Asterix e Obelix no Reino do Meio
Filme

Asterix e Obelix no Reino do Meio

★ 4.8 2023 1h 51m 12 Aventura · Comédia · Família

50 a.C. Na Gália ainda resistente ao Império Romano, a aldeia irredutível dos guerreiros liderados por Asterix (Guillaume Canet) e Obelix (Gilles Lellouche) recebe uma visita inesperada: a princesa chinesa Fu Yi (Julie Chen), que cruzou a Eurásia em fuga…

Diretor
Guillaume Canet
Elenco
Guillaume Canet, Gilles Lellouche, Vincent Cassel
Produção
Les Éditions Albert René, Les Enfants Terribles
Origem
França
Título original
Astérix & Obélix : L'Empire du Milieu

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Sinopse

50 a.C. Na Gália ainda resistente ao Império Romano, a aldeia irredutível dos guerreiros liderados por Asterix (Guillaume Canet) e Obelix (Gilles Lellouche) recebe uma visita inesperada: a princesa chinesa Fu Yi (Julie Chen), que cruzou a Eurásia em fuga do tirano que tomou o trono de sua mãe, a imperatriz da China.

Asterix e Obelix decidem ajudar Fu Yi a recuperar o trono. A jornada atravessa o continente — passando por reinos exóticos, encontrando samurais, magos chineses e aliados improváveis — enquanto os galeses precisam adaptar suas pancadas tradicionais a estilos de luta orientais. Em paralelo, Júlio César (Vincent Cassel) descobre o desaparecimento da princesa e despacha tropas romanas para o Oriente. Cleópatra (Marion Cotillard) volta como velha aliada da causa.

Dirigido por Guillaume Canet, é o quinto filme em live-action da franquia francesa baseada nos quadrinhos de René Goscinny e Albert Uderzo (1959). Custou US$ 72 milhões — um dos maiores orçamentos do cinema francês — e arrecadou US$ 46 milhões mundialmente.

Análise — Notícias Flix

5.0
de 10

Asterix e Obelix no Reino do Meio é um filme cuja história de produção é mais interessante que o resultado em tela. Guillaume Canet, ator e cineasta francês conhecido também por Quem é Você, Eve? (2018) e Pequenas Mentiras Entre Amigos (2010), assumiu a tarefa de relançar a franquia depois do hiato de mais de dez anos desde Asterix nos Jogos Olímpicos (2008). O orçamento de US$ 72 milhões, um dos maiores da história do cinema francês, traduz a ambição: era para ser blockbuster nacional, exportável internacionalmente, com olho no mercado chinês.

A escolha de levar Asterix e Obelix à China veio com plano comercial específico. Alain Attal (produtor da Tresor Films) e Canet visitaram a China junto com o presidente francês Emmanuel Macron para apresentar o projeto às autoridades chinesas, conseguir permissão de filmagem em locação no país, parceria de coprodução com firma chinesa e distribuição local. A pandemia de Covid-19 inviabilizou tudo. As filmagens, originalmente planejadas para 2020 na China, foram adiadas em um ano e relocadas para a França. Estúdios franceses tentaram reproduzir paisagens chinesas, com efeitos visuais da MPC Paris.

O elenco é onde o filme reúne nomes mais sólidos da história da produção. Guillaume Canet como Asterix, Gilles Lellouche como Obelix, Vincent Cassel como Júlio César, Marion Cotillard como Cleópatra. O coadjuvante mais inusitado é o jogador sueco Zlatan Ibrahimović, no papel de Antivírus, guarda-costas de César — escolha que dividiu fãs e crítica em partes iguais. José Garcia, Jonathan Cohen e Julie Chen completam um elenco coral de dezenas de personagens.

O problema central está no roteiro de Canet, Julien Hervé e Philippe Mechelen. A trama é dispersa, com tramas paralelas que não convergem com força — Asterix e Obelix viajando, César planejando, Cleópatra aparecendo em cenas de fanservice. Os gags visuais clássicos da franquia (Obelix derrubando legionários com tapas, Asterix bebendo a poção mágica, druida Panoramix com a marmita) repetem fórmulas dos filmes anteriores sem renová-las. A direção de arte é farta e colorida, mas o ritmo cômico tropeça frequentemente em piadas que funcionariam melhor com tradução cultural mais cuidadosa.

A bilheteria foi mista. Atraiu 4,5 milhões de espectadores na França — número expressivo para o mercado local. Mas internacionalmente, o filme arrecadou apenas US$ 46 milhões mundialmente sobre US$ 72 milhões de orçamento, considerada uma das maiores derrotas comerciais do cinema francês recente. Fora dos países francófonos, ficou sem distribuição substancial. 44% no Rotten Tomatoes (sobre amostra pequena de 9 críticas) confirma recepção dividida. Para fãs da franquia, é peça de catálogo. Para quem nunca leu os quadrinhos, é introdução visualmente colorida mas narrativamente desorientada.

Pontos fortes

  • Elenco francês de primeira: Guillaume Canet, Marion Cotillard, Vincent Cassel
  • Direção de arte farta e colorida com efeitos visuais da MPC Paris
  • Ambição de internacionalizar a franquia francesa para mercados asiáticos
  • Atraiu 4,5 milhões de espectadores na França — sucesso de mercado local
  • Quinto filme live-action da franquia mantém afeto pelo material original

Pontos fracos

  • Bilheteria mundial de US$ 46 milhões sobre orçamento de US$ 72 milhões — flop internacional
  • Pandemia inviabilizou filmagem original na China — paisagens reproduzidas em estúdio na França
  • Trama dispersa com várias subtramas paralelas que não convergem
  • Gags clássicos da franquia repetem fórmulas sem renovação criativa
  • Zlatan Ibrahimović como Antivírus dividiu fãs com performance amadora
Vale a pena se: Você é fã das HQs de Asterix e Obelix de Goscinny e Uderzo, gostou dos filmes anteriores em live-action (Os 12 Trabalhos, Astérix e Obélix Contra César, Cleópatra, Olimpíadas), e topa um filme de família visualmente colorido sem cobrar narrativa coerente.

Bilheteria

Orçamento
US$ 72 mi
Arrecadação mundial
US$ 46 mi
Retorno
0,6× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Julien Hervé
Fotografia
André Chemetoff
Trilha sonora
Matthieu Chedid
Duração
111 min

Curiosidades sobre Asterix e Obelix no Reino do Meio

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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