DAD virou uma das encomendas mais curiosas da Disney+ nesta reta de 2026. A nova série de comédia dramática criada por Clem Garritty, nome ligado à equipe narrativa de Life is Strange, já nasceu com coprodução da A24, encomenda direta para série e lançamento nos EUA como Hulu Original.
Resumo rápido
- DAD recebeu encomenda direta para série pela Disney+
- Clem Garritty cria e escreve; a A24 coproduz
- Nos EUA, a série sai como Hulu Original
Não é pouca coisa.
Quando um projeto puxa disputa com BBC, ITV e Sky antes mesmo de revelar elenco, o mercado está dizendo algo bem claro: tem gente vendo força real aí.
Crime, irmãos e humor ácido
DAD mistura drama familiar, investigação criminal e humor desconfortável. A história acompanha os irmãos Sammy, Ned e Jess, que passam a investigar o próprio pai depois de uma acusação de assassinato ligada à infância deles.
O tom parece mirar aquele espaço entre Bad Sisters e Dead to Me. Família quebrada, segredo velho e piada amarga no meio do caos.
Tem outro detalhe importante. Life is Strange não é série. É uma franquia de games, e a ligação de Clem Garritty com esse universo pesa porque aponta para uma roteirista acostumada a trauma, memória e escolhas emocionais tortas.
Ficha rápida de DAD
| Campo | Informação |
|---|---|
| Título | DAD |
| Formato | Série |
| Gênero | Comédia dramática |
| Criadora e roteirista | Clem Garritty |
| Coprodução | A24 |
| Plataforma internacional | Disney+ |
| Lançamento nos EUA | Hulu Original |
| Status | Encomenda direta para série |
| Origem criativa ligada a | Life is Strange e ao piloto Jonah Kills |
| Premissa | Três irmãos investigam o pai após acusação de assassinato |
Não foi uma disputa pequena
BBC, ITV e Sky entraram na briga pelos direitos antes da compra fechar. Isso muda a leitura do anúncio. DAD não aparece como tapa-buraco de catálogo, mas como projeto tratado desde o começo como série de prestígio.
A encomenda direta também encurta caminho. Em vez de passar pelo ritual de piloto solto e teste de reação, a Disney já colocou a produção na esteira completa.
Vale olhar para isso com calma. Comédia dramática adulta com crime no centro não é o tipo de série que a Disney empurra no automático. Quando o grupo banca esse espaço, quase sempre existe estratégia de posicionamento por trás.
A24 empurra DAD para outro patamar
A24 virou um selo que muda expectativa antes da estreia. Nem tudo que sai dali acerta, claro, mas a marca costuma puxar roteiro mais autoral, tom menos pasteurizado e elenco que topa material mais estranho.
Para DAD, isso importa muito. A premissa já tem cara de série que pode escorregar fácil para o melodrama ou para a piada fora de hora. Com a A24 no meio, a chance é de um equilíbrio mais seco, mais ácido e menos televisivo no sentido tradicional.
Clem Garritty também cresce com isso. Para uma roteirista em ascensão, pegar uma série desse porte com Disney e A24 juntas funciona como vitrine internacional forte logo de saída.
Se sair redonda, DAD pode ocupar a faixa de dramedy adulta que vive bem no streaming e rende conversa por semanas. Não pelo crime em si, mas pela dinâmica entre irmãos. É aí que esse tipo de série ganha ou afunda.
Disney+ no Brasil entra nessa conta
Nos EUA, DAD será lançada como Hulu Original. Fora de lá, a lógica do grupo costuma jogar esse conteúdo mais maduro para o Disney+, enquanto a presença da A24 ajuda a vender a série como algo mais autoral.
No Brasil, o cenário natural é esse mesmo ecossistema do Disney+ com conteúdo adulto integrado. Só que a Disney ainda não cravou janela de estreia local, número de episódios nem confirmação de dublagem em português.
Também não existe elenco revelado até aqui. E isso deixa a conversa aberta, porque uma série com essa mistura de humor e ferida familiar depende muito de quem vai segurar o trio central.
Por enquanto, DAD segue com o nome original no Brasil e com mais perguntas do que respostas práticas. Sem elenco, sem data e com um pai acusado de assassinato no centro da história, a série já resolveu a parte mais difícil: entrou no radar cedo. Agora falta descobrir se a Disney vai bancar até o fim o tom espinhoso que esse projeto pede.