Big Guns põe Deadpool na mira do Justiceiro

Por Rafael Duarte 16/06/2026 às 11:47 5 min de leitura
Big Guns põe Deadpool na mira do Justiceiro
5 min de leitura

Big Guns, novo crossover da Marvel Comics, já mostra sua carta principal: Deadpool e Justiceiro com armas apontadas um para o outro. O arco ocupa as edições #8 e #9 das revistas dos personagens, entre setembro e outubro.

Resumo rápido

Antes de qualquer confusão: não é MCU. Não é especial de streaming.

Estamos falando de HQ mensal. E isso pesa na expectativa, no ritmo e também na chegada ao Brasil.

Não é MCU. É treta de HQ mensal

A Marvel Comics posiciona Big Guns como um crossover editorial dentro das séries em andamento. Nada de minissérie solta ou anúncio de filme escondido no pacote.

O encontro acontece em Wade Wilson: Deadpool e em Justiceiro (The Punisher). As edições envolvidas são as #8 e #9 dos dois títulos.

Campo Detalhe
Título Big Guns
Tipo Crossover em quadrinhos
Editora Marvel Comics
Personagens centrais Deadpool e Justiceiro
Séries envolvidas Wade Wilson: Deadpool e Justiceiro (The Punisher)
Edições #8 e #9
Período Setembro a outubro
Roteiro citado Benjamin Percy
Artistas citados Geoff Shaw e José Luis Soares
Status Evento anunciado
Publicação no Brasil Sem edição brasileira anunciada até agora

As primeiras prévias são objetivas. Deadpool recebe uma nova missão, um novo veículo e um novo inimigo.

Do outro lado, Frank Castle entra na história como obstáculo direto. Um intruso misterioso manipula as circunstâncias e coloca os dois em rota de colisão.

É um gancho clássico de HQ mensal. Simples, comercial e eficiente.

Página de prévia de Big Guns mostrando Deadpool e Justiceiro frente a frente em clima de confronto
Página de prévia de Big Guns mostrando Deadpool e Justiceiro frente a frente em clima de confronto (Reprodução)

Deadpool fala demais. Justiceiro quase não fala

Esse contraste vende Big Guns melhor que qualquer sinopse. Deadpool é meta, caótico e debochado. Justiceiro é seco, brutal e costuma entrar na cena para encerrá-la rápido.

Na prática, a Marvel junta dois ritmos opostos. Um desmonta a tensão com piada. O outro transforma qualquer piada em tiroteio.

Não é a primeira vez que Deadpool funciona no atrito com outro anti-herói. A comparação mais fácil é Deadpool vs. Wolverine, que também aposta em personalidade batendo mais forte que a trama.

Só que aqui o tom é outro. Wolverine aguenta a zoeira. Frank Castle, em geral, não tem a menor paciência para ela.

Por isso o encontro parece mais instável. E instabilidade, em crossover curto, costuma ser boa notícia.

Se a equipe acertar a mão, Big Guns pode virar aquele arco de duas edições que o fã recomenda sem pensar muito. Se exagerar na piada ou na violência gratuita, evapora na mesma velocidade.

Big Guns põe Deadpool na mira do Justiceiro — foto de divulgação
Big Guns põe Deadpool na mira do Justiceiro — foto de divulgação (Reprodução)

Quem está por trás do confronto

Benjamin Percy aparece como o nome central ligado ao roteiro do evento. Geoff Shaw e José Luis Soares são os artistas citados nas revistas envolvidas.

Isso importa porque Big Guns não nasce isolado. Ele entra no meio da corrida das mensais e precisa conversar com o momento atual de cada personagem.

Em HQ seriada, esse detalhe muda bastante a leitura. Quem já acompanha as revistas chega com contexto. Quem entrar só pelo crossover pode sentir que perdeu um capítulo anterior.

Ao mesmo tempo, há uma vantagem clara. Como o arco passa por apenas duas edições de cada título, a Marvel evita aquela gordura de evento gigante que exige seis tie-ins e uma planilha.

Melhor assim. Deadpool contra Justiceiro funciona mais no impacto do que na enrolação.

Capas das edições Wade Wilson: Deadpool #8 e Justiceiro #8 lado a lado
Capas das edições Wade Wilson: Deadpool #8 e Justiceiro #8 lado a lado (Reprodução)

O Brasil ainda espera uma edição local

A pergunta prática é inevitável. Como isso chega aqui?

Até agora, Big Guns não teve publicação brasileira anunciada. Para o leitor do Brasil, o caminho imediato segue sendo a edição original em inglês, via importação.

Se o arco fizer barulho lá fora, a chance de aparecer depois em encadernado ou linha mensal aumenta. Ainda assim, cravar janela brasileira agora seria chute.

O lado favorável é o tamanho dos personagens por aqui. Deadpool continua muito forte na cultura pop depois de Deadpool & Wolverine, e o Justiceiro segue em alta no ecossistema Marvel.

Essa visibilidade ajuda a vender HQ. Editora presta atenção quando dois nomes populares se cruzam num arco curto e fácil de empacotar.

Setembro abre o confronto e outubro fecha a conta. Até lá, Big Guns parece exatamente o que a Marvel queria que parecesse: um choque de estilos com cara de leitura rápida, violenta e barulhenta. Resta saber se a edição #8 entrega mais que pose de capa.