Tieta marcou a Globo em 1989, adaptando o romance de Jorge Amado com Betty Faria no papel-título. 35 anos depois, veja quem eram os atores por trás de Santana do Agreste e o que fazem hoje.
Betty Faria como Antonieta Esteves Cantarelli (Tieta)

Betty Faria viveu Tieta, a protagonista que retorna rica e poderosa à cidade fictícia de Santana do Agreste, na Bahia, depois de anos exilada por sua família após um escândalo. A personagem, adaptada da obra de Jorge Amado, se tornou o papel mais marcante da carreira da atriz.
Antes de Tieta, Betty já tinha décadas de trajetória consolidada. Estreou em filmes underground nos anos 1970 e emplacou papéis de destaque em Pigmalião 70, Água Viva (1980) e Anos Dourados (1986). No cinema, ganhou reconhecimento internacional com A Hora da Estrela e Romance da Empregada (1988).
Hoje, aos 84 anos, Betty Faria segue ativa. Em 2024 voltou às novelas na trama Volta por Cima e, mais recentemente, esteve em Portugal gravando a série Codex 632, vivendo a personagem Luísa Toscano.
Curiosidade de bastidor: segundo reportagens, a preparação da atriz para o papel gerou mudanças na produção da Globo, e Betty viveu, à época, uma rivalidade pública com Sônia Braga, escalada para viver a mesma personagem na adaptação cinematográfica de 1996, o que alimentou anos de comparações entre as duas intérpretes de Tieta.
Joana Fomm como Perpétua Esteves Batista

Joana Fomm interpretou Perpétua, a irmã de Tieta marcada pela hipocrisia e pelo puritanismo forçado, uma das vilãs mais odiadas, e queridas pelo público, da novela. A rivalidade entre as irmãs foi um dos eixos centrais da trama de Aguinaldo Silva.
Antes de Tieta, Joana já era um nome relevante da TV Globo, tendo atuado em diversas produções ao longo dos anos 1970 e 1980, construindo reputação como atriz versátil, capaz de transitar entre comédia e drama.
Depois de Tieta, sua carreira seguiu por caminhos alternados: em 1994 deixou a Globo para atuar no SBT, e chegou a protagonizar a vilã principal de Serras Azuis (1998), na extinta Rede Bandeirantes. Sua última novela na Globo foi Malhação: Pro Dia Nascer Feliz (2016).
Hoje, aos 85 anos, Joana Fomm está afastada da TV desde 2017 e declarou publicamente o desejo de voltar a atuar, dizendo sentir falta do trabalho e de mais estabilidade financeira.
Reginaldo Faria como Ascânio Trindade

Reginaldo Faria deu vida a Ascânio, o secretário municipal empenhado em levar progresso a Santana do Agreste e par romântico de Leonora na trama. O personagem representava a força modernizadora que se chocava com o conservadorismo da cidade fictícia baiana.
Antes de Tieta, Reginaldo já era um dos galãs mais experientes da TV brasileira, com estreia na Globo em 1965 na novela Ilusões Perdidas, a primeira da emissora. Ao longo das décadas seguintes, viveu papéis de destaque em Água Viva (1980) e na primeira versão de Ti-Ti-Ti (1985).
Depois de Tieta, manteve carreira ativa em novelas e séries, e recentemente apareceu no remake de Elas por Elas (2003) e fez participação em Fuzuê. Hoje, aos 87 anos, o ator segue trabalhando, dedicando-se também à música.
Não encontrei anedota específica de bastidor verificada sobre o ator durante as gravações de Tieta.
Lídia Brondi como Leonora Cantarelli

Lídia Brondi viveu Leonora, sobrinha de Tieta e par romântico de Ascânio, um dos casais mais acompanhados pelo público durante a exibição original da novela.
Antes de Tieta, Lídia já vinha construindo carreira na TV Globo desde o início dos anos 1980, participando de outras produções da emissora ainda jovem. Tieta, porém, foi um dos pontos mais altos de sua trajetória na teledramaturgia.
Depois da novela, atuou ainda em Meu Bem, Meu Mal (1990), seu último trabalho como atriz. Lídia deixou as novelas definitivamente e seguiu carreira acadêmica: formou-se em psicologia pela PUC-SP e hoje é psicóloga no bairro do Itaim, em São Paulo. Vive de forma extremamente reservada, sem redes sociais e sem conceder entrevistas.
Curiosidade de bastidor real: foi durante as gravações de Tieta que Lídia conheceu Cássio Gabus Mendes, com quem é casada desde 1991, há mais de três décadas.
José Mayer como Osnar

José Mayer interpretou Osnar, um dos personagens mais carismáticos e queridos de sua carreira, o que lhe rendeu o Troféu Imprensa de Melhor Ator em 1989.
Antes de Tieta, Mayer construiu trajetória sólida desde o fim dos anos 1970: começou dublando o Burro Falante no Sítio do Picapau Amarelo, e ganhou projeção com a minissérie Bandidos da Falange (1983). Seguiram-se Guerra dos Sexos (1983), Partido Alto (1984) e O Pagador de Promessas (1988).
Depois de décadas como um dos galãs mais requisitados da Globo, sua carreira foi interrompida em 2017, quando foi denunciado por assédio sexual, episódio que deu origem ao movimento MexeuComUmaMexeuComTodas. Teve o contrato encerrado oficialmente em 2019. Hoje, aos 75 anos, vive de forma reclusa em Itaipava, na região serrana do Rio de Janeiro.
Não encontrei anedota específica de bastidor verificada sobre o ator durante as gravações de Tieta, além do reconhecimento com o Troféu Imprensa.
Cássio Gabus Mendes como Ricardo Esteves Batista

Cássio Gabus Mendes viveu Ricardo, o sobrinho de Tieta, personagem central e cheio de conflitos na trama, apelidado carinhosamente de Cardo.
Antes de Tieta, Cássio já vinha de uma sequência de sucessos: estreou na TV em 1982 em Elas por Elas, viveu Afonso em Vale Tudo e também esteve em Ti-Ti-Ti, produções que consolidaram seu nome entre os grandes atores da década de 1980.
Depois da novela, seguiu atuando em produções como as minisséries Anos Rebeldes e O Quinto dos Infernos, além dos filmes Boleiros: Era Uma Vez o Futebol (1998). Em 2024, após 42 anos de contrato fixo com a Rede Globo, encerrou o vínculo com a emissora e passou a se dedicar ao teatro.
Curiosidade de bastidor real: foi durante as gravações de Tieta que Cássio conheceu Lídia Brondi, sua colega de elenco, com quem está casado desde 1991.
Marcos Paulo como Arturzinho da Tapitanga

Marcos Paulo interpretou Arturzinho, o filho ambicioso e dissimulado do Coronel Artur da Tapitanga, um dos vilões mais marcantes de sua carreira na trama baiana de Tieta.
Antes da novela, Marcos Paulo já era um dos galãs mais estabelecidos da televisão brasileira. Começou a atuar ainda criança, aos cinco anos, na TV Tupi, incentivado pelo pai adotivo, o autor de telenovelas Vicente Sesso. Assinou contrato com a Globo em 1970, onde se firmou como um dos principais galãs da emissora.
Marcos Paulo faleceu em 11 de novembro de 2012, no Rio de Janeiro, aos 61 anos, vítima de uma embolia pulmonar, após enfrentar um câncer no esôfago diagnosticado em 2011.
Curiosidade real: o ator teve seis casamentos ao longo da vida e deixou dois testamentos distintos, o que gerou disputa judicial pela herança entre as filhas e a última esposa; em 2019, a Justiça decidiu que a companheira teria direito a 25% do patrimônio.
Ary Fontoura como Coronel Artur da Tapitanga

Ary Fontoura interpretou o Coronel Artur da Tapitanga, patriarca autoritário e uma das figuras de poder de Santana do Agreste, papel que se somou à galeria de coronéis, prefeitos e autoridades que marcaram sua carreira.
Antes de Tieta, Ary já tinha uma trajetória de décadas: iniciou no teatro paranaense nos anos 1950 e mudou-se para o Rio de Janeiro em 1964. Integrou o elenco de novelas marcantes como Gabriela (1975), Saramandaia (1976) e Dancin’ Days (1979), além de ter protagonizado Amor com Amor Se Paga (1984).
Depois de Tieta, seguiu como um dos atores mais longevos e presentes da Globo, acumulando ao longo da carreira participação em cerca de 50 novelas. Hoje, aos 93 anos, continua na ativa: em 2025/2026 reviveu o personagem Joaquim Pereira, o Quinzinho, em Êta Mundo Melhor!.
Não encontrei anedota específica de bastidor verificada sobre o ator durante as gravações de Tieta.