A Forgotten Kill colocou Justin Hartley em outra emissora sem tirar o ator de Tracker. O novo drama policial está em desenvolvimento na ABC e, no meio do barulho, o dado que importa é outro: Hartley está ampliando sua força como produtor.
Mas calma. Isso não é uma troca oficial de série, nem um “adeus” à CBS.
Tracker segue vivo, com Hartley na frente das câmeras e também na produção. A Forgotten Kill é um projeto paralelo, ainda sem elenco anunciado e sem data de estreia.
Não é substituta oficial de Tracker
O rótulo de “substituta de Tracker” chama clique, mas distorce o cenário. O que existe hoje é uma nova adaptação policial em desenvolvimento na ABC, mirando o mesmo público que gosta de investigação acessível e protagonista carismático.
Hartley continua ligado a Tracker, série baseada em The Never Game, de Jeffery Deaver. O drama da CBS retorna para a 4ª temporada no outono americano de 2026, então não há sinal de saída nem encerramento.
O que muda, de verdade, é o tamanho da presença dele na TV aberta. Hartley já não depende só de ser o rosto da série. Agora ele começa a virar assinatura de procedural.

O que a ABC comprou com A Forgotten Kill
A série adapta o romance A Forgotten Kill, de Isabella Maldonado, lançado em 2024. O livro acompanha Dani Vega, ex–Army Ranger e agente do FBI, especialista em padrões, códigos e investigações que pedem cabeça fria.
Ela trabalha ao lado do detetive Mark Flint, da NYPD. A combinação é velha conhecida da TV aberta americana: caso da semana, dupla com atrito e um segredo pessoal correndo por baixo de tudo.
Tem algo importante aí. A Forgotten Kill não nasce de livro solto.
O romance é o segundo da linha de histórias de Daniela Vega, entre A Killer’s Game, de 2023, e A Killer’s Code, de 2025. Se a ABC gostar do resultado, material para continuar não falta.
| Ficha técnica | Detalhes |
|---|---|
| Título | A Forgotten Kill |
| Formato | Série de TV |
| Emissora | ABC |
| Estúdio | 20th Television |
| Base literária | Romance de Isabella Maldonado, lançado em 2024 |
| Produtor executivo | Justin Hartley |
| Outros produtores executivos | Diana Son, Isabella Maldonado e Ken Olin |
| Empresa de Hartley | Change Up Productions |
| Status | Em desenvolvimento |
| Estreia | A definir |
Por enquanto, não há showrunner anunciada oficialmente além do pacote de produção já confirmado. Também não existe qualquer definição sobre quem viverá Dani Vega ou Mark Flint.
Hartley produz mais do que atua
Esse é o lado mais interessante da notícia. A Forgotten Kill não foi anunciada como veículo de atuação para Hartley, e sim como projeto produzido por ele via Change Up Productions ao lado da 20th Television.
Ou seja: até aqui, ele entra como executivo e força criativa de bastidor. Se aparecer em cena depois, ótimo. Hoje, isso não está confirmado.
Não é detalhe pequeno. Muita estrela de procedural vira rosto de uma série e para ali. Hartley, aos poucos, está tentando ocupar outro espaço: o de nome capaz de vender formato, tom e público.

A ABC já sabe vender esse tipo de série
A emissora não está inventando moda. No catálogo oficial da ABC, procedurais com humor leve, drama pessoal e investigação semanal já formam um bloco bem claro.
Will Trent, The Rookie e High Potential caminham nessa direção, cada uma com sua personalidade. A Forgotten Kill entra nessa fila com uma vantagem comercial óbvia: protagonista feminina forte e origem literária pronta para render mais de uma temporada.
| Série | Emissora | Fórmula |
|---|---|---|
| A Forgotten Kill | ABC | Dupla investigativa + segredo pessoal |
| Will Trent | ABC | Caso da semana + trauma contínuo |
| The Rookie | ABC | Procedural acessível + carisma de elenco |
| Tracker | CBS | Investigação popular + protagonista central forte |
Quer um resumo rápido? Tracker é mais “um homem resolve tudo”. A Forgotten Kill parece mirar uma engrenagem mais clássica de parceria policial, algo entre FBI, Bosch e a versão mais leve de Reacher.
Isso interessa porque a TV aberta americana ainda vive muito bem desse modelo. Série de caso semanal custa menos conversa para vender e costuma viajar melhor entre canais, streaming e reprises.

Sem caminho definido no Brasil
Para o público brasileiro, o cenário ainda está travado. A Forgotten Kill não tem canal, plataforma nem previsão de lançamento por aqui, e a ABC não opera como serviço direto no Brasil.
Então não dá para cravar Disney+, Universal+ ou qualquer outra casa. Hoje, a informação correta é mais simples: a série ainda nem chegou à fase de elenco, então falar em estreia brasileira seria chute.
Dublagem em português também não foi mencionada. Primeiro a ABC precisa aprovar o projeto para produção, depois gravar piloto ou temporada, e só então começa a conversa real sobre distribuição internacional.
Por enquanto, A Forgotten Kill é menos uma “rival de Tracker” e mais um teste de mercado para Justin Hartley fora da CBS. Se a série andar, ele pode acabar com dois procedurais orbitando o mesmo nome — e aí a disputa deixa de ser entre emissoras e vira uma pergunta boa: até onde essa marca aguenta crescer?