Onde Assistir A Múmia no Brasil
Sinopse
Egito, 1923. O ex-soldado da Legião Estrangeira Rick O'Connell (Brendan Fraser) sobrevive ao massacre de seu pelotão em Hamunaptra, antiga cidade dos mortos esquecida no deserto. Anos depois, em 1925, ele está numa prisão cairota prestes a ser enforcado quando aparece Evelyn Carnahan (Rachel Weisz), bibliotecária egiptóloga inglesa que precisa de alguém que saiba o caminho até Hamunaptra. Rick aceita em troca da liberdade.
Acompanhados pelo irmão imprudente de Evelyn, Jonathan (John Hannah), e por uma equipe rival de americanos caçadores de tesouro, eles chegam à cidade subterrânea. Lá descobrem o sarcófago de Imhotep (Arnold Vosloo), sumo-sacerdote do Faraó Seti I mumificado vivo três mil anos antes — castigo por matar o faraó e dormir com sua amante. Quando Evelyn lê o Livro dos Mortos, Imhotep desperta e começa a trazer de volta as dez pragas do Egito sobre o mundo moderno.
Dirigido e escrito por Stephen Sommers, A Múmia é remake livre do clássico Universal de 1932 com Boris Karloff. Estreou em 1999 e arrecadou US$ 416 milhões mundiais sobre orçamento de US$ 80 milhões.
Análise — Notícias Flix
A Múmia é caso clássico de filme cuja qualidade não é totalmente explicada pela soma das partes. Stephen Sommers, diretor com filmografia até então em adaptações Disney (As Aventuras de Huckleberry Finn, 1993; Mowgli e o Livro da Selva, 1994), foi escolhido pela Universal para refazer o filme de 1932 com Boris Karloff num tom completamente diferente — abandonando o horror gótico clássico em favor de aventura à Indiana Jones com humor anos 90 e CGI de ponta para a época. A escolha funcionou comercialmente e culturalmente.
O acerto principal foi o casting de Brendan Fraser. O ator, vindo de comédia leve em George da Selva (1997) e Encore (1992), não era escolha óbvia para protagonista de blockbuster de ação — mas Sommers o quis exatamente pela mistura rara de fisicalidade atlética e carisma cômico que ele tinha. Rick O'Connell virou herói arquétipo da era pós-Indiana Jones: galã de aventura, mas autodepreciativo, charmoso sem virar caricatura. Rachel Weisz como Evelyn é a outra metade do casamento perfeito: bibliotecária inteligente que vira aventureira sem perder o esnobismo intelectual. A química entre os dois é o que sustenta o filme.
Arnold Vosloo como Imhotep é o vilão que define o tom. Sem o registro reverencial do Imhotep original de Karloff, mas também sem virar o vilão risível típico dos blockbusters anos 90, Vosloo entrega presença ameaçadora calibrada. O CGI de Imhotep — corpo em decomposição que se reconstrói gradualmente — era estado da arte em 1999 e ainda funciona razoavelmente bem 26 anos depois.
A direção de Sommers é onde o filme tropeça eventualmente. Algumas sequências de ação têm geografia confusa, e o roteiro depende excessivamente de coincidências (livros caem no chão na hora certa, pragas aparecem no momento perfeito). Mas isso é mais herança do gênero "matinê de aventura" que defeito específico. A trilha de Jerry Goldsmith — uma das últimas grandes do compositor antes de sua morte em 2004 — sustenta tudo com motivos egípcios memoráveis.
Filmado em Marrocos e no Reino Unido, com escavações reais no deserto do Saara onde a equipe enfrentou desidratação, tempestades de areia e cobras. A cidade de Hamunaptra foi construída na cratera de um vulcão extinto perto de Erfoud, no Marrocos. Faturou US$ 416 milhões mundiais sobre US$ 80 milhões — um dos blockbusters mais lucrativos de 1999 atrás apenas de Star Wars: A Ameaça Fantasma. Para fãs de aventura clássica anos 90 (Indiana Jones, Romance da Pedra, A Casa do Lago), é peça obrigatória. Para horror puro, é opção errada.
Pontos fortes
- Brendan Fraser entrega herói arquétipo da era pós-Indiana Jones com carisma raro
- Rachel Weisz como Evelyn equilibra inteligência intelectual e aventura física
- Arnold Vosloo dá presença ameaçadora a Imhotep sem virar vilão risível
- Trilha de Jerry Goldsmith com motivos egípcios memoráveis
- Cidade de Hamunaptra construída em cratera de vulcão extinto no Marrocos
Pontos fracos
- Geografia de algumas sequências de ação fica confusa
- Roteiro depende excessivamente de coincidências e itens chave que aparecem na hora certa
- CGI de Imhotep envelheceu visivelmente em alguns planos depois de 26 anos
- Tom blockbuster anos 90 abandonou o horror gótico do original de Karloff
- Personagens secundários (americanos caçadores de tesouro) ficam unidimensionais
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 80 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 416 mi
- Retorno
- 5,2× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Stephen Sommers
- Fotografia
- Adrian Biddle
- Trilha sonora
- Jerry Goldsmith
- Edição
- Bob Ducsay
- Duração
- 125 min
Curiosidades sobre A Múmia
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Remake do clássico Universal de 1932
A Múmia (1999) é remake livre do filme de mesmo nome de 1932, dirigido por Karl Freund e estrelado por Boris Karloff como Imhotep. O original era horror gótico clássico, parte da era de ouro dos monstros da Universal junto com Drácula (1931) e Frankenstein (1931). Sommers abandonou o tom horror em favor de aventura à Indiana Jones.
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Hamunaptra construída na cratera de um vulcão extinto
O cenógrafo Allan Cameron localizou um vulcão extinto perto de Erfoud, no Marrocos, e construiu a cidade subterrânea de Hamunaptra dentro da cratera. Stephen Sommers gostou da ideia porque "uma cidade escondida na cratera de um vulcão extinto fazia sentido perfeito — no meio do deserto, ninguém jamais a encontraria".
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Filmado no Saara com tempestades de areia e cobras
A equipe enfrentou condições extremas durante as filmagens em Marrocos: desidratação severa, tempestades de areia frequentes e presença real de cobras venenosas no set. Brendan Fraser comentou em entrevistas que aceitou desmaiar várias vezes durante a produção devido ao calor extremo do deserto.
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Casting de Brendan Fraser veio de George da Selva
O produtor James Jacks e o diretor Stephen Sommers ficaram impressionados com o desempenho de bilheteria de George da Selva (1997) e escalaram Brendan Fraser para Rick O'Connell. Sommers comentou que viu em Fraser "o herói à moda Errol Flynn" que ele queria — combinação de fisicalidade atlética com timing cômico.
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Bilheteria de US$ 416 milhões abriu franquia
O filme arrecadou US$ 416 milhões mundialmente sobre orçamento de US$ 80 milhões — um dos maiores sucessos comerciais de 1999, atrás apenas de Star Wars: Episódio I. Gerou A Múmia: O Retorno (2001), A Múmia: A Tumba do Imperador Dragão (2008) e o spinoff O Escorpião Rei (2002) com The Rock como protagonista.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal