Crepúsculo
Filme

Crepúsculo

"Edward é um vampiro. Ele está morto de sede pelo meu sangue. E eu estou perdidamente apaixonada por ele."

★ 6.3 2008 2h 2m 12 Drama · Fantasia · Romance

Isabella "Bella" Swan (Kristen Stewart) é uma adolescente de 17 anos que deixa Phoenix para morar com o pai Charlie (Billy Burke), xerife da pequena Forks — cidade chuvosa em Washington onde o sol raramente aparece. A mãe vai começar…

Onde assistir
Diretor
Catherine Hardwicke
Elenco
Kristen Stewart, Robert Pattinson, Billy Burke
Produção
Summit Entertainment, Temple Hill Entertainment
Origem
Reino Unido
Título original
Twilight

Onde Assistir Crepúsculo no Brasil

Netflix
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Globoplay
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Telecine Amazon Channel
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Sinopse

Isabella "Bella" Swan (Kristen Stewart) é uma adolescente de 17 anos que deixa Phoenix para morar com o pai Charlie (Billy Burke), xerife da pequena Forks — cidade chuvosa em Washington onde o sol raramente aparece. A mãe vai começar nova vida com o marido jogador de beisebol, e Bella não quer atrapalhar.

Na nova escola, Bella nota imediatamente um grupo de irmãos misteriosos: pele pálida, beleza incomum, comportamento distante. Edward Cullen (Robert Pattinson) é o que chama mais atenção — e o único que parece reagir negativamente à presença dela. O fascínio vira obsessão mútua quando Edward salva Bella de um acidente impossível: ele para um carro com a mão. A partir daí, a verdade dos Cullen se revela — vampiros que escolheram não se alimentar de humanos. Edward está apaixonado, mas o cheiro do sangue de Bella pode quebrar todo o controle que ele construiu por décadas.

Dirigido por Catherine Hardwicke, Crepúsculo adapta o romance homônimo de Stephenie Meyer publicado em 2005. O filme arrecadou US$ 393 milhões mundiais e abriu uma franquia de cinco filmes.

Análise — Notícias Flix

6.4
de 10

Crepúsculo é o filme que dividiu uma geração — entre adolescentes obcecadas e críticos exasperados — e cuja influência cultural é maior que sua qualidade objetiva como cinema. Catherine Hardwicke, vinda da estreia indie elogiada de Aos Treze (2003), assumiu a adaptação do best-seller de Stephenie Meyer com orçamento modesto de US$ 37 milhões e a missão impossível de agradar a base de fãs do livro sem perder o público novo. Conseguiu — e o fenômeno comercial que se seguiu transformou Hollywood pelos anos seguintes.

A escolha mais corajosa de Hardwicke é a estética. Em vez de tratar o material como horror gótico convencional ou romance hollywoodiano polido, ela imprime ao filme uma paleta de azuis-cinzentos saturados, câmera nervosa quase indie, edição emocional que prioriza closes prolongados sobre o rosto de Stewart e Pattinson. O resultado parece filme de gênero pequeno feito por diretora autoral — leitura que envelheceu surpreendentemente bem comparada às continuações dirigidas por Chris Weitz, David Slade e Bill Condon, que abandonaram essa estética em favor de blockbuster mais limpo.

A química entre Kristen Stewart e Robert Pattinson é o motor do filme. Stewart constrói Bella como adolescente reservada, deslocada, em registro distintamente naturalista — e foi criticada na época por isso ("falta de expressão") antes de se reabilitar como uma das atrizes mais respeitadas de sua geração depois de Spencer e Personal Shopper. Pattinson, em personagem que pediam ao mesmo tempo carisma sobrenatural e timidez adolescente, entrega Edward em performance estilizada que ele mesmo passou anos depois ironizando — sem nunca conseguir negar que funcionou. A audição em que ele beijou Stewart na cama da diretora e caiu da cama é parte da mitologia.

O ponto mais discutido é o roteiro de Melissa Rosenberg. Os diálogos do livro de Meyer já eram caricaturais ("Você é minha vida agora"), e o filme preserva muito disso. A linha do tempo mistura abruptamente romance escolar com perigo vampírico no terceiro ato, introduzindo o vilão James (Cam Gigandet) tarde demais para que o conflito tenha peso. Mas o público-alvo aceitou. Faturou US$ 69,6 milhões só na estreia americana — recorde histórico para filme dirigido por mulher, batendo Mimi Leder em Impacto Profundo (1998). Total mundial: US$ 393 milhões sobre orçamento de US$ 37 milhões.

Hoje, com 17 anos de distância, Crepúsculo se reabilita como objeto cultural. Foi a porta de entrada de toda uma geração no cinema vampiresco contemporâneo, abriu caminho para Jogos Vorazes e Divergente, e transformou a relação Hollywood com adaptações de young adult. Tecnicamente, segue irregular. Como fenômeno, é peça obrigatória.

Pontos fortes

  • Estética indie de Hardwicke envelheceu melhor que as continuações da saga
  • Química entre Kristen Stewart e Robert Pattinson sustenta o filme
  • Paleta de azuis-cinzentos cria identidade visual única na franquia
  • Trilha sonora indie com Muse, Iron & Wine e Paramore virou marco
  • Recorde histórico de bilheteria de estreia para filme dirigido por mulher

Pontos fracos

  • Roteiro de Melissa Rosenberg preserva diálogos caricaturais do livro
  • Vilão James introduzido tarde demais para gerar tensão real
  • Performance de Stewart foi muito criticada antes da reabilitação posterior
  • Edição irregular mistura romance escolar com perigo vampírico abruptamente
  • CGI da corrida de Edward na floresta envelheceu visivelmente mal
Vale a pena se: Você foi adolescente nos anos 2000 ou tem nostalgia da era pré-Marvel, gosta de romances vampiros no estilo Buffy, Boas Maneiras ou Entrevista com o Vampiro, e topa um filme que define toda uma geração de young adult no cinema mesmo com falhas técnicas evidentes.

Bilheteria

Orçamento
US$ 37 mi
Arrecadação mundial
US$ 394 mi
Retorno
10,6× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Melissa Rosenberg
Fotografia
Elliot Davis
Trilha sonora
Lizzy Pattinson
Edição
Nancy Richardson
Duração
122 min

Curiosidades sobre Crepúsculo

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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