Onde Assistir O Padrasto no Brasil
Sinopse
Em uma manhã aparentemente comum, David Harris (Dylan Walsh) prepara o café da manhã com calma absoluta. No andar de cima, sua família está morta — esposa, três filhos, todos. David recolhe os pertences, troca de identidade e desaparece. Meses depois, num bairro suburbano de Portland, ele aparece com nova aparência, conhecendo Susan Harding (Sela Ward), divorciada com três filhos.
Susan se apaixona. David se muda para a casa, conquista as crianças, conversa com vizinhos, frequenta a igreja local. Tudo perfeito demais. Quando o filho mais velho, Michael (Penn Badgley), volta do internato militar nas férias, algo no relacionamento entre o padrasto e a mãe acende um alerta. Pequenos detalhes não batem: David evita fotos, troca de assunto sobre o passado, finge não conhecer os próprios livros. À medida que Michael e a namorada Kelly (Amber Heard) investigam, descobrem que toda família perfeita de David termina mal.
Dirigido por Nelson McCormick, O Padrasto é remake do clássico de 1987 com Terry O'Quinn, agora com estrutura ajustada ao público adolescente dos anos 2000.
Análise — Notícias Flix
O Padrasto de 2009 é o que acontece quando Hollywood pega thriller psicológico cult dos anos 80 e o transforma em produto adolescente para sessão de quinta-feira. O original de 1987, dirigido por Joseph Ruben com Terry O'Quinn no papel-título, é estudo perturbador sobre o homem que tenta construir família perfeita matando todas as anteriores que falham em corresponder ao ideal. Era thriller de casa, lento, claustrofóbico, com performance de O'Quinn que merecia indicação ao Oscar.
A versão de 2009 mantém a estrutura, mas perde a alma. Nelson McCormick, diretor com filmografia centrada em televisão e remakes de gênero (Pacto de Sangue 2008, também remake), entrega filme tecnicamente competente mas sem nenhum momento que justifique a refilmagem. Dylan Walsh constrói David Harris com calma adequada, mas falta a textura assustadora que O'Quinn tinha — Walsh é vilão funcional, não memorável. Penn Badgley, vindo de Gossip Girl, recebe o papel de adolescente investigador sem que o roteiro lhe dê fôlego dramático real. Amber Heard, no início da carreira, é introduzida como interesse romântico decorativo.
O grande pecado do remake é o público-alvo. Onde o original confiava na lentidão para construir paranoia, o filme de 2009 acelera a tensão para encaixar nos 101 minutos do PG-13 que abre a bilheteria adolescente. As mortes acontecem fora de tela ou são editadas para esconder violência — decisão comercial que tira dele a crueza que o original tinha. As cenas de suspeita de Michael são curtas, expositivas, sem a paciência que o gênero pede.
Tecnicamente é filme bem feito. Trilha de Charlie Clouser (compositor da franquia Jogos Mortais) sustenta tom adequado. Fotografia de Patrick Cady oferece imagem limpa de subúrbio americano. Sela Ward, no papel de mãe enganada, é o melhor ator do filme — entrega Susan com confusão emocional convincente, e a relação dela com David tem temperatura que falta no resto.
Faturou US$ 31 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 20 milhões — performance comercial modesta que basicamente cobriu o investimento sem deixar marca. Para quem nunca viu o original, funciona como thriller doméstico de matar tempo. Para quem conhece o de 1987, fica claro que o remake só existe porque era mais barato refazer com elenco jovem do que descobrir nova ideia.
Pontos fortes
- Sela Ward entrega Susan com confusão emocional convincente
- Trilha de Charlie Clouser (Jogos Mortais) sustenta tom adequado
- Estrutura básica do original de 1987 ainda funciona como gancho
- Dylan Walsh constrói David com calma funcional no papel
- Cinematografia de Patrick Cady oferece imagem limpa de subúrbio
Pontos fracos
- Walsh não tem a textura assustadora que Terry O'Quinn deu ao original
- Classificação PG-13 tira a crueza que o thriller original possuía
- Penn Badgley recebe protagonista adolescente sem fôlego dramático
- Acelera a paranoia em vez de construí-la com paciência
- Mortes acontecem fora de tela ou editadas para abrir bilheteria
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 20 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 31 mi
- Retorno
- 1,6× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- J.S. Cardone
- Fotografia
- Patrick Cady
- Trilha sonora
- Charlie Clouser
- Edição
- Eric L. Beason
- Duração
- 101 min
Curiosidades sobre O Padrasto
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Remake do clássico de 1987 com Terry O'Quinn
O filme original de 1987 foi dirigido por Joseph Ruben e estrelado por Terry O'Quinn (depois famoso como Locke em Lost), com performance considerada uma das mais perturbadoras dos thrillers psicológicos dos anos 80. O filme original gerou duas sequências antes deste remake.
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Terry O'Quinn recusou cameo no remake
O diretor Nelson McCormick convidou Terry O'Quinn — protagonista do original de 1987 — para uma participação especial no remake. Segundo o produtor Mark Morgan, O'Quinn recusou o convite, e o personagem passou inteiramente para Dylan Walsh.
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Penn Badgley filmou no auge de Gossip Girl
O ator interpretou Michael durante a segunda temporada de Gossip Girl, série que o tornou estrela teen da época. O Padrasto foi sua primeira tentativa de transitar para terror — caminho que ele só consolidaria muito depois com a série You.
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Charlie Clouser, ex-Nine Inch Nails
A trilha sonora foi composta por Charlie Clouser, ex-membro do Nine Inch Nails (1994-2000) e responsável pela música de toda a franquia Jogos Mortais. É um de seus poucos trabalhos em terror fora do universo Saw.
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Filmado em Los Angeles entre março e abril de 2008
A produção rodou na Grande Los Angeles, com locações principais em South Pasadena e Santa Clarita, na Califórnia, entre março e 15 de abril de 2008. Apesar da história se ambientar em Portland, Oregon, nenhuma cena foi gravada lá.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal