Exorcistas do Vaticano
Filme

Exorcistas do Vaticano

★ 5.4 2015 1h 31m Terror · Thriller

Angela Holmes (Olivia Taylor Dudley) é uma jovem americana de 27 anos que leva uma vida comum até cortar acidentalmente o dedo durante uma festa de aniversário. A pequena ferida desencadeia infecção que a leva ao hospital — onde, em…

Diretor
Mark Neveldine
Elenco
Olivia Taylor Dudley, Michael Peña, Peter Andersson
Produção
Lionsgate, Lakeshore Entertainment
Origem
EUA
Título original
The Vatican Tapes

Onde Assistir Exorcistas do Vaticano no Brasil

Diamond Films Amazon Channel

Sinopse

Angela Holmes (Olivia Taylor Dudley) é uma jovem americana de 27 anos que leva uma vida comum até cortar acidentalmente o dedo durante uma festa de aniversário. A pequena ferida desencadeia infecção que a leva ao hospital — onde, em vez de melhorar, ela passa a apresentar comportamentos cada vez mais inexplicáveis: dias sem comer, sangue sem ferimento aparente, e mortes ao seu redor.

O Padre Lozano (Michael Peña), capelão do hospital e ex-militar, suspeita que o caso vai além de transtorno mental. Ele leva o problema ao Vaticano, que envia o Cardeal Bruun (Peter Andersson) e o Vigário Imani (Djimon Hounsou) para avaliar uma possível possessão demoníaca. O exorcismo, porém, revela que a presença em Angela é poderosa demais para os ritos tradicionais — e ligada a profecias do Anticristo.

Dirigido por Mark Neveldine, conhecido pela parceria com Brian Taylor em Crank (2006) e Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011), Exorcistas do Vaticano marca a estreia solo do diretor sem o parceiro — adaptando o subgênero do exorcismo para a era pós-Conjuring.

Análise — Notícias Flix

4.6
de 10

Exorcistas do Vaticano é o caso clássico de filme que tenta surfar a onda criada por outro sem entender o que faz a onda funcionar. Em 2015, dois anos depois de Invocação do Mal de James Wan ter consolidado o cinema de exorcismo moderno como gênero rentável, a Lionsgate apostou em fórmula similar — Mark Neveldine na direção, atmosfera católica, possessão progressiva — esperando capturar parte do mesmo público. Não capturou.

O problema começa na escolha do diretor. Mark Neveldine, vindo da estreia solo depois da carreira em dupla com Brian Taylor (Crank, Crank 2, Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança), tem estilo visual identificável — câmera cinética, montagem agressiva, energia adrenalinada. Tudo o oposto do que o gênero do exorcismo pede. Filmes como Invocação do Mal funcionam pela paciência da câmera fixa, pela construção lenta da paranoia, pelos silêncios que precedem o susto. Aqui, Neveldine acelera tudo — e a tensão evapora antes de se acumular.

Olivia Taylor Dudley entrega Angela com fisicalidade adequada nas cenas de possessão, mas o roteiro de Christopher Borrelli e Michael C. Martin lhe dá pouco material humano nos momentos de lucidez. Michael Peña, em uma de suas raras incursões em horror, está claramente desconfortável no registro — ator que brilha em comédia (As Trapaças, Homem-Formiga) e drama de tensão (American Hustle), aqui parece estar em filme errado. Djimon Hounsou aparece em poucas cenas, em modo veterano-em-serviço pago.

A trilha sonora de Joseph Bishara (compositor de Insidious, Invocação do Mal e franquia Annabelle) é o que mais funciona tecnicamente. Bishara é o compositor mais respeitado do horror moderno, e mesmo num filme menor ele entrega motivos sonoros eficazes — strings dissonantes, percussão demoníaca, coros distorcidos. O design de som é melhor que o roteiro merecia.

A bilheteria foi catastrófica. US$ 13,4 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 13 milhões — recuperação apenas marginal, com performance doméstica especialmente fraca: US$ 1,7 milhão nos EUA. CinemaScore C dos espectadores. 20% no Rotten Tomatoes. O filme rapidamente foi para mercados secundários e hoje sobrevive apenas como referência menor na filmografia de Michael Peña e Djimon Hounsou. Para fãs de exorcismo cinematográfico, é versão B do gênero. Para os demais, esquecível.

Pontos fortes

  • Trilha sonora de Joseph Bishara (Insidious, Invocação do Mal) sustenta tensão
  • Olivia Taylor Dudley entrega fisicalidade adequada nas cenas de possessão
  • Premissa bíblica liga a possessão a profecias do Anticristo
  • Design de som superior à média do subgênero exorcismo de orçamento médio
  • Djimon Hounsou e Michael Peña como reforço de elenco reconhecível

Pontos fracos

  • Estilo cinético de Mark Neveldine não combina com o gênero exorcismo
  • Michael Peña está visivelmente desconfortável em registro de horror
  • Roteiro entrega Angela como ideia de possuída, não personagem humana
  • Tenta replicar Invocação do Mal sem entender por que Wan funcionou
  • Bilheteria catastrófica de US$ 1,7 milhão nos EUA contra orçamento de US$ 13 milhões
Vale a pena se: Você curte cinema de exorcismo e possessão demoníaca no estilo Invocação do Mal e A Última Profecia, gosta de Michael Peña em qualquer registro, e topa um filme de gênero B com trilha de horror competente — sem cobrar profundidade do roteiro.

Bilheteria

Orçamento
US$ 13 mi
Arrecadação mundial
US$ 2 mi
Retorno
0,1× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Christopher Borrelli
Fotografia
Gerardo Madrazo
Trilha sonora
Joseph Bishara
Edição
Eric Potter
Duração
91 min

Curiosidades sobre Exorcistas do Vaticano

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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