Onde Assistir O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida no Brasil
Sinopse
O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida é a animação de 2012 da Illumination Entertainment para a Universal Pictures, dirigida por Chris Renaud com codireção de Kyle Balda. Adaptação do livro homônimo de 1971 de Dr Seuss, o filme estreou em 2 de março de 2012, data escolhida para coincidir com o aniversário de 108 anos do autor. Danny DeVito dá voz ao Lorax, criatura laranja que defende as árvores Trúfula. Zac Efron é Ted Wiggins, Taylor Swift dubla Audrey, Ed Helms encarna o Once-ler e Rob Riggle é o prefeito vilão Aloysius O'Hare. Trilha de John Powell com letras de Cinco Paul.
Análise — Notícias Flix
O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida chegou aos cinemas em 2 de março de 2012, data milimetricamente escolhida pela Universal e pela Illumination Entertainment para coincidir com o aniversário de 108 anos de Theodor Seuss Geisel, o Dr Seuss, criador do livro original de 1971 que serviu de base para o filme. A direção ficou com Chris Renaud, vindo do sucesso de Meu Malvado Favorito de 2010, com Kyle Balda como codiretor. Cinco Paul e Ken Daurio assinaram o roteiro.
O orçamento de US$ 70 milhões rendeu US$ 351,4 milhões mundialmente, sendo US$ 214,5 milhões doméstico e US$ 136,9 milhões internacional, com abertura de US$ 70,2 milhões nos Estados Unidos. Foi a maior estreia da história da Illumination até então e a melhor abertura para qualquer adaptação de Dr Seuss em cinema. Esses números mostram o apelo comercial do projeto.
O elenco vocal foi montado em torno de Danny DeVito como o Lorax, criatura laranja peluda que se descreve como aquele que fala pelas árvores. DeVito fez algo inédito na história da Illumination: além de gravar em inglês, dublou pessoalmente o personagem em russo, alemão, italiano e espanhol, decorando as falas foneticamente nos quatro idiomas. Foi a primeira vez que um ator principal dublou seu próprio personagem em múltiplos mercados internacionais para o estúdio.
Zac Efron interpreta Ted Wiggins, jovem de Thneed-Ville que sai em busca de uma árvore de verdade para impressionar Audrey, vivida por Taylor Swift. Ed Helms dá voz ao Once-ler, o industrial arrependido que conta a história das Trúfulas, e Rob Riggle é o prefeito Aloysius O'Hare, vilão que vende ar engarrafado. Betty White entra como a Vovó Norma.
Na dublagem brasileira pela Double Sound, Julio Chaves é o Lorax e Cláudio Galvan dá voz ao Once-ler. Esses nomes reforçam o cuidado da produção com diferentes mercados. A presença de veteranos e estrelas pop ajudou a expandir o alcance do filme a públicos variados.
A trilha original ficou com John Powell, parceiro de Como Treinar Seu Dragão e da franquia Era do Gelo, com letras de Cinco Paul, também coroteirista do longa. As canções originais incluem Thneedville, This is the Place, Everybody Needs a Thneed, How Bad Can I Be? cantada por Ed Helms como Once-ler, e Let It Grow, single principal interpretado por Ester Dean. Powell trouxe sua verve para um musical infantil com toques contemporâneos.
A trilha foi lançada pela Back Lot Music em 28 de fevereiro de 2012, e o álbum de canções pela Interscope uma semana antes. How Bad Can I Be? virou viral no YouTube anos depois do lançamento, fenômeno cultural inesperado que rivalizou em alcance com o próprio filme. O sucesso tardio da canção demonstra como músicas de animação podem ganhar nova vida online.
A recepção crítica foi morna. O Rotten Tomatoes registra 53% de aprovação com 152 críticas, o Metacritic 46 em recepção mista, e o CinemaScore A, sinal de que público gostou apesar das resenhas. O consenso oficial do agregador descreve o filme como fofo e engraçado o bastante, mas com a simplicidade moral do livro de Dr Seuss perdendo-se nos valores zany de produção hollywoodiana.
A maior controvérsia foi externa ao filme. A Universal fechou quase 70 parcerias corporativas e sem fins lucrativos, transformando um livro anticonsumista de 1971 em vitrine de fraldas, panquecas, impressoras, hotéis e iogurtes. O caso mais notório foi com a Mazda; o SUV CX-5, movido a gasolina e com consumo de 35 mpg na estrada, recebeu o fictício Truffula Tree Seal of Approval em comerciais.
Esses comerciais foram criticados e destruídos por Stephen Colbert, The Atlantic e Earth Island Journal. Uma petição online acusou comercialização vulgar do legado de Dr Seuss. A ironia de um protagonista anticonsumista sendo usado para vender produtos tornou-se o epicentro do debate sobre ética de marketing em adaptações.
A Hewlett-Packard fechou parceria paralela com a Scholastic para distribuir um currículo escolar chamado Every Inkling Makes a Difference usando o Lorax. Grupos como Campaign for a Commercial-Free Childhood denunciaram o uso do filme para vender impressoras a crianças dentro de escolas públicas. A iniciativa trouxe questionamentos sobre os limites entre educação e publicidade.
Houve até uma conta paródia Fake Lorax no Twitter satirizando o exagero dos tie-ins. Hoje o caso é citado por especialistas em publicidade como uma das piores campanhas de cross-promotion da história recente. A memória coletiva mantém a contradição do filme: mensagem ambiental versus estratégia comercial massiva.
Curiosidade extra: o Once-ler virou retroativamente um dos primeiros Tumblr Sexymen, fenômeno cultural inesperado em 2012 e 2013 com milhares de fanfics e fanarts dedicadas ao vilão antropomórfico. Esse movimento precedeu personagens como Slenderman e Bendy, revelando como fandoms podem ressignificar figuras secundárias. A internet, mais uma vez, criou um destino próprio para um personagem da cultura pop.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 70 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 349 mi
- Retorno
- 5,0× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Cinco Paul
- Trilha sonora
- John Powell
- Edição
- Claire Dodgson
- Duração
- 86 min
Curiosidades sobre O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida
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Danny DeVito dublou o Lorax em cinco idiomas decorando foneticamente
Além do inglês, Danny DeVito gravou pessoalmente as falas do Lorax em russo, alemão, italiano e espanhol castelhano. Como não fala nenhum desses idiomas fluentemente, decorou as falas foneticamente. Foi a primeira vez na história da Illumination que um ator principal dublou seu próprio personagem em múltiplos mercados internacionais.
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A polêmica do Mazda CX-5: o Lorax aprovou um SUV a gasolina
Em fevereiro de 2012, a Mazda lançou comerciais afirmando que o CX-5, SUV com 35 mpg na estrada e não híbrido, havia recebido o fictício Truffula Tree Seal of Approval. A campanha foi destruída por Stephen Colbert, pelo The Atlantic e por ativistas ambientais. Uma petição online acusou comercialização vulgar do legado de Dr Seuss. Hoje é citada por especialistas em publicidade como um dos piores movie tie-ins da história.
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Setenta parcerias comerciais incluindo IHOP, HP, Comcast e Pottery Barn
O Lorax acumulou quase 70 sponsors corporativos e sem fins lucrativos, transformando um livro anticonsumista de 1971 em vitrine de fraldas, panquecas, impressoras, hotéis e iogurte. Houve até uma conta paródia Fake Lorax no Twitter satirizando o exagero dos tie-ins. A ironia foi tema de cobertura em veículos como NPR e Fast Company durante todo o ciclo de marketing.
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HP levou o Lorax para dentro da sala de aula
A Hewlett-Packard fechou parceria com a Scholastic para distribuir um currículo escolar chamado Every Inkling Makes a Difference usando o Lorax. Material de Earth Day e incentivo a imprimir e reciclar como o Lorax. Grupos como Campaign for a Commercial-Free Childhood denunciaram o uso do filme para vender impressoras a crianças dentro de escolas públicas.
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Estreia milimetricamente no aniversário de Dr Seuss
A Universal lançou o filme em 2 de março de 2012, exatamente o 108º aniversário de Theodor Seuss Geisel, que nasceu em 2 de março de 1904 e morreu em 1991. A premiere mundial ocorreu duas semanas antes, em 19 de fevereiro, no Universal Studios Hollywood. A escolha da data foi parte de marketing deliberado da Illumination.
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Maior estreia da história da Illumination até 2012
Os US$ 70,2 milhões da estreia derrubaram o recorde anterior do estúdio, que era Meu Malvado Favorito, e bateram a melhor abertura para qualquer adaptação de Dr Seuss em cinema. Superou O Gato de 2003 com Mike Myers e Horton e o Mundo dos Quem de 2008 com Jim Carrey, ambos com aberturas menores.
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Crítica racha entre visual elogiado e mensagem traída
Com 53% no Rotten Tomatoes e 46 no Metacritic, o consenso crítico foi de que a simplicidade moral do livro se perde nos valores zany de produção hollywoodiana. Mas o público deu nota A no CinemaScore, a maior dissonância crítica-audiência de uma adaptação de Dr Seuss desde O Gato. Roger Ebert deu 2,5 estrelas de 4.
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John Powell na trilha, Ester Dean cantando o single
A trilha ficou com John Powell, parceiro de Como Treinar Seu Dragão e Era do Gelo. Cinco Paul, também coroteirista, escreveu todas as letras. O single Let It Grow foi interpretado por Ester Dean. How Bad Can I Be?, cantada por Ed Helms como Once-ler, virou viral no YouTube anos depois do lançamento, fenômeno cultural inesperado.
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O Once-ler virou o primeiro Tumblr Sexyman da história
Apesar de ser um vilão antropomórfico de braços compridos, o Once-ler de Ed Helms acumulou milhares de fanfics e fanarts no Tumblr em 2012 e 2013, sendo retroativamente reconhecido como um dos primeiros Tumblr Sexymen. Fenômeno cultural que precedeu personagens como Slenderman e Bendy nos anos seguintes.
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Dublagem brasileira fugiu da Delart pela primeira vez
Diferentemente de todos os outros filmes da Illumination que historicamente são dublados na Delart no Rio, O Lorax foi o único trabalhado na Double Sound. Julio Chaves dubla o Lorax, Cláudio Galvan o Once-ler com adaptação para Umavez-Ildo, Gustavo Pereira o Ted e Angela Bonatti a Vovó Norma. Marco Ribeiro emprestou vozes adicionais.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal