A Bruxa de Blair
Filme

A Bruxa de Blair

"Tudo o que você ouviu é verdade."

★ 6.4 1999 1h 21m 14 Mistério · Terror

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project no original) é o filme americano de terror em formato found footage de 1999 escrito, dirigido e editado por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. Foi distribuído pela Artisan Entertainment em 14 de…

Diretor
Daniel Myrick
Elenco
Heather Donahue, Joshua Leonard, Michael C. Williams
Produção
Haxan Films, Artisan Entertainment
Origem
EUA
Título original
The Blair Witch Project

Onde Assistir A Bruxa de Blair no Brasil

Netflix
Netflix Standard with Ads
Lionsgate+ Amazon Channels

Sinopse

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project no original) é o filme americano de terror em formato found footage de 1999 escrito, dirigido e editado por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. Foi distribuído pela Artisan Entertainment em 14 de julho de 1999 e é considerado um dos divisores de águas do cinema independente — fundou comercialmente o subgênero found footage que dominaria o terror americano nas duas décadas seguintes.

A premissa simula um documentário inacabado: três jovens estudantes de cinema — Heather Donahue, Michael C. Williams e Joshua Leonard, todos usando os próprios nomes verdadeiros — entram nas montanhas Apalaches próximas a Burkittsville, Maryland, em outubro de 1994, para filmar uma reportagem sobre a lenda local da Bruxa de Blair. Eles desaparecem sem deixar rastros, e o filme apresenta supostamente as fitas que foram encontradas pela polícia um ano depois nos restos do acampamento abandonado.

O trio caminha pela floresta com câmeras 16mm preto-e-branco e Hi8 portáteis, planejando entrevistas com moradores locais sobre a bruxa antes de adentrarem o bosque profundamente. Ali encontram pilhas de pedras misteriosas, ouvem passos noturnos sem fonte visível e enfrentam fenômenos sobrenaturais cada vez mais aterrorizantes. O filme foi rodado integralmente em locação real em Seneca Creek State Park (Maryland) durante 8 dias, com os atores filmando a si mesmos sem direção externa.

Análise — Notícias Flix

8.0
de 10

A Bruxa de Blair é um dos casos mais surpreendentes da história do cinema americano. Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, então com 35 anos cada, eram cineastas independentes da Flórida que haviam estudado juntos na University of Central Florida na década de 1980. Trabalharam por cinco anos em videoclipes e comerciais regionais antes de juntar US$ 60 mil de financiamento próprio para o filme. O orçamento minúsculo se tornaria parte do mito.

A inovação central foi metodológica. Em vez de roteiro detalhado, Myrick e Sánchez deram aos três atores um esboço de 35 páginas com plotpoints essenciais e direção emocional para cada dia das filmagens. Os atores recebiam instruções privadas todas as manhãs em bilhetes deixados nos sacos de dormir — Heather poderia descobrir que Joshua iria sumir no terceiro dia, mas só Joshua e os diretores sabiam quando exatamente. Essa abordagem semidocumental gerou reações de medo genuínas em câmera, especialmente nas cenas finais quando os atores estavam exaustos, sem comer adequadamente, congelando na floresta de Maryland em outubro.

A campanha de marketing foi outra revolução. Foi o primeiro filme amplamente distribuído marketado primariamente pela internet — o site oficial lançado em junho de 1999 incluía relatórios policiais falsos, entrevistas em estilo documentário, fotos da cena do crime, mapas. Os atores eram listados como desaparecidos ou falecidos. Muita gente que assistiu o filme em julho de 1999 acreditava genuinamente que era documentário verdadeiro — e essa confusão ajudou a viralizar o boca a boca de forma sem precedentes na pré-redes-sociais.

A recepção comercial foi histórica. Estreou no Festival de Sundance em janeiro de 1999 como sessão da meia-noite — Artisan Entertainment comprou os direitos por US$ 1,1 milhão. A bilheteria final foi US$ 248 milhões mundiais sobre US$ 60 mil de orçamento — retorno de mais de 4 mil vezes o investimento, recordista até hoje no relativo. 86% no Rotten Tomatoes, gênero found footage virou padrão (REC, Atividade Paranormal, Cloverfield, Trollhunter, V/H/S). A franquia rendeu O Bosque de Blair Witch (2016, Adam Wingard) e está em desenvolvimento um reboot da Lionsgate-Blumhouse-Atomic Monster anunciado em 2026 com retorno do elenco e diretores originais como produtores executivos. No Brasil, o original está no Pluto TV (gratuito), Prime Video e Apple TV (compra/aluguel).

Bilheteria

Orçamento
US$ 60 mil
Arrecadação mundial
US$ 249 mi
Retorno
4.144,0× o orçamento

Ficha técnica

Roteiro
Daniel Myrick
Fotografia
Neal Fredericks
Trilha sonora
Tony Cora
Edição
Daniel Myrick
Duração
81 min

Curiosidades sobre A Bruxa de Blair

Datas-chave

  1. Lançamento mundial

Elenco principal

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