Onde Assistir A Casa Que Jack Construiu no Brasil
Sinopse
A Casa Que Jack Construiu (The House That Jack Built no original) é o filme dinamarquês-francês-sueco-alemão de drama psicológico de 2018 escrito e dirigido por Lars von Trier (Dancer in the Dark 2000, Anticristo 2009, Ninfomaníaca 2013). Foi distribuído pela IFC Films em 28 de novembro de 2018 nos Estados Unidos após estreia controversial no Festival de Cannes em 14 de maio de 2018. É o décimo terceiro longa-metragem de Lars von Trier — cineasta dinamarquês famoso por explorar temas extremos com sensibilidade autoral provocativa.
A história acompanha Jack (Matt Dillon, There's Something About Mary, Crash vencedor Oscar 2006 de Melhor Filme), serial killer americano operando em Pacific Northwest dos Estados Unidos entre 1970 e 1985. Em 12 anos, ele comete cinco assassinatos diferentes que ele considera suas obras de arte — cada um exibindo aspectos diferentes da psicologia dele. O filme é estruturado como uma série de 5 incidentes cronológicos, intercalados com diálogo metafísico entre Jack e Verge (Bruno Ganz, lendário ator suíço famoso por A Queda 2004 como Hitler) — figura misteriosa que pode ser dante guia em underworld.
O elenco coadjuvante traz Matt Dillon como Jack; Bruno Ganz como Verge (em uma de suas últimas grandes atuações antes de sua morte em 2019); Uma Thurman (Kill Bill) como primeira vítima; Siobhan Fallon Hogan como segunda vítima; Sofie Gråbøl como terceira vítima; Riley Keough (granddaughter de Elvis Presley) como quarta vítima; Jeremy Davies (Lost) como Sonny. A trilha sonora inclui múltiplas peças clássicas. Foi filmado em Suécia em locações reais — substituindo Pacific Northwest americano.
Análise — Notícias Flix
A Casa Que Jack Construiu é uma das produções mais controversiais e artisticamente ambiciosas do cinema mundial do final dos anos 2010 — filme que dividiu profundamente Cannes 2018 (mais de 100 espectadores saíram durante premiere por causa de violência extrema retratada). Lars von Trier, em fase pós-banimento de Cannes em 2011 (por comentários ofensivos sobre Hitler em coletiva de imprensa de Melancolia), foi readmitido ao festival especificamente por causa de A Casa Que Jack Construiu — fenômeno de re-aceitação cinematográfica.
A aposta narrativa central é a estrutura conceptual. Em vez de narrativa thriller policial tradicional, A Casa Que Jack Construiu é organizado como série de 5 incidentes cronológicos intercalados com diálogo filosófico entre Jack e Verge sobre arte, mal, beleza, criação. A escolha estrutural é deliberadamente acadêmica — von Trier explora questões filosóficas sobre relação entre criação artística e violência. Resultado é filme que parece tese filosófica enquanto é simultaneamente thriller psicológico.
A aposta visual é controversial. Várias cenas retratam violência extrema — Lars von Trier tradicionalmente provoca audiência com material gráfico. Em Cannes 2018, mais de 100 espectadores saíram durante premiere de A Casa Que Jack Construiu — muitos por causa de cena específica envolvendo crianças. A escolha foi consciente de von Trier para forçar audiência a confrontar realidade de violência cinematográfica. Mas é tematicamente difícil de processar — não é entretenimento, é arte conceptual deliberadamente desafiadora.
Matt Dillon como Jack entrega performance da carreira. O ator americano, em fase pós-Crash (Paul Haggis, 2005, vencedor Oscar de Melhor Filme), demonstra alcance dramático extraordinário. Jack é figura complexa — racional, articulado, completamente desprovido de empatia. Dillon constrói personagem com nuance — Jack não é caricatura simples, é estudo psicológico profundo de patologia. É frequentemente comparada à performance de Anthony Hopkins como Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes (1991).
A recepção foi extremamente polarizada. 60% no Rotten Tomatoes, Metacritic 53. Bilheteria mundial de US$ 1,3 milhão em circuito teatral limitado — esperado para cinema autoral controversial. Em Cannes 2018, dividiu profundamente crítica — alguns consideraram obra-prima, outros consideraram pornografia da violência. Em maio 2026, é frequentemente debatido em discussões filosóficas sobre limites do cinema autoral. Bruno Ganz (Verge) faleceu em 16 de fevereiro de 2019 aos 77 anos por câncer — A Casa Que Jack Construiu foi uma de suas últimas grandes atuações. No Brasil, está disponível no MUBI (incluído na assinatura) e Apple TV.
Bilheteria
- Orçamento
- US$ 10 mi
- Arrecadação mundial
- US$ 6 mi
- Retorno
- 0,6× o orçamento
Ficha técnica
- Roteiro
- Lars von Trier
- Fotografia
- Manuel Alberto Claro
- Edição
- Jacob Secher Schulsinger
- Duração
- 151 min
Curiosidades sobre A Casa Que Jack Construiu
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100+ espectadores saíram em Cannes 2018
Em premiere de A Casa Que Jack Construiu no Festival de Cannes em 14 de maio de 2018, mais de 100 espectadores saíram durante a exibição por causa de violência extrema retratada. Foi um dos casos mais notórios de walk-outs em Cannes da história. Muitos saíram especificamente por causa de cena envolvendo crianças. Outros 100+ permaneceram e aplaudiram em standing ovation no final — divisão de audiência clássica para Lars von Trier. Em maio 2026, o evento é frequentemente referenciado em estudos sobre cinema controversial.
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Lars von Trier readmitido em Cannes
Lars von Trier foi readmitido em Cannes especificamente por causa de A Casa Que Jack Construiu — após 7 anos de banimento (2011-2018) por causa de comentários ofensivos sobre Hitler em coletiva de imprensa de Melancolia (2011). Em 2018, Cannes decidiu re-aceitar von Trier por considerá-lo um dos cineastas mais importantes do cinema contemporâneo. A re-aceitação foi controversa — alguns críticos consideraram cedo demais; outros consideraram que von Trier merecia oportunidade. Em maio 2026, von Trier tem 70 anos e está em pós-produção de novo longa-metragem.
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Bruno Ganz — última grande atuação
Bruno Ganz, lendário ator suíço famoso por A Queda (Der Untergang, 2004, em que ele interpretou Adolf Hitler) e Asas do Desejo (Wenders, 1987), interpreta Verge. Ganz tinha 76 anos durante as filmagens em 2017. Tragicamente, Ganz faleceu em 16 de fevereiro de 2019 aos 77 anos por câncer pancreático. A Casa Que Jack Construiu foi uma de suas últimas grandes atuações antes da morte. Sua presença filosófica no filme é central da narrativa — diálogos com Jack são o coração intelectual do material.
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Matt Dillon performance da carreira
Matt Dillon (Crash 2005 vencedor Oscar de Melhor Filme; Drugstore Cowboy 1989) interpreta Jack — uma das performances mais reconhecidas da carreira dele. Dillon tinha 52 anos durante as filmagens. Em entrevistas, ele declarou que aceitou o papel especificamente por causa de Lars von Trier — admirava o cineasta dinamarquês há anos. A preparação para o personagem foi intensa — Dillon estudou casos reais de serial killers, técnicas de profilers do FBI. É frequentemente comparada à performance de Anthony Hopkins como Hannibal Lecter em O Silêncio dos Inocentes (1991).
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Filmado em Suécia substituindo EUA
A Casa Que Jack Construiu foi filmado em Suécia (substituindo Pacific Northwest americano). A escolha foi por incentivos fiscais escandinavos e parceria com produtoras europeias — Zentropa Entertainments (companhia dinamarquesa fundada por Lars von Trier em 1992). Equipe internacional de aproximadamente 100 pessoas filmou durante 3 meses entre março e maio de 2017. As locações suecas funcionam como pano de fundo para cenas americanas — Pacific Northwest é tropical úmido similar à Suécia.
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Estrutura conceptual em 5 incidentes
A Casa Que Jack Construiu é organizado em estrutura conceptual — 5 incidentes cronológicos diferentes ao longo de 12 anos (1970-1985) intercalados com diálogo filosófico entre Jack e Verge. Cada incidente representa fase diferente da psicologia de Jack — desde primeiro assassinato impulsivo até obras de arte sofisticadas tardias. Lars von Trier inspirou-se em Inferno de Dante Alighieri — Verge funciona como Virgílio guia para Jack em descida cinematográfica. É uma das estruturas narrativas mais conceituais do cinema autoral europeu dos anos 2010.
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Uma Thurman em participação especial
Uma Thurman (Kill Bill 1-2, Pulp Fiction 1994) interpreta primeira vítima de Jack. Thurman tinha 47 anos durante as filmagens. Sua participação especial foi consciente da produção — Thurman é tradicionalmente associada a registro vingativo em Kill Bill (Tarantino). Em A Casa Que Jack Construiu, ela é vítima passiva — inversão consciente. Foi sua primeira incursão em cinema autoral europeu — em maio 2026, Thurman tem 55 anos e está em retorno tardio à carreira após anos de produções menores.
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Disponível no MUBI Brasil
No Brasil, A Casa Que Jack Construiu (2018) está disponível no MUBI (serviço de streaming de cinema autoral) — incluído na assinatura. Apple TV e Google Play têm para aluguel/compra. Não está em catálogo Netflix, Prime Video, Disney+ ou HBO Max em maio 2026. A versão original em inglês está disponível com legendas em português brasileiro. Foi distribuído em circuito teatral limitado brasileiro em festivais — Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Mostra SP) em outubro de 2018.
Datas-chave
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Lançamento mundial
Elenco principal