Onde Assistir Asterix e Obelix no Reino do Meio no Brasil
Sinopse
50 a.C. Na Gália ainda resistente ao Império Romano, a aldeia irredutível dos guerreiros liderados por Asterix (Guillaume Canet) e Obelix (Gilles Lellouche) recebe uma visita inesperada: a princesa chinesa Fu Yi (Julie Chen), que cruzou a Eurásia em fuga do tirano que tomou o trono de sua mãe, a imperatriz da China.
Asterix e Obelix decidem ajudar Fu Yi a recuperar o trono. A jornada atravessa o continente — passando por reinos exóticos, encontrando samurais, magos chineses e aliados improváveis — enquanto os galeses precisam adaptar suas pancadas tradicionais a estilos de luta orientais. Em paralelo, Júlio César (Vincent Cassel) descobre o desaparecimento da princesa e despacha tropas romanas para o Oriente. Cleópatra (Marion Cotillard) volta como velha aliada da causa.
Dirigido por Guillaume Canet, é o quinto filme em live-action da franquia francesa baseada nos quadrinhos de René Goscinny e Albert Uderzo (1959). Custou US$ 72 milhões — um dos maiores orçamentos do cinema francês — e arrecadou US$ 46 milhões mundialmente.
Análise — Notícias Flix
Asterix e Obelix no Reino do Meio é um filme cuja história de produção é mais interessante que o resultado em tela. Guillaume Canet, ator e cineasta francês conhecido também por Quem é Você, Eve? (2018) e Pequenas Mentiras Entre Amigos (2010), assumiu a tarefa de relançar a franquia depois do hiato de mais de dez anos desde Asterix nos Jogos Olímpicos (2008). O orçamento de US$ 72 milhões, um dos maiores da história do cinema francês, traduz a ambição: era para ser blockbuster nacional, exportável internacionalmente, com olho no mercado chinês.
A escolha de levar Asterix e Obelix à China veio com plano comercial específico. Alain Attal (produtor da Tresor Films) e Canet visitaram a China junto com o presidente francês Emmanuel Macron para apresentar o projeto às autoridades chinesas, conseguir permissão de filmagem em locação no país, parceria de coprodução com firma chinesa e distribuição local. A pandemia de Covid-19 inviabilizou tudo. As filmagens, originalmente planejadas para 2020 na China, foram adiadas em um ano e relocadas para a França. Estúdios franceses tentaram reproduzir paisagens chinesas, com efeitos visuais da MPC Paris.
O elenco é onde o filme reúne nomes mais sólidos da história da produção. Guillaume Canet como Asterix, Gilles Lellouche como Obelix, Vincent Cassel como Júlio César, Marion Cotillard como Cleópatra. O coadjuvante mais inusitado é o jogador sueco Zlatan Ibrahimović, no papel de Antivírus, guarda-costas de César — escolha que dividiu fãs e crítica em partes iguais. José Garcia, Jonathan Cohen e Julie Chen completam um elenco coral de dezenas de personagens.
O problema central está no roteiro de Canet, Julien Hervé e Philippe Mechelen. A trama é dispersa, com tramas paralelas que não convergem com força — Asterix e Obelix viajando, César planejando, Cleópatra aparecendo em cenas de fanservice. Os gags visuais clássicos da franquia (Obelix derrubando legionários com tapas, Asterix bebendo a poção mágica, druida Panoramix com a marmita) repetem fórmulas dos filmes anteriores sem renová-las. A direção de arte é farta e colorida, mas o ritmo cômico tropeça frequentemente em piadas que funcionariam melhor com tradução cultural mais cuidadosa.
A bilheteria foi mista. Atraiu 4,5 milhões de espectadores na França — número expressivo para o mercado local. Mas internacionalmente, o filme arrecadou apenas US$ 46 milhões mundialmente sobre US$ 72 milhões de orçamento, considerada uma das maiores derrotas comerciais do cinema francês recente. Fora dos países francófonos, ficou sem distribuição substancial. 44% no Rotten Tomatoes (sobre amostra pequena de 9 críticas) confirma recepção dividida. Para fãs da franquia, é peça de catálogo. Para quem nunca leu os quadrinhos, é introdução visualmente colorida mas narrativamente desorientada.
Pontos fortes
- Elenco francês de primeira: Guillaume Canet, Marion Cotillard, Vincent Cassel
- Direção de arte farta e colorida com efeitos visuais da MPC Paris
- Ambição de internacionalizar a franquia francesa para mercados asiáticos
- Atraiu 4,5 milhões de espectadores na França — sucesso de mercado local
- Quinto filme live-action da franquia mantém afeto pelo material original
Pontos fracos
- Bilheteria mundial de US$ 46 milhões sobre orçamento de US$ 72 milhões — flop internacional
- Pandemia inviabilizou filmagem original na China — paisagens reproduzidas em estúdio na França
- Trama dispersa com várias subtramas paralelas que não convergem
- Gags clássicos da franquia repetem fórmulas sem renovação criativa
- Zlatan Ibrahimović como Antivírus dividiu fãs com performance amadora
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 72 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 46 mi
- Retorno
- 0,6× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Julien Hervé
- Fotografia
- André Chemetoff
- Trilha sonora
- Matthieu Chedid
- Duração
- 111 min
Curiosidades sobre Asterix e Obelix no Reino do Meio
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Pandemia obrigou troca da China pela França
O filme era para ser rodado na China em 2020 — Alain Attal e Guillaume Canet visitaram o país junto com o presidente Emmanuel Macron para conseguir as permissões de filmagem. A Covid-19 inviabilizou tudo, as filmagens foram adiadas em um ano e relocadas inteiramente para a França, com efeitos visuais reproduzindo paisagens chinesas via MPC Paris.
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Zlatan Ibrahimović no elenco como guarda-costas de César
O lendário jogador sueco de futebol Zlatan Ibrahimović interpreta Antivírus, guarda-costas musculoso de Júlio César. Foi sua estreia em filme de gênero — escolha do estúdio para gerar buzz internacional, embora a performance tenha dividido fãs e crítica.
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Maior orçamento da história do cinema francês
O orçamento de US$ 72 milhões coloca o filme entre as produções francesas mais caras já realizadas. A franquia Asterix em live-action tem histórico de orçamentos elevados pelos padrões nacionais — Asterix nos Jogos Olímpicos (2008) também havia custado mais de €70 milhões na época.
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Quinto filme live-action da franquia
O Reino do Meio é o quinto filme live-action de Asterix, somando-se a Asterix e Obelix Contra César (1999), Asterix e Obelix: Missão Cleópatra (2002), Astérix nas Olimpíadas (2008) e Asterix e Obelix a Serviço de Sua Majestade (2012). Os quadrinhos originais de René Goscinny e Albert Uderzo começaram em 1959.
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Sucesso na França, fracasso fora dela
Apesar de atrair 4,5 milhões de espectadores na França — número expressivo para mercado local —, o filme arrecadou apenas US$ 46 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 72 milhões. Foi considerado um dos maiores fracassos comerciais do cinema francês recente, com distribuição limitada fora de países francófonos.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal