Onde Assistir Exorcistas do Vaticano no Brasil
Sinopse
Angela Holmes (Olivia Taylor Dudley) é uma jovem americana de 27 anos que leva uma vida comum até cortar acidentalmente o dedo durante uma festa de aniversário. A pequena ferida desencadeia infecção que a leva ao hospital — onde, em vez de melhorar, ela passa a apresentar comportamentos cada vez mais inexplicáveis: dias sem comer, sangue sem ferimento aparente, e mortes ao seu redor.
O Padre Lozano (Michael Peña), capelão do hospital e ex-militar, suspeita que o caso vai além de transtorno mental. Ele leva o problema ao Vaticano, que envia o Cardeal Bruun (Peter Andersson) e o Vigário Imani (Djimon Hounsou) para avaliar uma possível possessão demoníaca. O exorcismo, porém, revela que a presença em Angela é poderosa demais para os ritos tradicionais — e ligada a profecias do Anticristo.
Dirigido por Mark Neveldine, conhecido pela parceria com Brian Taylor em Crank (2006) e Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011), Exorcistas do Vaticano marca a estreia solo do diretor sem o parceiro — adaptando o subgênero do exorcismo para a era pós-Conjuring.
Análise — Notícias Flix
Exorcistas do Vaticano é o caso clássico de filme que tenta surfar a onda criada por outro sem entender o que faz a onda funcionar. Em 2015, dois anos depois de Invocação do Mal de James Wan ter consolidado o cinema de exorcismo moderno como gênero rentável, a Lionsgate apostou em fórmula similar — Mark Neveldine na direção, atmosfera católica, possessão progressiva — esperando capturar parte do mesmo público. Não capturou.
O problema começa na escolha do diretor. Mark Neveldine, vindo da estreia solo depois da carreira em dupla com Brian Taylor (Crank, Crank 2, Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança), tem estilo visual identificável — câmera cinética, montagem agressiva, energia adrenalinada. Tudo o oposto do que o gênero do exorcismo pede. Filmes como Invocação do Mal funcionam pela paciência da câmera fixa, pela construção lenta da paranoia, pelos silêncios que precedem o susto. Aqui, Neveldine acelera tudo — e a tensão evapora antes de se acumular.
Olivia Taylor Dudley entrega Angela com fisicalidade adequada nas cenas de possessão, mas o roteiro de Christopher Borrelli e Michael C. Martin lhe dá pouco material humano nos momentos de lucidez. Michael Peña, em uma de suas raras incursões em horror, está claramente desconfortável no registro — ator que brilha em comédia (As Trapaças, Homem-Formiga) e drama de tensão (American Hustle), aqui parece estar em filme errado. Djimon Hounsou aparece em poucas cenas, em modo veterano-em-serviço pago.
A trilha sonora de Joseph Bishara (compositor de Insidious, Invocação do Mal e franquia Annabelle) é o que mais funciona tecnicamente. Bishara é o compositor mais respeitado do horror moderno, e mesmo num filme menor ele entrega motivos sonoros eficazes — strings dissonantes, percussão demoníaca, coros distorcidos. O design de som é melhor que o roteiro merecia.
A bilheteria foi catastrófica. US$ 13,4 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 13 milhões — recuperação apenas marginal, com performance doméstica especialmente fraca: US$ 1,7 milhão nos EUA. CinemaScore C dos espectadores. 20% no Rotten Tomatoes. O filme rapidamente foi para mercados secundários e hoje sobrevive apenas como referência menor na filmografia de Michael Peña e Djimon Hounsou. Para fãs de exorcismo cinematográfico, é versão B do gênero. Para os demais, esquecível.
Pontos fortes
- Trilha sonora de Joseph Bishara (Insidious, Invocação do Mal) sustenta tensão
- Olivia Taylor Dudley entrega fisicalidade adequada nas cenas de possessão
- Premissa bíblica liga a possessão a profecias do Anticristo
- Design de som superior à média do subgênero exorcismo de orçamento médio
- Djimon Hounsou e Michael Peña como reforço de elenco reconhecível
Pontos fracos
- Estilo cinético de Mark Neveldine não combina com o gênero exorcismo
- Michael Peña está visivelmente desconfortável em registro de horror
- Roteiro entrega Angela como ideia de possuída, não personagem humana
- Tenta replicar Invocação do Mal sem entender por que Wan funcionou
- Bilheteria catastrófica de US$ 1,7 milhão nos EUA contra orçamento de US$ 13 milhões
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 13 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 2 mi
- Retorno
- 0,1× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Christopher Borrelli
- Fotografia
- Gerardo Madrazo
- Trilha sonora
- Joseph Bishara
- Edição
- Eric Potter
- Duração
- 91 min
Curiosidades sobre Exorcistas do Vaticano
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Estreia solo de Mark Neveldine separado de Brian Taylor
Mark Neveldine construiu carreira como diretor em dupla com Brian Taylor — assinaram juntos Crank (2006), Crank 2 (2009), Gamer (2009) e Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2011). Exorcistas do Vaticano (2015) foi o primeiro longa que ele dirigiu solo, sem o parceiro habitual.
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Trilha sonora do compositor mais respeitado do horror
A música é assinada por Joseph Bishara, compositor de Insidious, da franquia Invocação do Mal e dos filmes Annabelle. Bishara é considerado um dos nomes mais influentes da trilha sonora de horror desde 2010 — também atua como ator, interpretando o Lipstick-Face Demon de Insidious e Bathsheba em Invocação do Mal.
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Bilheteria modesta de US$ 13,4 milhões mundiais
O filme arrecadou US$ 13,4 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 13 milhões — recuperação apenas marginal. A performance doméstica nos EUA foi especialmente fraca: US$ 1,78 milhão em 427 salas no lançamento de 24 de julho de 2015, terminando o circuito comercial após quatro semanas.
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Recepção crítica negativa generalizada
O filme recebeu 20% de aprovação no Rotten Tomatoes baseado em 46 críticas, e 38/100 no Metacritic — classificação "geralmente desfavorável". Espectadores entrevistados pelo CinemaScore deram nota C, em escala que vai de A+ a F.
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Michael Peña fora do registro habitual
O Padre Lozano marca uma das raras incursões de Michael Peña em horror religioso — o ator construiu carreira em comédia (As Trapaças, franquia Homem-Formiga da Marvel) e drama de tensão (American Hustle, Vince do filme End of Watch).
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal