada em televisão e remakes de gênero (Pacto de Sangue 2008, também remake), entrega filme tecnicamente competente mas sem nenhum momento que justifique a refilmagem. Dylan Walsh constrói David Harris com calma adequada, mas falta a textura assustadora que O'Quinn tinha — Walsh é vilão funcional, não memorável. Penn Badgley, vindo de Gossip Girl, recebe o papel de adolescente investigador sem que o roteiro lhe dê fôlego dramático real. Amber Heard, no início da carreira, é introduzida como interesse romântico decorativo.

O grande pecado do remake é o público-alvo. Onde o original confiava na lentidão para construir paranoia, o filme de 2009 acelera a tensão para encaixar nos 101 minutos do PG-13 que abre a bilheteria adolescente. As mortes acontecem fora de tela ou são editadas para esconder violência — decisão comercial que tira dele a crueza que o original tinha. As cenas de suspeita de Michael são curtas, expositivas, sem a paciência que o gênero pede.

Tecnicamente é filme bem feito. Trilha de Charlie Clouser (compositor da franquia Jogos Mortais) sustenta tom adequado. Fotografia de Patrick Cady oferece imagem limpa de subúrbio americano. Sela Ward, no papel de mãe enganada, é o melhor ator do filme — entrega Susan com confusão emocional convincente, e a relação dela com David tem temperatura que falta no resto.

Faturou US$ 31 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 20 milhões — performance comercial modesta que basicamente cobriu o investimento sem deixar marca. Para quem nunca viu o original, funciona como thriller doméstico de matar tempo. Para quem conhece o de 1987, fica claro que o remake só existe porque era mais barato refazer com elenco jovem do que descobrir nova ideia.

Pontos fortes

  • Sela Ward entrega Susan com confusão emocional convincente
  • Trilha de Charlie Clouser (Jogos Mortais) sustenta tom adequado
  • Estrutura básica do original de 1987 ainda funciona como gancho
  • Dylan Walsh constrói David com calma funcional no papel
  • Cinematografia de Patrick Cady oferece imagem limpa de subúrbio

Pontos fracos

  • Walsh não tem a textura assustadora que Terry O'Quinn deu ao original
  • Classificação PG-13 tira a crueza que o thriller original possuía
  • Penn Badgley recebe protagonista adolescente sem fôlego dramático
  • Acelera a paranoia em vez de construí-la com paciência
  • Mortes acontecem fora de tela ou editadas para abrir bilheteria
Vale a pena se: Você procura thriller doméstico de matar tempo no streaming, gosta de filmes de stalker e família em perigo no estilo de A Mão que Balança o Berço, e topa um remake que não chega ao nível do original mas funciona como entretenimento descartável.

Bilheteria

Orçamento
US$ 20 mi
Arrecadação mundial
US$ 31 mi
Retorno
1,6× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
J.S. Cardone
Fotografia
Patrick Cady
Trilha sonora
Charlie Clouser
Edição
Eric L. Beason
Duração
101 min

Curiosidades sobre O Padrasto

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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