Cidade de Deus
Filme

Cidade de Deus

"Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come."

★ 8.4 2002 2h 10m 16 Crime · Drama

Buscapé cresce na Cidade de Deus, favela carioca marcada pela violência crescente do tráfico, sonhando em escapar desse destino através da fotografia. Enquanto ele observa o bairro se transformar ao longo de décadas, testemunha a ascensão brutal de Zé Pequeno,…

Onde assistir
Diretor
Fernando Meirelles
Elenco
Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino, Phellipe Haagensen
Produção
O2 Filmes, VideoFilmes
Origem
Brasil

Onde Assistir Cidade de Deus no Brasil

Netflix
HBO Max
Globoplay
Netflix Standard with Ads
HBO Max Amazon Channel

Sinopse

Buscapé cresce na Cidade de Deus, favela carioca marcada pela violência crescente do tráfico, sonhando em escapar desse destino através da fotografia. Enquanto ele observa o bairro se transformar ao longo de décadas, testemunha a ascensão brutal de Zé Pequeno, garoto que cresce junto com ele mas escolhe o caminho oposto, tornando-se um dos criminosos mais temidos da região. A narrativa acompanha as trajetórias cruzadas de dezenas de personagens que passam pela Cidade de Deus entre os anos 1960 e 1980, mostrando como o mesmo lugar pode gerar destinos completamente diferentes dependendo das escolhas e das oportunidades disponíveis para cada um. Quando Buscapé finalmente consegue uma câmera fotográfica, ela se torna tanto sua salvação pessoal quanto uma ferramenta perigosa dentro da guerra territorial que consome o bairro.

Análise — Notícias Flix

Título original: Cidade de Deus

O retrato que mudou o cinema brasileiro

"Cidade de Deus" não é só um dos filmes brasileiros mais premiados internacionalmente. É também um divisor de águas na forma de filmar periferia no Brasil. Fernando Meirelles e Kátia Lund optaram por um elenco majoritariamente formado por atores não profissionais, recrutados em oficinas dentro de comunidades cariocas, o que deu ao filme uma textura quase documental que nenhuma produção anterior havia alcançado no país.

A narrativa acompanha décadas de transformação do bairro Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, através dos olhos de Buscapé, interpretado por Alexandre Rodrigues. Enquanto ele busca uma saída pela fotografia, o filme constrói em paralelo a ascensão de Zé Pequeno, um dos vilões mais marcantes do cinema brasileiro, vivido por Leandro Firmino com uma intensidade que rendeu ao ator reconhecimento internacional imediato.

A montagem acelerada, a fotografia saturada em tons de terra e a trilha sonora que mistura samba, funk e música disco criam um ritmo quase hipnótico, mesmo diante da violência crua retratada na tela. Meirelles recusou estética de denúncia piedosa: prefere mostrar a complexidade dos personagens, incluindo as crianças que disputam território com armas antes mesmo da adolescência.

O impacto foi imediato. O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, incluindo melhor diretor, recorde até hoje para uma produção brasileira, e abriu espaço internacional para uma nova geração de cineastas do país. Mais de duas décadas depois, segue sendo referência obrigatória quando o assunto é cinema que retrata desigualdade social sem perder força dramática.

Curiosidades

  • A maioria do elenco nunca tinha atuado antes: os diretores promoveram oficinas de teatro em comunidades do Rio de Janeiro durante meses para recrutar e treinar os atores que vivem os personagens principais.
  • O livro original é semi-autobiográfico: Paulo Lins, autor do romance que deu origem ao roteiro, cresceu na própria Cidade de Deus e baseou boa parte da história em fatos reais que testemunhou.
  • Recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004: melhor diretor, roteiro adaptado, fotografia e montagem, recorde de indicações para um filme brasileiro que segue intacto até hoje.
  • Não venceu nenhuma categoria no Oscar, mas o reconhecimento elevou o status do cinema brasileiro no circuito internacional de forma definitiva.
  • Leandro Firmino, o Zé Pequeno, tinha apenas 19 anos durante as filmagens e construiu o tom ameaçador do personagem observando lideranças reais do tráfico descritas no roteiro.
  • A produção rendeu uma série derivada, "Cidade dos Homens", que expandiu personagens secundários do filme original e também alcançou reconhecimento internacional.
  • O filme custou cerca de R$ 8 milhões e se tornou um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional na época, além de continuar gerando receita em listas de melhores filmes da história do cinema mundial.

Bilheteria

Orçamento
US$ 3 mi
Arrecadação mundial
US$ 31 mi
Retorno
9,3× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Bráulio Mantovani
Fotografia
César Charlone
Trilha sonora
Ed Cortês
Edição
Daniel Rezende
Duração
130 min

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

Galeria

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