Daveigh Chase, atriz que marcou os anos 2000 como Samara Morgan em O Chamado (The Ring), teve a causa da morte oficialmente revelada em 29/06/2026. O laudo encerra a dúvida que circulava desde o anúncio do falecimento e recoloca seu nome entre dois extremos da cultura pop: o terror de O Chamado e a voz de Lilo em Lilo & Stitch.
Resumo rápido
- Laudo oficial aponta complicações relacionadas à AIDS
- Uso crônico de múltiplas substâncias entrou como fator significativo
- Daveigh Chase morreu aos 35 anos
O detalhe que precisava de correção é simples: a notícia desta segunda não é sobre a morte em si, e sim sobre a causa oficial. As primeiras publicações citavam 17 de junho como data do óbito; agora, o que veio a público foi o resultado do legista de Los Angeles.
O que o laudo confirmou
A causa oficial da morte foi registrada como complicações relacionadas à AIDS. No mesmo documento, o uso crônico de múltiplas substâncias aparece como fator significativo no quadro final.
Relatos médicos citados na cobertura americana descrevem ainda um agravamento com infecção sanguínea, sepse, meningite e falência múltipla de órgãos. É um fechamento duro para uma trajetória que muita gente associa a personagens gigantes da cultura pop.

Há também um lado pessoal pesado nessa história. Em relato publicado pelo The New York Times, o pai John David Schwallier afirmou que a atriz enfrentava problemas com drogas desde os 13 anos e vivia em situação de rua.
Isso muda a leitura da notícia. Não é só obituário de celebridade. É também um caso de vulnerabilidade social, dependência química e saúde pública atravessando a vida de alguém que ficou famosa cedo demais.
De Samara a Lilo
Pouca gente ficou marcada por dois papéis tão diferentes. Em 2002, Daveigh Chase virou o rosto mais assustador do terror comercial com O Chamado, dirigido por Gore Verbinski e impulsionado por cerca de US$ 249 milhões nas bilheterias mundiais.
O filme ainda segura 71% no Rotten Tomatoes. Não é pouca coisa para um remake de terror que explodiu no começo dos anos 2000 e ajudou a popularizar aquela estética de fita amaldiçoada, TV chiando e cabelo cobrindo o rosto.
No mesmo ano, ela dublou Lilo Pelekai em Lilo & Stitch. A animação da Disney fez cerca de US$ 273 milhões no mundo, tem 86% no Rotten Tomatoes e virou uma franquia que segue muito viva no Brasil, com catálogo recorrente no Disney+.
| Obra | Papel de Daveigh Chase | Dado de repercussão | Como rever no Brasil |
|---|---|---|---|
| O Chamado | Samara Morgan | US$ 249 milhões mundialmente | Catálogo rotativo e locação digital |
| Lilo & Stitch | Voz original de Lilo | US$ 273 milhões mundialmente | Disney+ com dublagem em português |
Esse contraste explica a comoção. Para uma geração, ela é o pesadelo que saiu da TV. Para outra, é a menina bagunceira e carismática de uma das animações mais queridas da Disney.
Uma carreira curta, impossível de apagar
Antes de virar Samara e Lilo, Daveigh Chase apareceu em Donnie Darko. Depois, também participou da dublagem americana de A Viagem de Chihiro (Spirited Away) como Chihiro Ogino.
Não foi uma filmografia enorme. Mas foi uma filmografia certeira. Ela passou por obras que, goste ou não, continuaram sendo revisitadas por fãs, críticos e algoritmos de streaming.
O Chamado virou um marco do terror moderno. Já Lilo & Stitch seguiu no circuito familiar, na TV e no streaming. Resultado: o rosto e a voz de Daveigh Chase nunca desapareceram de verdade do imaginário pop.
Vale lembrar outro detalhe. Ela tinha 35 anos. É uma morte precoce até para os padrões de Hollywood, e isso torna o caso ainda mais difícil de digerir para quem cresceu assistindo a esses títulos.
Disney+ guarda um lado; o terror ficou espalhado
No Brasil, a lembrança mais fácil de revisitar está no Disney+. Lilo & Stitch segue como a porta de entrada mais simples para rever o trabalho dela, com dublagem em português e acesso direto no catálogo da plataforma.
Já O Chamado vive uma rotina mais bagunçada. O filme costuma circular entre streaming e locação digital, então a disponibilidade pode mudar rápido de uma plataforma para outra.
Quem quiser entender por que a notícia repercute tanto pode começar justamente aí: de um lado, a leveza infantil da Disney; do outro, um dos rostos mais icônicos do terror dos anos 2000. Raras atrizes conseguiram deixar duas marcas tão fortes e tão opostas.
O laudo agora fecha a parte oficial da história. O que fica em aberto é algo bem menos confortável: quantas ex-estrelas mirins só voltam às manchetes quando já não existe mais tempo para salvá-las?